Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

Novas Safos na ilha de Lesbos

Ilha de Lesbos ( foto da Internet)


A história de Amina Arraf, a síria lésbica que garantia no seu blog ter sido presa e torturada e até foi “entrevistada” pelo “The Guardian”, mas afinal é um professor americano a viver na Escócia não levanta apenas a questão da intoxicação informativa que por aí pulula, apenas com o objectivo de manipular a opinião pública. Põe também em dúvida as notícias que nos chegaram de Tunes, do Cairo e até de Tripoli durante a “Primavera Árabe” e desacredita o jornalismo e os jornalistas, pela forma leviana como nos transmitem, encadernadas em verdades irrefutáveis, verdadeiros embustes.

Estes factos nem sequer são novos. À escala nacional assistimos, nos últimos anos, a uma manipulação despudorada visando um primeiro-ministro. Algo do que se escreveu será verdade, mas a maioria das notícias foi fabricada em tertúlias conspiratórias que se serviram das redacções para denegrir Sócrates. (Não me refiro apenas, como é óbvio, ao caso da homossexualidade do ex-primeiro ministro e da sua relação com Diogo Infante, inventona já desmontada e cujos autores são conhecido) .

O que é novo na relação identitária da Internet é o facto de estar a crescer o número de homens que se fazem passar por lésbicas, abrangendo áreas que vão para além da informação.É o caso, por exemplo, de Paula Brooks, editora desde 2008, do site norte-americano de notícias para lésbicas Lez Get real, que afinal se chama Bill Graber e conseguiu enganar jornais credíveis como o Washington Post. Neste caso, foi o próprio jornal a descobrir a identidade da falsa lésbica e a penitenciar-se junto dos leitores.

Não sei se haverá entre nós algum internauta que se faça passar por lésbica, mas já temos um professor universitário que, disfarçando-se de mulher, atraiu alguns homens a encontros amorosos. Bom, isso é outra história, sobre a qual talvez escreva num outro dia.

Até lá deixo-vos com a pergunta: qual será a razão que leva os homens a assumir-se como lésbicas na Internet? Estaremos na presença de uma nova escola de Safo?

7 comentários:

  1. Carlos
    Nos primórdios da Internet, cheguei a frequentar alguns chats de conversação. Com alguma frequência apareciam frequentadores "travestidos" mas claro era fácil perceber, porque se tratava de amadores. Agora nos casos que relata a "estória já é outra.
    Na questão de ontem, não confirmei nada. Apenas me pareceu que o artigo tinha saído, ou o João abel Manta teve acesso à prova do jornal que acabou por levar o "corte"? Vou pôr a questão em comentário.
    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Errata:

    Ler João Abel Freitas
    Desculpas

    ResponderEliminar
  3. Conhce a música "O nome dela é Valdemar"???
    Assenta que nem uma luva!!!

    ResponderEliminar
  4. Restaurador Olex: um preto de cabeleira loira ou um branco de carapinha.....

    ResponderEliminar
  5. Pode haver vários motivos... todos eles, individuais. Muitos homens assumem o papel de uma mulher na Internet (por acaso, não conheço caso algum do inverso, mas deverá haver...)o facto de assumir-se como lésbica é um duplo gozo... talvez em função de fantasias sexuais concretas. de qualquer forma, o logro é destinado a um público alvo, também ele, bem definido e concreto... Em relação à descredibilização da informação veiculada pela net e pelos jornalistas, muuuuito haveria a dizer Carlos... :)

    ResponderEliminar
  6. Não sei qual o motivo, mas percebo , no mundo virtual, que os homens são os que mais experimentam a troca de sexo nas relações virtuais.Muitos dizem que é só por diversão.E passar por lésbica deve ser muito mais fácil.Acredito que seja o eterno desejo do homem de descobrir um pouco mais sobre o complexo e tão sedutor universo feminino.Afinal, nós mulheres, somos mesmo apaixonantes!!!
    Eu não trocaria a minha condição por nada.

    ResponderEliminar