Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

Louçã explicou-me em quem devia votar



As últimas sondagens apontam para uma maioria absoluta de PSD e CDS. É a escolha dos portugueses. A maioria prefere uma mudança, mesmo que seja para pior, porque está farta de Sócrates. Eu também preferia viver nas Caraíbas, mas não me dão possibilidade de escolha.

Não levará muito tempo, até que a maioria dos portugueses comece com lamúrias e manifeste o seu arrependimento por ter confiado em Coelho, ou afirme “eu cá nunca votei nele”. O costume…

O BE, reduzido à ínfima expressão, continuará a clamar contra o capitalismo, mas incapaz de explicar aos portugueses a recusa em dialogar com a troika, transmitindo-lhe a minha ( e de muitos milhares de portugueses) indignação

Como escrevi antes das eleições de 2009, se o BE em vez de pugnar por um crescimento sustentado, entrasse pelo caminho do aventureirismo, em breve teria o destino do PRD. Assim será, embora preferisse enganar-me.

Nunca tive tantas dúvidas sobre o meu voto e a minha vontade era abster-me no dia 5 de Junho, mas não o farei porque não alieno esse direito. Foi o próprio Louçã que me explicou em quem devia votar e porquê. Mesmo contrariado...

Certo é que se avizinham anos difíceis. A minha geração deve desenganar-se e convencer-se, de uma vez por todas, que morrerá num país pior e com mais dificuldades, do que aquele onde viveu depois do 25 de Abril. A diferença é saber se alguém lhe prestará cuidados paliativos, ou será abandonada à sua sorte.

Ainda ontem ouvi Assunção Cristas, do CDS, defender que “o próximo governo deverá tomar medidas para que os trabalhadores mais velhos sejam dispensados e os jovens, com mais conhecimentos e capacidades, possam ocupar os seus lugares” (sic)

Para a esquerda portuguesa, tanto lhe faz que uma nova geração à rasca se vislumbre no horizonte. Sem qualquer perspectiva de futuro, que não seja morrer com dignidade. No dia 6 de Junho irei ao funeral da esquerda portuguesa, agradecer-lhe a borrada que fez e explicar a Louçã a razão de não ter votado nele desta vez . Ser traído e enganado é uma coisa que me chateia.

8 comentários:

  1. Confesso que também me sinto muito indecisa.

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  2. Este comentário não tem nada a ver com a notícia, mas não posso deixar de publicar isto:
    Vejam a notícia publicada na Flash de 23/5/2011 nº 417:
    "Deitou as cartas a Passos Coelho"
    " Maya é a conselheira secreta de Passos Coelho. depois do debate frente a Sócrates, o líder do PSD foi jantar com a taróloga, no Valentino."

    e continua..... por favor leiam é de rir!!!!!!!

    As estrelas ditaram e PPC cumpriu... eh!eh! é mau demais....

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  3. Apesar desta lamuria e de tudo o que tem acontecido ao país eu ainda acredito na esquerda. posso ser utópico mas não dou para o peditório do "funeral da esquerda". É claro que cada um é livre de escolher o estilo de direita em quem pretende votar, seja uma direita neo-liberal seja uma travestida de esquerda moderna (o que é isso?). Eu já mandei fazer o autovolante "Não tenho culpa, não assinei com a troika". porque o programa do PSD e do PS apenas diferem em detalhes ou em ausência deles. O Carlos sabe quanto vai custar aos bolsos de todos nós a redução da TSU que o PS vai ter de fazer? Ou melhor ainda o Carlos já leu os programa de governo da troika (vulgo programa do PS, vulgo programa do PSD, vulgo programa do CDS)? O resto é figura de estilo. E claro a dívida agora contraída vai ser impossível de pagar nas condições do programa de destruição económica da troika. E a renegociação mais mês menos mês vai estar em cima da mesa. Alguns irão mostrar que costumam ter razão antes de tempo, Vamos ver quem é? Eu tenho um palpite.

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  4. Pois é! Fala-se muito de "esquerda", mas o facto é que não temos "esquerda" !
    A nossa esquerda DEMITIU-SE de Portugal, mesmo antes da campanha eleitoral.
    A nossa esquerda não tem sentido de Estado nem de Governo. Simplesmente existe para "contrariar" e não para construir responsavelmente !
    É pena ! :((
    Mesmo assim, antes esta "não esquerda" AUSENTE, que Sócrates !
    .

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  5. Passos Coelho se ganhar, julgo que é isso que vai acontecer, fará um governo de coligação.

    Não me preocupa o facto de ser a esquerda ou a direita a governar. Isso é um mais um equivoco das pessoas. Porque não há hoje ideologias, nem ideias, nem políticas. O que hoje prevalece é a economia sobre a política. Por isso, é mais realista e desejável que se encontre bons economistas para pagar as dívidas do Estado.

    Dizer-se que se viveu bem depois do 25 de Abril. É uma opinião. O que os portugueses viveram foi numa enorme fantasia e agora caíram na realidade.

    Cumprimentos.

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  6. Indecisa. Contrariada. Mas votar, voto sempre.

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  7. De todos os políticos o Louçã é o que mais se aproxima de levar o meu voto, aliás acho-o o mais capaz de todos.
    Mas o meu amigo não deixa de ter razão.
    bjos

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