
Parece que anda por aí muita gente escandalizada, pelo facto de os lisboetas terem tido o privilégio de um fim de semana com “extensões”, graças aos feriados de 10 e 13 de Junho. Provavelmente, essas pessoas voltarão a escandalizar-se na próxima semana, quando as gentes do Porto e de outras localidades a Norte tiverem fim de semana idêntico, por força do feriado nacional do dia 23 a que se segue o dia de S.João.
Já houve este ano, em todo o país, um fds de quatro dias. Foi em Abril, quando à sexta-feira santa se juntou o feriado do 25 de Abril na segunda-feira seguinte. Ninguém parece escandalizar-se com o facto de o dia 26 de Dezembro ser feriado na Madeira, esse sorvedouro de dinheiros públicos pagos pelos contribuintes do “Contenente”mas não faltam jornalistas que, em cada fim de semana prolongado, vêm com a ladainha do dinheiro que Portugal perde com os feriados.
Poderia perguntar a esses jornalistas porque não renunciam ao legítimo direito de acumulação de folgas, que lhes concedem em cada ano um número significativo de dias de férias suplementares. Mas não vou por aí. Desafio-os a aprofundarem um bocadinho a sua investigação e verificarem se isso é exclusivo do nosso país. Não é. Podia adiantar-lhes algumas pistas, mas não estou aqui para lhes poupar trabalho, apenas para lançar o desafio de trabalharem um bocadinho em vez de escreverem e dizerem disparates.
O problema deste país não é o número de feriados. Como já escrevi aqui, mais do que uma vez, Portugal não é o país da Europa com mais feriados. O grande problema deste país é trabalhar mais horas do que a maioria dos países europeus, mas não se rentabilizarem essas horas.
Já trabalhei muitas vezes em feriados, trabalho quase todos os domingos, nunca deixei de entregar um trabalho por ser dia de descanso semanal. Se querem procurar bodes expiatórios para a falta de produtividade dos portugueses, que tal irem procurar entre os nossos gestores? É aí que reside um dos grandes problemas da falta de produtividade lusa. Outro, são os horários desadequados de trabalho, pouco compatíveis com um país do sul. Obviamente que há muitos mais, mas não culpem os feriados, porque isso é de uma indigência confrangedora e demonstra a preguiça de quem escreve e debita disparates como um disco riscado.
Já houve este ano, em todo o país, um fds de quatro dias. Foi em Abril, quando à sexta-feira santa se juntou o feriado do 25 de Abril na segunda-feira seguinte. Ninguém parece escandalizar-se com o facto de o dia 26 de Dezembro ser feriado na Madeira, esse sorvedouro de dinheiros públicos pagos pelos contribuintes do “Contenente”mas não faltam jornalistas que, em cada fim de semana prolongado, vêm com a ladainha do dinheiro que Portugal perde com os feriados.
Poderia perguntar a esses jornalistas porque não renunciam ao legítimo direito de acumulação de folgas, que lhes concedem em cada ano um número significativo de dias de férias suplementares. Mas não vou por aí. Desafio-os a aprofundarem um bocadinho a sua investigação e verificarem se isso é exclusivo do nosso país. Não é. Podia adiantar-lhes algumas pistas, mas não estou aqui para lhes poupar trabalho, apenas para lançar o desafio de trabalharem um bocadinho em vez de escreverem e dizerem disparates.
O problema deste país não é o número de feriados. Como já escrevi aqui, mais do que uma vez, Portugal não é o país da Europa com mais feriados. O grande problema deste país é trabalhar mais horas do que a maioria dos países europeus, mas não se rentabilizarem essas horas.
Já trabalhei muitas vezes em feriados, trabalho quase todos os domingos, nunca deixei de entregar um trabalho por ser dia de descanso semanal. Se querem procurar bodes expiatórios para a falta de produtividade dos portugueses, que tal irem procurar entre os nossos gestores? É aí que reside um dos grandes problemas da falta de produtividade lusa. Outro, são os horários desadequados de trabalho, pouco compatíveis com um país do sul. Obviamente que há muitos mais, mas não culpem os feriados, porque isso é de uma indigência confrangedora e demonstra a preguiça de quem escreve e debita disparates como um disco riscado.
* Recomendo a todos os indignados que aproveitem a reedição do livro de Paul Lafargue (O Direito à preguiça) e aprendam um pouco sobre as origens burguesas do trabalho e o direito à diferença, que nenhuma globalização, por mais tremendista que seja, tem o direito de eliminar.
"Falam da dignidade do trabalho. Bah! A dignidade está no ócio."
ResponderEliminarHerman Melville
Ontem também foi aqui feriado por causa da Festa de Pentecostes, embora eu gostasse mais de festejar o santo da sardinha assada e do vinho tinto.
Aqui também é feriado no dia 26 de Dezembro e na Segunda-Feira de Páscoa.
a falta da produtividade dos portugueses, não tem nada a ver com preguiça. Mas mais com o velho processo de produção em certos industrias portuguesas. Além disso as festas dos santos ficam uma coisa fantástica.cumprimentos
ResponderEliminarA vida não pode ser apenas trabalho. O ócio está ligado à cultura e a factores de felicidade. O que é preciso é que o trabalho, em cada empresa ou instituição, seja bem organizado e realizado com rigor e perfeição.
ResponderEliminarOs emigrantes portugueses são considerados eficientes, porque estão bem enquadrados, com rigor e responsabilidade, e o pessoal é motivado para ser eficaz.
Prezamos a igualdade, mas esta deve ser de oportunidade e não de pagamento, pois este deve corresponder à qualidade e quantidade do trabalho efectuado. Ao fim da semana ou do mês não pode ser pago o mesmo ao que muito contribuiu para o êxito da empresa como ao que se limitou a estar desde o início ao fim do dia, ou a fazer coisas erradas.
Há quem mereça feriados e férias, mas há quem não mereça.
João
Ematejoca:
ResponderEliminarÉ também isso que defende o Paul Lafargue e eu não poderia estra mais de acordo.
Alfacinha:
ResponderEliminarTotalmente de acordo, como se pode inferir do que escrevi.
Obrigado pela visita e pelo comentário.
João Soares:
ResponderEliminarO seu comentário vai de encontro ao que escrevi. A (pouca) produtividade dos trabalhadores portugueses não é culpa que lhes deva ser assacada. É da responsabilidade de quem os orienta e dirige.
E eu que pensei que pedimos "ajuda" externa, por causa de tantos feriados... afinal...
ResponderEliminarapoiado!
ResponderEliminar