
Pessoa amiga garantiu-me que no Prós e Contras do dia 16 de Maio, um empresário português disse ter importado 500 tailandeses para trabalharem na agricultura, na região Oeste, porque os portugueses inscritos no centro de emprego das Caldas da Rainha não aceitaram o trabalho.
Como não tive possibilidade de ver o programa, agradecia que alguém me informasse quanto é que o empresário português pagou por cada trabalhador importado, qual o salário que lhes paga e em que condições vivem esses trabalhadores, já que o meu amigo não me soube responder a estas questões.
A pergunta não é mesquinha. É essencial para um consumidor como eu que, sempre que possível, pauta as suas escolhas por critérios de consumo ético e responsabilidade social das empresas.
Eu também não vi o programa mas fico com dúvidas se alguém lhe fez essas perguntas.
ResponderEliminarEu não vi o programa, mas presumo que a senhora comendadora deixou esse pormenor em branco.
ResponderEliminarSaudações
Quero só ver, Carlos, se desta vez o meu comentário é publicado.
ResponderEliminarQuanto aos trabalhadoes da Thailand, aqui faz-se a mesma coisa por ficar mais barato.
E a agência que os trouxe da Tailândia disse, noutra reportagem, que está a explorar um nicho de mercado. Ora para dar tanto a ganhar... devem ser baratinhos ;)
ResponderEliminarBjos
Acho que era sobre estes trabalhadores que uma reportagem daquelas que dão a seguir ao telejornal falava aqui há umas semanas. Se eram estes, pareceu-me que era dito que eles recebiam à volta de 850€ e ainda lhes forneciam alojamento e transportes. Não vou jurar, posso ter sonhado, mas acho que era isto
ResponderEliminarAqui está:
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=NhwDfx_di8U
http://www.youtube.com/watch?v=DygjNz2hK_g&NR=1
Afinal são 680€, mas não contando com as horas extraordinárias...
Não vi o programa mas para já fiquei incomodada com o termo "importado" como se um trabalhador fosse uma mercadoria...
ResponderEliminarQuanto ao resto cabe às entidades responsáveis verificarem em que condições eles trabalham, a ser verdade...
Carla
ResponderEliminarObrigado pela dica. Vou ver.
Isa
ResponderEliminarO que está a dar é mesmo a exploração dos nichos de mercado.
Rosa
ResponderEliminarO homem não fez por mal, tadinho.Aquilo deve estar-lhe na massa do sangue. Entre a pêra Rocha e uns trabalhadores "importados" não deve haver grand diferença...
Eu vi o programa e fiquei com a ideia de que foram, pelo menos, dois a "importar" tailandeses. Uns trabalhavam nas estufas de alface, os outros nas vinhas. Só o das vinhas falou no alojamento e transporte. Não mostraram as condições de alojamento. Alguns dos tailandeses têm aulas de Português, não sei se terão sido providenciadas pelo empregador.
ResponderEliminarA verdade é que tentaram fazer figura bonita, mas toda a gente sabe que aquela gente está a ser explorada, mesmo que eles pensem que estão a receber bem (comparando com o que podiam receber no país deles).
Aqui está outro grande problema do emprego em Portugal. Por um lado temos os portugueses que não aceitam trabalho, o que está mal. Por outro lado, poderemos censurá-los? Além do trabalho do campo ser muito duro e de sol a sol (n me venham com lérias que não há cá trabalhos de 8 horas), estão a exigir trabalho qualificado ou especializado, como lhe queiram chamar, por uns míseros 680€ e isso tb não está correcto.
Também foi muito interessante ver testemunhos de outros empresários que tiveram de desistir dos seus negócios, fechar fábricas e acabar com produções por causa da negociatas da UE. Foi assustador ver que Portugal é um país completamente dependente de alimentos, quando tem tanto terreno por explorar. Foi triste ver pessoas dispostas a investir e a trabalhar, mas pagam-lhes para ficar quietos. É péssimo que estes empresários queiram crescer e tenham possibilidades e o fazer, mas não possam, porque o nosso país prefere importar! Pois ora, é fácil concluir. Face a esta concorrência desleal e descrença de Portugal nos próprios produtos, poderão estes empresários investir, melhorar produções, qualificar trabalho e pagar mais aos seus assalariados? Pois claro que não.
Em vez de dizerem baboseiras e arranjarem bodes expiatórios para coisas q só existem na cabeça de gente ignorante, eu gostava de ouvir alguém prometer resolver esta situação, nesta campanha eleitoral.
Peço desculpa pelo comentário extenso.
Eu vi o programa. O que nos foi mostrado não me pareceu ser trabalho de escravatura. Os trabalhadores tailandeses estavam satisfeitos com o ordenado e horas extras, também mostraram trabalhadores/as portuguesas, bem dispostas a comer à sombra das videiras. Claro que trabalhar na agricultura é pesado.
ResponderEliminarPeço desculpa mas vou contar um episódio, bem resumido, que se passa comigo. Um inquilino da minha mãe ficou desempregado. Veio pedir para atrazar a renda de casa até receber o Fundo de Desemprego. Tudo bem. Quando veio pagar a renda, disse-me que andava cansado pois tinha tratado do quintal (100m2). Ele sabe que eu de vez em quando precisava de ajuda para limpar o quintal com 3.000 m2, onde não chego com as máquinas pois tenho muitas árvores de fruto; cultivo muitas flores e alguns legumes. Ele paga 150€ de renda, bastava ajudar-me 25 horas, quando lhe desse jeito, para ganhar o valor da renda e ainda levar frutas e legumes. Agora, que está calor, eu faço esses trabalhos, das 6h da manhã até às 9h e das 19h até às 21,30h.
Fico revoltada porque trabalho muito e sei de gente dos bairros sociais e desempregados que se arrastam pelas mesas do café. Alguém vem cá, ou aos meus vizinhos agricultores, pedir trabalho? Não! Isso cansa!
Pelo que vi, estes Tailandeses tê melhores condições que os Portugueses que vão trabalhar para Espanha e Vindimas de França.
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