domingo, 5 de junho de 2011

Jornalismo abaixo de cão

Uma jornalista da RR perguntou a Sócrates:
"Não teme que a sua derrota abra oportunidade a novos processos contra si na justiça?" (cito de cor, mas a ideia foi esta).
Esta pergunta explica da melhor forma o jornalismo que hoje se pratica em Portugal. Augusto Santos Silva já tinha chamado a isto jornalismo de sarjeta. A mim, parece-me que é jornalismo abaixo de cão ( ou, neste caso de cadela...)

18 comentários:

  1. Coitados é dos cães e das cadelas...

    Enfim... Tirando estas diarreias cerebrais por parte de "jornalistas", podemos é ir contando que daqui por uns anos já temos candidato a Presidente da República...

    Isto parece um re-make de má qualidade do filme do Homem do Bolo-Rei (aka Cavaco Silva)

    Mas antes deste ainda falta Guterres!!! Não esquecer esta pérola!

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  2. Estava agora a comentar isso mesmo, com uma amiga no FB! Mas isto está longe de ser jornalismo, é só uma provocação, ainda por cima no momento em que Sócrates se demite, com toda a dignidade!

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  3. face oculta, freeport, tvi... são vários os exemplos

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  4. Concordo inteiramente!! Isto é jornalismo?? Francamente...

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  5. Santos Silva? esse censor energúmeno?! Pois bem, cada um tem o que merece. Nunca se perdeu tanto a liberdade de expressão e de imprensa como nos governos de Sócrates. Sigo vários blogheus de jornalistas que foram mandados por ele para o INDEX!!
    Temos o jornalismo que Sócrates e Santos Silva escolheram, agora que levem com ele em cima!
    Voz... olha o que disse dele o Garcia Pereira:
    «A tarefa que cabe agora ao povo português é enterrá-lo de vez para ver se não ressuscita como sucedeu com Cavaco Silva como há uns anos atrás», afirmou.

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  6. Também vi isso e só consegui pensar: passou-se! Será uma pupila da Manuela Boca Guedes?

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  7. deixem só começar o ano de 2012.
    Ai vão não só esquecer as tretas das ressureições, mas desejar que Sócrates nunca tivesse saido.

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  8. "...desejar que Sócrates nunca tivesse saído" ihihihih hilariante!!!

    NUNCA DEVIA ERA TER ENTRADO...

    @FADA: é como escrevi... Sócrates ainda não é para já... mas é certo que vem aí num espaço temporal semelhante ao do Bolo Rei! Entretanto há o "Máquina de Calcular" Guterres para preencher o TEMPO e animar a MANADA...

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  9. Quando leio certos comentários, confirmo aquilo que sempre pensei: uma certa esquerda é a culpada de ficarmos 4 anos com a coelhada.

    UMA ESQUERDA UNIDA NUNCA SERIA VENCIDA!!!

    Mas esta verdade não entra no cérebro de certos/certas esquerdistas.

    BOM PROVEITO!

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  10. Pelos vistos ainda há quem pense que PS é esquerda!!!!! É que para ser de esquerda não basta ter a mão esquerda desenhada no logo...

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  11. Ò fada, lá no seu deambular pelos bosques, não lhe terá caído na moleirinha algum ramo de árvore que lhe fez perder a tramontana? É que parece. Com que então "Nunca se perdeu tanto a liberdade de expressão e de imprensa"? Mas você vive mesmo no bosque ou foram os vapores dos produtos de restauro que lhe toldaram as ideias? Já agora, fadinha, diga lá: Como é que um PM que corta a "liberdade de expressão e de informação", passa SEIS anos a ser diariamente ofendido, vilipendiado, enxovalhado, sofrendo toda a espécie de calúnias e inventonas por parte da imprensa, televisão (incluindo a RTP), rádio,
    para já não falar do Cavaco, da Ferreira Leite, Ministério Público, etc, etc.? Explique lá, para ver se a gente percebe? Ou será que nem a amiga percebe?
    Entretanto, como os dias negros da asfixia democrática e da "falta de liberdade de expressão e de imprensa" já acabaram, bem pode a fada dizer os nomes dos coitados dos jornalistas que foram mandados pelo "ditador" para o "INDEX", seja lá essa gaita o que for. Mas olhe, ao que se lê por aí, e pelo que o sindicato dos jornalistas anda agora a "miar", o tio Balsemão está a preparar-se para mandar uma mão, (bem grande), cheia deles, (jornalistas), não para o tal INDEXS, mas para a RUEX. E esta? E olhe que não vai ser o único, agora que o trabalho sujo está feito. Sabe dona fada, o que vale é que
    aqueles, como a amiga, que agora vêm cheios de graça e com as unhinhas de fora, arranhar mais um bocado as costas ao desgraçado do Sócrates, se calhar, e calha, daqui a seis meses, um ano, põem as unhas para dentro, metem o rabinho entre as pernas e desaparecem daqui com vergonha. Ah! E se por acaso nessa altura alguém lhes perguntar, "mas você não votou no Passos Coelho?", respondem "eu? no Passos Coelho? Credo...".
    Adeus fadinha, e cuidado, lá no bosque, com os ramos que caem das árvores.

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  12. Jornalismo abaixo de cão? Abaixo de cão é um país que conseguiu eleger duas vezes um tipo como o Sócrates sem qualquer qualidade política e com o minimo de densidade humana. Uma vergonha é ainda haver alguém que consiga defender o Sócrates depois de tudo o que se passou... só num país cheio de corrupção é que um homem depois de ter estado envolvido em vários processos se mantém primeiro ministro... E depois aparecem uns arautoszinhos a dizer que há jornalismo abaixo de cão, o que há é falta de respeito e de qualidade humana, mas parte dos nossos governantes e passa para o nosso iluminado povo...

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  13. O autor deste Blog tem alguma dificuldade em chegar aos calcanhares dos cães quanto mais das jornalistas... Admite que é um brejeirozinho que até cheira a ressabiado...

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  14. Mas deita abaixo o cão que é, apesar dos diamantes, o melhor amigo da mulher. Desta mulher.
    Tá mal.
    Dri

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  15. Bagonha... o medo de perder o emprego (tacho) é terrível... compreendo. Ou então quem anda desenbestado e ressabiado deve ser você! e são estes calhaus com dois olhos os defensores de Sócrates?"
    Quanto a Balsemão e PSD pode ler aqui o que penso. Quanto ao jornalismo faço das palavras de orlando Castro as minhas. E vá bugiar pois quem devia ter vergonha na cara é você!

    “Se não erro, o Jornalismo é a única profissão cujas garantias fundamentais – direito de acesso à informação, sigilo profissional, direito de participação na orientação dos órgãos de informação, etc. – merecem protecção constitucional em Portugal”, afirmou Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas portugueses durante os trabalhos de constituição da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa.
    Pois, Alfredo Maia “errou”. Isto é, disse o que está consagrado na lei mas que, de facto, não é praticado. Nestas matérias, a Constituição portuguesa segue à letra o velho adágio lusitano que nos diz: olhai para o que digo e não para o que faço. E o que dizem é bom, e o que fazem é péssimo.
    Alfredo Maio recordou que o fardo é insuportável por parte de todos aqueles (e são cada vez menos) que não têm coluna vertebral amovível, “especialmente nos tempos que correm, enfrentando uma grave ofensiva por parte das empresas, com o beneplácito, a mais descarada cumplicidade e mesmo a participação activa do Governo e da maioria parlamentar e a complacência do Presidente da República, como aconteceu com a última revisão do Estatuto do Jornalista e com o fracasso na aprovação de uma lei contra a concentração da propriedade dos meios de informação”.
    Tem razão. Mas, mais uma vez, ter razão é o que menos conta. E não conta porque quem manda no país não é a Constituição, muito menos o povo. Quem manda são os donos da política e os donos dos donos da política, ou seja as empresas (públicas ou privadas) que reservam sempre bons tachos aos políticos que lhes prestaram bons serviços.
    “A concentração da propriedade dos meios de informação, que está na origem de um clube restrito de grupos económicos que controla todas as grandes publicações, as televisões e as principais rádios não representa apenas o domínio da capacidade de recolher, tratar e difundir informação e um enorme poder de intervenção no espaço público”, afirmou Alfredo Maia, acrescentando que “tal concentração representa igualmente o controlo do mercado do trabalho dos jornalistas e outros trabalhadores, estabelecendo e impondo as regras sobre quem entra, quem permanece e quem sai das empresas, que é como quem diz da profissão”.
    Voltemos ao discurso do presidente do Sindicato doO retrato não poderia ser mais exacto. Se optasse por uma economia de palavras, a Alfredo Maia bastaria dizer que hoje, em Portugal, os jornalistas ou comem e calam, ou não calam e não comem.
    s Jornalistas portugueses: “A pretexto da crise, com o argumento das inexoráveis alterações tecnológicas, com a maximização do lucro através da exploração de sinergias, muitas redacções continuam a ser emagrecidas e o desemprego entre os jornalistas portugueses atinge níveis nunca vistos. Apesar da reduzida dimensão do mercado português, contam-se às centenas de vítimas por ano. A maioria não volta à profissão”.

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  16. É mesmo assim, os jornalistas ou aceitam ser criados, mesmo que de luxo, do poder ou vão aprender a viver sem comer.
    Alguns já estiveram quase a saber viver sem comer. Mas tiveram azar. Quando estavam quase lá... morreram.
    “Simultaneamente, centenas de jovens a iniciar a profissão são contratados em regimes da maior precariedade, a qual se prolonga por muitos anos, condicionando a sua liberdade e a sua consciência profissional, além de reduzi-los à condição de reserva de mão-de-obra barata e facilmente descartável”, afirmou o Alfredo Maia, citando também “Jornalistas com vínculos contratuais precários ou jornalistas sob o risco permanente de serem abrangidos por uma reestruturação, que é o sinistro caminho para o desemprego, enfrentam enormes desafios à consciência profissional, ao dever ético de resistir a uma mercantilização da informação, ao imperativo deontológico do rigor e da protecção dos interesses dos cidadãos, à obrigação solidária de defender os direitos laborais e profissionais”.

    Por outras palavras, na perspectiva corrente dos empresários que têm órgãos de comunicação social, da mesma forma que poderiam ter salsicharias, não tardará que se crie em Portugal uma central de compras de textos de linha branca de modo a que, mudando apenas o rótulo, todos passem a beber o leite produzido pelas mesmas vacas, embora com nome diferente.

    É por isso que são cada vez menos os órgãos de comunicação social que têm ao seu serviço Jornalistas No seu lugar estão acéfalos produtores de conteúdos (quase como putas de beira de estrada), formatados para servir quem lhes paga.

    Hoje (salvo muito poucas excepções) não se fazem jornais, fazem-se linhas de enchimento de conteúdos de linha branca em forma de papel, rádio, televisão ou Internet. E fazem-se à medida e por medida do cliente. E o cliente não é o público. É quem paga, é quem manda.

    É claro que o «quero, posso e mando» que hoje está instituído por essas Redacções fora, apenas serve quem entende que jornalismo é uma mera forma de propaganda. Propaganda sobretudo político-económica.

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