terça-feira, 31 de maio de 2011

Porque será, Brites Maria?

Há coisas engraçadas. O Carlos, a propósito do DSK, lembrou-se ontem de ir ao fim do mundo buscar um escritor argentino ( ainda não sei se haverá alguma coisa que não lhe faça recordar a Argentina, mas isso é outra estória) que pelos vistos era um bocado amalucado. Pois eu, quando ouvi falar pela primeira vez do escândalo DSK, pensava que estavam a falar disto, e comecei logo a pensar que andava ali dedo dos alemães. Imaginem só, onde eu às vezes tenho a cabeça!







Os filmes da minha vida (22)




Encerro esta série com um filme facilmente identificável e, creio, apreciado por toda a gente que o viu.


Ao terminar, constato que foram muitos mais os filmes que me marcaram, do que imaginava. Enquanto fazia a selecção, lembrava-me de outros e mudei a lista várias vezes. Mesmo depois de concluída a lista, acabei por trocar alguns filmes. Este foi um deles. No fim de semana troquei o que aqui estava a encerrar a série por este.


Admito, por isso, continuar com esta série e a dos grandes realizadores ( em Junho ou depois de regressar de férias) mas apenas com uma periodicidade semanal.

Só se esqueceu de dizer...

... e fui eu que os ajudei a concretizar o sonho!

Pedro Passo Coelho deu entrevista exclusiva ao CR

Pedro Passos Coelho concedeu uma entrevista à Brites, que será publicada aqui na próxima quinta-feira. Para aguçar o apetite dos leitores, aqui deixamos um pequeno excerto


Brites: Mantém a sua promessa de constituir um governo com apenas 10 ministérios?


PPC-Ouça. Eu não estou agarrado ao poder e não faço promessas que não vá cumprir. O meu governo terá 10 ministérios e os meus ministros irão trabalhar de bicicleta ou de transportes públicos . Se for obrigado a coligar-me com o CDS eles que tenham os ministérios que quiserem, mas isso não é nada comigo.




- Os seus ministros irão trabalhar de transportes públicos?
-Claro! sendo conduzidos por motoristas em Audis A 8 , BMW ZX , Mercedes 250 SL, Land Rovers ( só para o ministério da agricultura) São tudo carros pagos com o dinheiro dos contribuintes. Quer transportes públicos melhores do que estes?





-E quanto aos feriados? Promete que os vai reduzir e colar os restantes ao fim de semana?
-Sem dúvida. Comprometo-me desde já que essa será a primeira medida do meu governo, se os portugueses me derem a sua confiança e me elegerem primeiro –ministro. Asseguro-lhe, sob a minha palavra de honra, que o próximo feriado de 10 de Junho será numa sexta-feira e o dia de Santo António, dia 13, numa segunda, para que os casamentos se realizem no domingo como é tradição do povo português.



Na próxima quinta feira, pela manhã, não perca a leitura da entrevista na íntegra.

Vai ser um despertar doloroso

Será razoável a saída de Portugal da zona Euro, como admite o PCP? Penso que não. A questão que se coloca é se algum dia deveríamos ter entrado.

Quando faço esta afirmação lembro-me imediatamente da Argentina. Já aqui falei, várias vezes, sobre a forma como Buenos Aires solucionou a crise. Conheci a Argentina no seu período de esplendor económico. Vivi de perto a amargura de muitas famílias que, durante o Corralito, passaram de uma vida confortável à miséria e conheço Argentina actual que cresce sete a nove por cento ao ano.

Ultrapassar a crise foi um processo de extrema violência para os argentinos e ainda hoje muitas famílias lambem as feridas provocadas pelo neoliberalismo de Menem.

Quando vejo imagens da crise grega, estou a ver ao espelho o nosso futuro muito próximo. Mas vejo também imagens da crise argentina. Sei que a cura será mais ou menos dolorosa, consoante a receita que for aplicada. A Argentina teve um Kirchner que uniu os argentinos. A Grécia tem um governo e uma oposição de candeias às avessas, incapazes de se porem de acordo.

Nós, quase de certeza, vamos ter Passos Coelho. Um ultra-liberal elitista e que aceita, sem um remoque, os tiques xenófobos de alguns dos seus correligionários. Os portugueses vão votar na mudança, porque têm esperança que um novo rosto a dirigir o país lhes devolva a esperança.

Não serão precisos mais do que seis meses para perceberem o erro. Será muito mais dolorosa a cura prescrita por um médico estagiário ultra-liberal, do que por um médico que, apesar de alguns laivos de liberalismo, tem experiência e crédito no Hospital de loucos em que se transformou a União Europeia. Quando perceberem a diferença será tarde. Mas talvez os portugueses precisem de passar por essa experiência dolorosa para se recomporem. Felizes dos que se puderem pirar daqui, a tempo de evitar a ressaca.

Grandes realizadores (22)

Agnès Varda

Escolher o último de uma lista é sempre a tarefa mais delicada, porque sabemos que muitos ficaram de fora e mereciam estar aqui. Assim, optei por escolher uma mulher. E que mulher! dirão alguns, com razão. Na verdade, quem realizou um filme como "Os Respigadores e a Respigadora" ( que me serviu de inspiração para este post) não poderia deixar de estar incluída numa lista de grandes realizadores. Em minha opinião, a melhor entre as mulheres.




segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sem tento na língua

Numa entrevista ao "Expresso" Pedro Passos Coelho proferiu uma frase que é candidata a "Frase mais cretina da campanha" Referindo-se à troika e ao programa imposto a Portugal esclareceu :“De certa maneira, o PSD ganhou um aliado para a mudança que é preciso fazer, que foi o programa de ajustamento.”


Entretanto, a aia de Cavaco decidiu botar faladura na campanha do PSD. Depois de ter manifestado as suas reservas quanto à sua satisfação por ver PPC em S.Bento, disse que nem com Sócrates na oposição ficaria descansada. Estaria MFL a sugerir que Sócrates devia ser julgado em tribunal popular e proibido de exercer quaisquer cargos públicos no futuro? É que não vejo outra forma de MFL se ver livre do fantasma da derrota humilhante infligida por Sócrates em 2009.



E como não há duas sem três, o tarólogo - comentador com banca instalada na TVI contorceu-se para defender a vitória de PPC, prognosticou que o PS tinha agora 35% de hipóteses de ganhar as eleições, mas teria muitas mais se não fosse Sócrates e afivelou um discurso catastrofista comparando o nosso futuro com o presente da Grécia. E a Islândia, prof Martelo? Já pensou na possibilidade de os portugueses se inspirarem no exemplo islandês?





Chamem os bois pelos nomes, sff.

Quando alguém se dirige a um banco para pedir um empréstimo assina um contrato no qual o banco se compromete a entregar-lhe o dinheiro de que necessita. Quem pede o empréstimo compromete-se, por sua vez, a restituir ao banco a quantia emprestada, ao longo de um período acertado entre as duas partes,acrescida do pagamento de juros determinados pelo banco, os quais constituirão lucro para a instituição que concedeu o crédito.

O valor dos juros é negociável, podendo variar entre o razoável e a agiotagem pura, competindo aos consumidores negociar com a instituição financeira que lhe ofereça melhores condições.

Alguma pessoa que contraiu um empréstimo diz “ fui pedir ajuda ao banco para comprar a minha casa”? Obviamente que não.

É por isso que não percebo a insistência da comunicação social em falar da ajuda do FMI e do BCE a Portugal. O governo pediu um empréstimo e irá pagar juros elevadíssimos cobrados pelas duas instituições. Ao contrário do que acontece com os consumidores, os países não têm escolha quanto à entidade que lhes concede o empréstimo, porque não funciona a Lei da Concorrência. Daí que sejam obrigados a aceitar os juros agiotas impostos por quem pode conceder o empréstimo, sob pena de entrarem em bancarrota.

Qualquer jornalista estagiário sabe isso, pelo que não percebo a insistência da nossa comunicação social em falar de “pedido de ajuda”. Portugal pediu um empréstimo e os nossos credores comportaram-se como agiotas. Ponto final.

Os filmes da minha vida (21)




Há um blog com o título deste filme que visito com muita frequência. Apesar de ser um filme dos anos 40, o tema conserva uma grande actualidade. Uma das pérolas do cinema italiano, não vos parece?

Figura da semana

W.H.Hudson

(1841-1922)

Guillermo Enrique Hudson



WH Hudson, também baptizado Guillermo Enrique Hudson, nasceu em 1841 em Quilmes, província de Buenos Aires. Filho de emigrantes americanos que no século XIX demandaram a Argentina é um escritor pouco conhecido entre nós, mas lembrei-me dele a propósito do caso DSK, como adiante explico.

Travei conhecimento com a sua obra quandio visitava sua terra natal. Perante uma estátua que pontificava num jardim de Quilmes, com o seu nome bi-lingue, quis saber de quem se tratava. No Turismo local colhi algumas escassas informações. De regresso a Buenos Aires, mergulhei numa Biblioteca em busca de informação complementar, pois a funcionária que me atendera dera-me uma dica preciosa: Hudson escrevera um dos melhores livros de todos os tempos sobre as Pampas. Porventura entusiasmada pela atenção que eu prestava ao que me ia relatando, a senhora acrescentara que só o livro de Bruce Chatwin, sobre a Patagónia, se podia equiparar-se-lhe.

Nas minhas incursões pelas livrarias da Corrientes pude constatar que WH Hudson escrevera não um, mas sim vários livros sobre as Pampas, tendo acabado por comprar a versão espanhola de “Tales of Pampas”, a conselho de um livreiro local. Mais tarde vim a descobrir um livro dele sobre a Patagónia, que fui obrigado a comprar quando li na contracapa a seguinte frase: "A Patagónia é a cura para os males da Humanidade".

Tinha acabado de "me perder" na Patagónia durante três meses e não podia estar mais de acordo com aquela frase. Foi assim que comprei “Idle Days in Patagonia”, que li de um sopro, a que se seguiu “Far Away and Long Ago”

WH Hudson é naturalista e a sua escrita torna-se por vezes enfadonha, mas um apaixonado pela Argentina ultrapassa tudo para tentar perceber como era a Patagónia no século XIX e as descrições feitas por Hudson são uma viagem só equiparável à que nos proporcionou anos mais tarde Bruce Chatwin, o autor que me acompanhou na primeira aventura pela Patagónia.

Hudson deve ter sido um tipo peculiar. Abandonou a Argentina com 32 anos, depois da morte do pai, e foi viver para Inglaterra. Ali casou, aos 35 anos, com uma mulher de 50 e ali morreria, suspirando pela sua amada pátria argentina onde, feitas as contas, vivera menos um terço da sua vida. Desde que partiu para Inglaterra nunca mais regressou à Argentina, mas viveu o resto dos seus dias ansiando i regresso ao país que lhe marcou a vida e a obra literária.

Para além de ter vivido sempre na miséria, à custa da mulher que ia abrindo pensões à mesma velocidade com que as levava à falência, tinha umas ideias muito sui generis sobre a sexualidade. E foi por causa disso que me lembrei dele quando aconteceu o episódio de DSK em Nova Iorque.

Dizia Hudson que não haveria Paz na Terra enquanto a fúria sexual não fosse extinta. Ora esta teoria levava-o a uma outra ainda mais arrevezada , num outro livro (A Christal Age) onde discorre vastamente sobre a sexualidade e os seus "perigos". Entre várias bizarrias (incompreensíveis até para a Argentina do século XIX predominantemente composta por machos) defende que a sociedade devia adoptar o modelo da colmeia, onde uma mulher desempenharia o papel de abelha-mestra, procriando para toda a comunidade.

Se pudesse fazer uma pergunta a DSK seria, obviamente, sobre esta teoria de Hudson.

Jornalismo ensandecido

Na "NS", suplemento do DN e JN ao sábado, foi publicado um conjunto de reportagens com os líderes partidários. A reportagem com Jerónimo de Sousa tinha este sugestivo título:
"O comunista de rosto humano".

Basta ler alguns blogs para pereceber que na redacção do DN ainda há jornalistas que acreditam que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço e matam os velhos com injecções atrás da orelha. Daí que não seja motivo de espanto que considerem Jerónimo de Sousa um ET dentro do PCP.
De quaquer modo apeteceu-me pedir o dinheiro de volta, porque comprei um jornal e venderam-me um pasquim.

Grandes realizadores (21)

Alain Resnais

Desde " O Último Ano em Marienbad" ( mais um filme da minha vida) até Na Boca não, passando por Providence ( outro grande filme)... tudo razões para o incluir nesta galeria. O mês está a terminar e ainda me falta uma extensa lista de grandes realizadores que me proporcionaram excelentes momentos na minha vida.




domingo, 29 de maio de 2011

Que maçada, Pedrito...

Alexandre Soares Santos elogia as Novas Oportunidades

Sugestão da semana

Clicar na imagem




Não costumo fazer publicidade em causa própria, mas vou abrir uma excepção. Quem conhece a esplanada do Clube de Jornalistas, sabe que é uma das mais agradáveis de Lisboa.

A novidade é que o restaurante do CJ tem, desde 23 de Maio, um novo conceito. Aconselho-vos a experimentar, sejam ou não jornalistas. Para além de um atendimento agradável e de uma oferta gastronómica variada, acessível a diversos tipos de bolsas, o restaurante do CJ também oferece um miminho aos aniversariantes. Se nunca lá foi, é altura de experimentar.

Estamos à sua espera na Rua das Trinas 127, ali na Lapa.


Bom apetite!





As notícias vistas pela Brites

Como vos prometi na sexta-feira, aqui estou de regresso ao CR para tentar animar os vossos domingos.

Ainda estou um bocado abalada da viagem e tenho dormido mal, porque tardo a acertar os fusos. Tenho lido bastantes jornais para tentar informar-me, mas aquilo é tudo treta. Até eu, que só cá cheguei há dois dias já percebi que (quase) todos torcem pelo mesmo candidato, mas não consigo perceber porquê e o Carlos também não me soube explicar. Perante estas adversidades, resolvi dar-vos a conhecer algumas notícias bem dispostas que encontrei desde sexta-feira Sigam os links por favor:

- Autoridades já encontraram um Carneiro suspeito. Ora bolas! Eu a pensar que o principal suspeito era um Coelho!

- Ainda há quem diga que já não há mulheres como antigamente. São uns pessimistas! Além do mais, como diz o povo. "quem o feio ama, bonito lhe parece.

- Pepinos matam três mulheres na Alemanha? Eu devia ter avisado o Strauss Kahn que não se brinca com pepinos!

- João Soares diz que se o PSD ganhar, ainda chama Oliveira e Costa para ministro das finanças. Esse, talvez não, mas o Dias Loureiro é muito provável. Ainda há dias o vi a almoçar com o Relvas em Miami

-Se até Jesus foge aos impostos, como é que querem convencer a população portuguesa, maioritariamente católica, a não seguir o seu exemplo?

- Menino ou menina? O bebé que escolha...

- Cartomante suspeito de burla Sorte para o prof Marcelo. Se o PS ganhar as eleições no domingo, ninguém o acusará de burla, porque ele usa o globo da Maya.

Bem, pessoal, isto hoje foi um bocado fracote, porque ainda não tive tempo de me ir encontrar com o "jet set", por isso não tenho notícias frescas da imprensa cor de rosa. Mas não perdem pela demora, porque durante a semana eu vou andar por aí... E, para começo de conversa, digo-vos que vou fazer uma entrevista a Pedro Passos Coelho, que publicarei durante a semana.

Ti xao

Bate, bate, coração (9)

Gal Costa




Com que força batia o meu coração quando, naquelas festinhas de garagem, começavam os primeiros acordes da versão portuguesas de Lately cantada por Gal Costa! Lá dizia o Cliff "When the girl in your arms is the girl in your heart..."


Mas a canção de Gal que escolhi para hoje ( não, não foi Um dia de Domingo) foi um dos seus mais celebrados êxitos. Quem não gostar disto levante o braço, faz favor!

sábado, 28 de maio de 2011

Saturday night (on the rock)

Há muito tempo que não ouvia isto. Lembrei-me por causa do Festival de Jazz de Cascais. Espero que gostem e tenham uma boa noite de sábado

Irina, volta, que estás perdoada!

Eu compreendo a rapariga, mas também não é preciso exagerar... Eu já estive em vários países governados por ditadores, mas não cheguei ao ponto de me sentir obrigado a tapar a cara!



Humor fim de semana

Esta semana com o patrocínio especila do Dr. Catroga


Um sujeito entra num bar novo, hi-tech. Não sabe o que lhe apetece beber, por isso pede uma sugestão.
O barman é um robô que lhe pergunta:
- Qual o seu QI?
- 150.

O robô serve-lhe um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobre aquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí.
Impressionado, o homem resolveu testar o robô. No dia seguinte disfarçou- se e voltou ao bar.

Quando pede que lhe sirvam uma bebida,o robô pergunta:

- Qual o seu QI?

- Deve ser uns 100...

O robô serve-lhe um whisky e começa a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher e outros assuntos semelhantes.
O sujeito ficou abismado.

Entretanto outro cliente entra no bar e de imediato o robô lhe pergunta:

- Qual o seu QI?

Surpreendido, sem saber o que responder e nada percebendo de QI o homem responde:

- Não sei ao certo, deve ser aí uns 20!

Então o robô serve-lhe um copo de tinto carrascão, inclina-se no balcão e diz-lhe:

- E então, caro amigo, vai votar Passos Coelho,não é verdade?

Namoradinhas de Portugal (9)

Liliana Santos

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Os filmes da minha vida (20)

Eu sei que os (as) leitores(as) mais jovens vão lamentar a escolha desta "velharia", porque a maioria não terá visto mas, para os leitores da minha geração, este filme foi iconoclástico. Excepcionalmente, publico duas imagens. Uma pelo filme e outra pelo realizador que, apesar de não estar incluído nesta selecção de Maio, merece estar numa galeria de grandes realizadores.











Brites está de regresso ao Rochedo, pessoal!

Olá, amigas e amigos, ainda se lembram de mim?

Sou a Brites, aquela jeitosa que animava as vossas tardes de domingo aqui no CR!

Quem não me conhecer, pode confirmar aqui que, depois do Rochedo cor de rosa, os domingos do Rochedo nunca mais foram os mesmos, O Carlos, coitado, bem se esforça, mas aquelas pindérica que ele traz aqui aos domingos são a alegria dos cemitérios...

Bem e o que é que me passou pela cabeça para regressar a Portugal, quando toda a gente quer sair? – perguntarão alguns leitores, pensando que ensandeci.
Não se preocupem, porque ainda estou boazinha da cabeça. Outro dia estava a ler uma coisa que o Carlos pôs no Facebook e decidi: vou a Portugal votar! Nesse mesmo dia comecei a bater a asa e cá estou, acabadinha de chegar.

Não me perguntem em quem vou votar, porque o voto é secreto, mas asseguro-vos que sei em quem não voto. Não se esqueçam que foi por causa disto que comecei a pensar emigrar, com medo do que me pudesse acontecer. E depois desta cena com o paparazzi decidi que o melhor era ficar no Brasil, porque eu não sou maluca, está bem?
Agora estou um bocado cansada. Vou abancar aqui pelo Rochedo a ler jornais ( sim, agora já leio jornais, porque estão cada vez mais parecidos com as revistas cor de rosa) e no domingo cá estarei para voltar a trazer alegria às vossas vidas. Ciao!
PS: Estou curiosa para saber quem é a pindérica que o Carlos põe aqui amanhã! Ele chama-lhes namoradinhas de Portugal, coitado. A PDI não perdoa...

Tergiversações sobre uma noite de insónia provocada pela Maya





Quando era adolescente, tinha por hábito fazer as palavras cruzadas e ler os horóscopos na companhia da mulher que, no momento, habitasse o meu coração e me ajudasse a adormecer na ilusão de amanhãs felizes.

Já um pouco tarde, quando aquela que estava destinada a ser a minha companheira de vida desapareceu no aeroporto de Ezeiza escoltada pelas tropas de um ditador argentino, descobri que não valia a pena dar importância àquelas farsas que alimentam alguns bolsos e animam algumas almas, e nos prometem dias felizes, sem nunca avisarem que a felicidade pode ser cerceada por abutres fardados, de espingarda a tiracolo.

De vez em quando ainda passo os olhos, em postura cínica, por alguns horóscopos que me surgem nas páginas de revistas. Foi o que aconteceu num dos últimos fim de semana quando, de regresso a casa, aproveitei uma escala para ler a “Pública”.

A minha atenção foi logo atraída pela chamada de capa “ As elites já não estudam Letras- e talvez façam mal” ( sobre este belíssimo artigo de Alexandra Prado Coelho escreverei noutro dia) mas, terminada a sua leitura, continuei a folhear e detive-me na leitura do “Tarot da Maya”.

Hélas! Fez-se um clique quando li esta frase:

“ Na saúde, respeitar o número de horas de sono de cada órgão é essencial”.

Foi então que percebi as razões do mal estar que me tem assolado nos últimos tempos, provocando-me uma inquietação e irascibilidade que se têm reflectido no tom dos posts com que vos massacro. Uma dúvida, porém, me assaltou de imediato. Como é que vou conseguir compatibilizar os interesses de cada um dos meus órgãos, proporcionando-lhes as horas de sono correctas que cada um necessita para andar bem com ele próprio e também comigo?

Se o cérebro se satisfaz com quatro horas de sono diárias, já o coração exige um mínimo de sete e o fígado, fustigado pelas minhas loucuras de outros tempos, de que ainda se não recompôs, reclama pelo menos 10. Os rins são pouco exigentes nessa matéria, mas já o pâncreas se associa ao fígado reclamando longo período de sono, enquanto a vesícula faz depender a sua quota parte de direito ao sono, do meu comportamento gastronómico na véspera.

Os pulmões, coitados, apenas reclamam não serem obrigados a inspirar ar poluído e os olhos lançam um pré-aviso quando necessitam de descanso, começando a piscar de modo intermitente.

Nessa noite deitei-me a pensar na dificuldade de conciliar tantos interesses desavindos que habitam o meu corpo. Dormi pouco e em sobressalto. Na hora de acordar atribuí a culpa da insónia aos fusos horários e à Primavera que no seu esplendor de cores me desperta mais os sentidos.

Ao pequeno almoço havia uma rebelião dentro de mim. Todos os meus órgãos reclamavam que tinham dormido pouco e até os músculos, habituados a longas caminhadas, protestavam num ranger ameaçador. Fui reler o Horóscopo, para ver se os acalmava. Respirei finalmente de alívio. Onde lera “órgão” estava escrito “organismo”. Ora isso faz toda a diferença!

Foi assim que voltei a despertar para a vida, ordenei aos meus órgãos que se acalmassem, e disse-lhes com voz grossa:

“Aqui quem manda sou eu! Vocês têm as vossa opiniões técnicas mas, na hora de decidir, quem decide sou eu. Perceberam?”

Não obtive resposta mas, como diz o povo, “quem cala consente” e nessa noite dormi o sono dos justos.

Habituem-se...

Antes de se iniciar a campanha, o PSD fartou-se de bradar que queria uma campanha limpa. Assim que foram conhecidas umas piruetas de PPC nas empresas por onde andou -e que a comunicação social prudentemente silenciou- os laranjas lançam um insulto diário contra Sócrates e umas indirectas a Portas, aconselhando-o a ter juízo se quiser ir ao pote com o Coelho.

Chamar Hitler, Saddam Hussein ou Drácula a Sócrates é bem elucidativo do estilo arruaceiro dos futuros governantes.

Isto promete... mas só quem ainda não reparou na falta de chá de Passos Coelho e no seu estilo cobardola ( ao jeito de alguns apoiantes que tem na bloga) de mandar os outros atirar as pedras e ficar com aquele ar inocente, a fingir que não é nada com ele, é que se surpreende.

Grandes realizadores (20)

Martin Scorcese

Se vi algum filme deste homem, que não gostasse, não me lembro ( não vi "O Aviador"). Aceitam-se sugestões.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Insiste, insiste, flecte, flecte...

A ideia de acabar com alguns feriados, lançada por Pedro Passos Coelho, não é nova. Que me lembre, foi lançada pela primeira vez por Cavaco, nos idos de 90, mas caiu graças ao estrondo provocado pela eliminação da tolerância de ponto numa Terça-feira de Carnaval.

Em 2009, em plena época natalícia, a AEP veio pedir ao Pai Natal a eliminação drástica de feriados, para combater a crise. Na altura, tive oportunidade de explicar aos senhores da AEP os erros que serviam de base à sua proposta e de lhes explicar que essa ideia de que temos feriados a mais se baseia numa falácia.A própria Igreja reagiu mal ao pedido.

Em Junho do ano passado, como eu mesmo previra aquando da proposta da AEP, o tema foi discutido na AR, por iniciativa de duas deputadas independentes. Não me recordo qual foi a posição do PSD sobre esta matéria, mas a verdade é que a proposta não avançou.

Em plena campanha eleitoral, talvez por falta de assunto mais importante para tratar, Pedro Passos Coelho veio de novo colocar a hipótese de acabar com alguns feriados e colocar outros junto aos fins de semana.

Com a fúria liberal de PPC, não me espanta nada que a sua proposta avance, no sentido de passarmos a celebrar o Natal sempre à sexta-feira ou à segunda, em anos alternados. O tema é, aliás, muito do agrado do DN, que todos os anos, durante a silly season natalícia, levanta a questão de os portugueses trabalharem menos dias do que os restantes europeus. Verdade que já tive oportunidade de desmontar aqui em 2007, mas sem qualquer sucesso, pois o DN insiste sempre na mesma tecla. Tão pouco interesa a quem escreve e publica essas notícias os estudos que revelam que os portugueses sejam dos europeus que mais horas trabalham.
Goebbels instalou-se discretamente na Av da Liberdade, mas só alguns mais perspicazes terão dado pela sua presença.

Da boa educação e das boas maneiras

( Continuado deste post)



Fazer filhos é mais ou menos fácil. Se não for por métodos naturais, a ciência normalmente resolve.O problema é educá-los.

Com inusitada frequência assisto a casos de pais que se demitem completamente dessa função, não sendo raros os que acusam os professores do seu falhanço.

A função de um professor não é educar os alunos. É formá-los. Não se pode pedir a um professor que corrija na escola as deficiências educativas que as crianças trazem do seio familiar. Não é que muitos professores não tenham essa capacidade, mas não se pode exigir-se-lhes que se substituam aos pais. Todos sabemos o que acontece a um professor se der um tabefe a um aluno mal educado…

A maioria dos pais olha para os seus rebentos como seres únicos, irrepetíveis e intocáveis. Penso que isso acontece porque passam pouco tempo com eles e, como forma de se desculpabilizarem da ausência, cumulam-nos de honrarias e desleixam a educação.

Um pedido de um filho é, hoje em dia, uma ordem. São os filhos que orientam os consumos familiares, invertendo a ordem natural das coisas.Muitos pais não sabem dizer não. Ou por falta de coragem, ou por vergonha. Quando a criancinha recebe a recusa de um novo gadget, não se ensaia para acusar os pais de pelintras “porque todos os miúdos na escola têm”. Muitos pais, claro, cedem à chantagem.

Já vos contei aqui, em tempos, o caso de um miúdo de 18 anos que ameaçou a mãe de morte, se ela não lhe desse um automóvel. Multiplicam-se, na comunicação social, notícias de miúdos que batem nos progenitores e casos de violência na escola. Estes comportamentos são transversais na nossa sociedade, não são apanágio de uma única classe social.Conheço várias mães que sofrem alguns enxovalhos públicos, porque querem preservar os seus filhos de alguns riscos. Só um caso elucidativo…

A mãe de uma miúda de 10 anos não permite que a filha tenha conta no FB e controla rigorosamente o tempo e as buscas que ela faz na Internet. Não tem tido tarefa fácil. Não por causa da miúda, que aceita a imposição materna, mas sim pela reacção social. Que começa logo na família, onde a apontam a dedo como sendo bota de elástico. Mãe e miúda são alvo de chacota dos primos e não deve ser fácil lidar com a situação.

Ter um filho não é o mesmo que ter aqueles brinquedos com que sonhávamos na infância e que, depois de aterrarem no nosso quarto, encostávamos a um canto, quando nos cansávamos dele. Os pais não se podem eximir da sua função de educar, reagindo como as criancinhas que, depois de convencerem os pais a exilar um cachorrinho num andar,arranjam mil desculpas para se desvincularem do compromisso assumido, remetendo para os adultos essa tarefa.

O argumentário da vida acelerada e do excesso de trabalho não colhe. Os bons pais ( e mães, obviamente) arranjam sempre tempo para educar os filhos.

Não haverá, certamente, razões para acreditar que a escalada da irresponsabilidade educativa se irá prolongar nas gerações futuras. É dos livros que irão rejeitar dar aos filhos a mesma educação que receberam. Serão mais severos.

O que me preocupa é saber como irão lidar os pais desta geração habituada a ter tudo, quando tiverem de dizer NÃO aos filhos. Como lhes vão explicar que não têm dinheiro para lhes comprar aquele gadget? E como reagirão os filhos perante o NÃO justificado por dificuldades financeiras?Ainda que esporadicamente, a comunicação social vai-nos dando respostas, noticiando casos concretos. Mais do que uma crise financeira, estamos a atravessar uma crise de valores. Isso, sim, é preocupante.

E quem pensar que tudo isto não está ligado com a violência crescente entre jovens, certamente andará um pouco distraído.

Os filmes da minha vida (19)





Esteve um ano em cartaz, mas não foi muito badalado. Escolho-o por duas razões. Porque é realmente um grande filme e vem de um país a que os críticos normalmente não dão grande importância. Imperdível!

Made in Thailand





Pessoa amiga garantiu-me que no Prós e Contras do dia 16 de Maio, um empresário português disse ter importado 500 tailandeses para trabalharem na agricultura, na região Oeste, porque os portugueses inscritos no centro de emprego das Caldas da Rainha não aceitaram o trabalho.



Como não tive possibilidade de ver o programa, agradecia que alguém me informasse quanto é que o empresário português pagou por cada trabalhador importado, qual o salário que lhes paga e em que condições vivem esses trabalhadores, já que o meu amigo não me soube responder a estas questões.



A pergunta não é mesquinha. É essencial para um consumidor como eu que, sempre que possível, pauta as suas escolhas por critérios de consumo ético e responsabilidade social das empresas.

Perguntas inconvenientes

Ontem foi dia de África. O candidato mais africano terá celebrado o dia, ou teve um lapso de memória?

Grandes realizadores (19)

John Ford




Hesitei em incluí-lo nesta lista porque, mais do que um grande realizador, é um monstro do cinema. Sem ele a história do cinema seria muito diferente.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quando é que isto acaba?

Continuo com problemas em comentar em vários blogs. Não sei qual é o problema, mas já percebi que é nos blogs que pedem para seleccionar perfil que não consigo comentar. Selecciono Conta Google e Puff! Se alguém me puder ajudar, agradeço.

Felizmente, ainda vou podendo ler os vossos posts.
Abreijos

Figura da semana

André Villas Boas




Quando Pinto da Costa anunciou a sua contratação, torci o nariz. Um miúdo a treinar o FC do Porto? Provavelmente era o sinal de que o líder azul e branco tinha perdido o juízo. Ainda tentei confortar-me, recordando outras apostas arriscadas que tinham dado certo, mas nunca Pinto da Costa tinha ido tão longe. Teria sido influência de algum dos muitos devaneios amorosos do homem providencial que um dia chegou a presidente do FC do Porto?
Devo confessar que só pela Páscoa percebi que afinal a escolha de André Villas Boas tinha sido mais uma aposta sábia do homem que mais percebe de futebol em Portugal.
André Villas Boas não é só um grande treinador. É uma pessoa ímpar no panorama futebolístico nacional. Bem educado, humilde e avesso ao protagonismo. Ganhou tudo o que havia para ganhar, festejou, mas nunca entrou em euforias desmedidas, nem apoucou os adversários. Foge da comunicação social como o diabo da cruz e lá saberá porquê.
É um exemplo de trabalho e persevarança. Um caminho construído a pulso, sem trampolins construídos nos bastidores, que o catapultassem para a fama.
Na hora das vitórias é que se vê a estatura dos homens. Na cultura, no desporto, ou na política. Quando Cavaco Silva venceu as eleições em Janeiro, denegriu os adversários, fez um discurso prenhe de vingança e cheio de ódio, que dividiu os portugueses.
Depois de ter ganho tudo o que havia para ganhar, Villas Boas manteve a sua postura serena, elogiou os adversários e atribuiu aos seus jogadores o mérito das vitórias. O seu exemplo deveria servir para unir também adeptos desavindos. É também por isso, que o escolho como figura da semana.

Os filmes da minha vida (18)


Ninguém acertou no filme de ontem, talvez porque os especialistas não tenham passado pelo CR. Não era fácil, é verdade... Trata-se de um filme dinamarquês de 1955, realizado por Carl Dreyer, com o título "Ordet" traduzido para português como "Palavra".

A explicação para me ter "marcado", talvez se deva ao facto de, em 1969 (quando vi o filme), estar numa fase em que questionava todos os valores e princípios que me tinham sido incutidos. Este filme, que é uma interrogação sobre a Fé, ajudou-me a clarificar algumas dúvidas, porque sobre ele muito se falou em tertúlias da época.


Posto isto, vamos ao filme de hoje. Fácil, fácil, fácil!
Nunca fui grande fã de westerns, mas há três que estão bem vivos na minha memória. Este é um deles. Qual é o vosso western preferido?

Recordar é viver...

A propósito do post anterior, lembrei-me disto e decidi voltar a partilhar convosco.

Entregues aos bichos



Não sei em que país vivo, mas sei que vivo num país que de tanto se demitir dos seus deveres não tem futuro.

O actual governo fez um forte investimento na formação dos jovens mas, infelizmente, esse esforço não foi acompanhado pelas famílias que, na generalidade, se demitiram da sua função de educar. Só assim se explica o indecoroso vídeo que andou aí pelo you tube, mostrando uma bárbara agressão a uma miúda.

Sempre houve muitas rixas entre miúdos nas escolas. A diferença é que no meu tempo não deixávamos ultrapassar certos limites. Mesmo quando o miúdo que estava a apanhar forte e feio não colhia as nossas simpatias, havia sempre quem interviesse, para evitar que a rixa descambasse em agressão bárbara.

Não faço ideia quais foram as razões para que a miúda fosse espancada de forma tão bárbara por duas jovens. Sei, no entanto, que perante as agressões –de uma violência extrema- o macho(???)que assistia à cena tomou a decisão de filmar e colocar o video no You Tube, em vez de impedir espancamento. (Um dia destes o indigente inscreve-se numa Jotinha e ainda chega a ministro...)

Um exemplo vivo de uma geração de cobardes. Digo geração, porque não se trata de um caso isolado. Todos os dias (com diferentes graus de violência) se passam casos destes entre miúdos e não é um fenómeno recente. Pouco tempo depois de regressar a Portugal fui fazer uma reportagem a uma escola na margem sul e vi miúdos de 14 anos trocando ameaças com armas de fogo. A directora da escola explicou-me que era uma escola problemática. E como era problemática, tinha de se dar um desconto...

Comentei na altura que, mais dia menos dia, teríamos exemplos semelhantes nas escolas da classe média e dos ricos e talvez nesse dia alguém acordasse e decidisse tomar medidas. A directora respondeu-me, com algum desconforto, mas também conformismo, que era o mais provável. Este episódio foi há mais de uma década, mas pouco foi feito para que estes comportamentos não alastrassem. Os casos de bullying e as agressões a professores, filmadas por alunos, tornaram-se banais. Para a maioria deles encontraram-se sempre desculpas do estilo "coitadinhas das crianças que não têm afectos em casa e vivem em meios sociais problemáticos"

É verdade que não devemos culpar apenas os miúdos. Culpemos também os pais, porque são co-responsáveis por aquela agressão. Deveriam ser julgados e severamente punidos ( com perda de regalias sociais, por exemplo...) porque não souberam ser educadores. Mas não me digam “coitadinhas das crianças, vêm de um meio social problemático”. É mentira. Se têm dinheiro que lhes permite aceder a todas as tecnologias, não são desfavorecidos. São cobardes. Uma coisa que nada tem a ver com dinheiro, mas sim com educação e carácter.

Ninguém com um mínimo de educação assiste impávido a uma agressão bárbara e ainda se permite o requinte de filmar e colocar no You Tube.Mas, repito, a culpa não é só deles. É, antes dos mais, dos pais que não perceberam que os seus filhos são uma dádiva e tudo deviam fazer para corresponder a essa dádiva, dando aos filhos uma educação esmerada.

Mas é também culpa de uma justiça que, em vez de prometer actuar, se refugia na "falta de meios" para fazer cumprir a Lei. Estamos entregues aos bichos?

(continua amanhã)

Louçã explicou-me em quem devia votar



As últimas sondagens apontam para uma maioria absoluta de PSD e CDS. É a escolha dos portugueses. A maioria prefere uma mudança, mesmo que seja para pior, porque está farta de Sócrates. Eu também preferia viver nas Caraíbas, mas não me dão possibilidade de escolha.

Não levará muito tempo, até que a maioria dos portugueses comece com lamúrias e manifeste o seu arrependimento por ter confiado em Coelho, ou afirme “eu cá nunca votei nele”. O costume…

O BE, reduzido à ínfima expressão, continuará a clamar contra o capitalismo, mas incapaz de explicar aos portugueses a recusa em dialogar com a troika, transmitindo-lhe a minha ( e de muitos milhares de portugueses) indignação

Como escrevi antes das eleições de 2009, se o BE em vez de pugnar por um crescimento sustentado, entrasse pelo caminho do aventureirismo, em breve teria o destino do PRD. Assim será, embora preferisse enganar-me.

Nunca tive tantas dúvidas sobre o meu voto e a minha vontade era abster-me no dia 5 de Junho, mas não o farei porque não alieno esse direito. Foi o próprio Louçã que me explicou em quem devia votar e porquê. Mesmo contrariado...

Certo é que se avizinham anos difíceis. A minha geração deve desenganar-se e convencer-se, de uma vez por todas, que morrerá num país pior e com mais dificuldades, do que aquele onde viveu depois do 25 de Abril. A diferença é saber se alguém lhe prestará cuidados paliativos, ou será abandonada à sua sorte.

Ainda ontem ouvi Assunção Cristas, do CDS, defender que “o próximo governo deverá tomar medidas para que os trabalhadores mais velhos sejam dispensados e os jovens, com mais conhecimentos e capacidades, possam ocupar os seus lugares” (sic)

Para a esquerda portuguesa, tanto lhe faz que uma nova geração à rasca se vislumbre no horizonte. Sem qualquer perspectiva de futuro, que não seja morrer com dignidade. No dia 6 de Junho irei ao funeral da esquerda portuguesa, agradecer-lhe a borrada que fez e explicar a Louçã a razão de não ter votado nele desta vez . Ser traído e enganado é uma coisa que me chateia.

Grandes realizadores (18)

Luchino Visconti



"Morte em Veneza" seria suficiente para o incluir nesta galeria. Mas como esquecer " O Leopardo" ( Palma de Ouro em Cannes, 1963), Obsessão ou O Intruso?

Aviso à navegação

Desde que voltei às lides blogosféricas, tenho deparado com a impossibilidade de comentar em vários blogs. ( Ariel, Teté, Catarina, Helena, Eva, Rogério, Pedro, Fê, Maria Teresa, LOL, etc) . Sou remetido constantemente para o blogger, pedem-me a palavra passe, escrevo-a e quando clico em " Publish" volta tudo ao princípio.

Alguém sabe dizer-me o que se está a passar?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Notícias da Guiné

À atenção do candidato que casou com África.
Obrigado, Helena.

O ovo Kinder




Há poucos meses, Morais Sarmento dizia de Passos Coelho:


“Ainda é um ovo Kinder Não tem provas dadas”


Agora apareceu na campanha eleitoral para lhe dar um abraço e tecer rasgados elogios ao "futuro primeiro -ministro"
Há políticos que são como as putas ( com o meu pedido de desculpa às putas pela comparação ) Desde que lhes cheire a dinheiro, vão para a cama com qualquer maltrapilho.

Os filmes da minha vida (17)

Uns amigos convenceram-me a ir ver este filme, num domingo de manhã no Império. Não tinha quaisquer expectativas mas, quando o filme terminou, constatei que dificilmente deixaria de ser um dos filmes da minha vida.


Os papagaios da República



Eu sei que este post vem atrasado, mas não podia deixar de fazer uma referência às declarações de Pedro Passos Coelho sobre o Programa Novas Oportunidades que revelam a sua ignorância e irresponsabilidade.

Por motivos profissionais conheço bem o PNO e, por isso, não resisto a repescar e actualizar um post escrito em 2009 noutro blog que resultou numa acalorada discussão, útil para perceber a ignorância dos portugueses sobre esta questão.
Pedro Passos Coelho pegou numas críticas que Medina Carreira fez em 2009 ao programa “Novas Oportunidades” e fez eco das suas palavras afirmando, do alto da sua arrogância pedante que é uma trafulhice e uma aldrabice.
Tal como MC, Coelho perdeu uma boa oportunidade para estar calado. Falou de cor, à espera dos aplausos da plateia e dos votos de alguns ignorantes. Desafio-o a alicerçar a sua opinião em factos.Visitei muitos Centros Novas Oportunidades, empresas que implementaram o programa, falei com dezenas de formadores e de formandos, com gestores de empresas, conheço os referenciais, sei como são aplicados, conheço o grau de exigência que obriga muitos candidatos a abandonarem os CNO, constatei como o PNO mudou a vida de muitos cidadãos deste país e estou em condições de garantir que as afirmações de Passos Coelho são mais uma das suas “boutades” popularuchas, completamente descabidas, carentes de veracidade e não encontram eco nas empresas que desenvolvem o programa.


Tal como Medina Carreira, PPC fala de tudo, diz mal de tudo, parece um papagaio a declamar aquilo que os tugas gostam de ouvir. Antes de dizer disparates, seria bom informar-se. Lendo testemunhos, ou auscultando a opinião das empresas que estão a implantar o programa, o aplaudem e consideram uma mais-valia.

Saberá PPC que a Câmara de Comércio Luso-Sueco está a desenvolver, com o apoio de um dos mais prestigiados centros de formação europeus,um programa no âmbito das “Novas Oportunidades” que está a ser aplicado em várias empresas portuguesas, entre as quais os CTT? As suas afirmações sobre o “Novas Oportunidades” além de revelarem ignorância, são um insulto a empresas, formandos e formadores.

Haverá, certamente, melhorias a introduzir, aspectos a corrigir, mas afirmar que é uma trafulhice revela falta de senso e mesmo má-fé. Se pensa que é verdade, como afirmou Medina Carreira, que os alunos do PNO vão lá, "entregam um papel e voltam passado um ano para receber o diploma”, tenho de lhe dizer que, além de ignorante, é MENTIROSO! Provavelmente está a confundir o PNO com as passagens administrativas do PREC, que permitem a alguns andarem a pavonear-se com títulos académicos obtidos na secretaria a troco de algumas notas de mil escudos.Ou a cursos comprados em pacotes em algumas universidades privadas. Sabe PPC que conheço uma pessoa das suas afinidades no PSD, que ao fim de três anos a marcar passo na Faculdade de Direito se inscreveu numa Universidade privada e conseguiu fazer 13 ( treze) cadeiras num só ano? Estou curioso por saber qual o tachinho a que vai ter direito...
Com a preciosa ajuda de alguma comunicação social( sempre disposta a reproduzir críticas, mas pouco interessada em saber a verdade e que alegremente confunde o “Novas Oportunidades” com o ensino secundário, escamoteando que essa via é assegurada apenas pelos cursos EFA) e animado com os aplausos babados dos bloguistas do costume, PPC pretende concorrer com Medina Carreira a papagaio da República.

Recomendo-lhe, por isso, que leia os estudos de avaliação que estão publicados na net, fale com empresas como a Sonae ou a Unilever, por exemplo, e pergunte aos seus responsáveis como avaliam o PNO. E, já agora, aproveite também para ler o livro “Testemunhos: Trajectos de Qualificação”para ficar a perceber como as “Novas Oportunidades” mudaram a vida de tanta gente.

Ah pois, esses testemunhos foram recolhidos por jornalistas sérios, que não andam a fazer fretes a nenhum partido, não é? Então esqueça....

Morning call

O problema de estacionamento nas grandes cidades portuguesas vai ser resolvido em breve. De acordo com o INE, no ano 2100 a população portuguesa será de 6,8 milhões.

Grandes realizadores (17)

Lars von Trier





Já ganhou em Cannes, tudo o que tinha para ganhar, mas só em 2000 foi distinguido com a Palma de Ouro, graças a esse esplendoroso "Dancing in the Dark".




"Europa" ( que não vi) e "Ondas de Paixão" receberam o Grande Prémio do Júri em 1991 e 1996, mas "Dogville", com a magistral Nicole Kidmann, é sublime.




Em tempo: esta escolha estava feita desde o início do mês, muito antes do episódio que protagonizou em Cannes e, que em minha opinião, foi demasiado empolado. Ninguém se escandalizou quando Peter Fonda disse que Obama era "um traidor filho da puta" e toda a gente sabe que há mais gente no mundo de cinema que partilha da opinião de Lars, mas não tem coragem de o dizer. Mesmo admitindo que ele estava a falar a sério, isso não invalida que seja um grande realizador. Como Polanski, também aqui destacado, apesar dos episódios em que esteve envolvido ao longo da sua vida

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Faltou a declaração de interesses

Ao fim da tarde vi o debate (gravado) Sócrates/Coelho. Em minha opinião deu empate mas, como acontece no futebol, ficou a sensação de que PPC tinha ganho, porque foi superior na segunda parte e as últimas impressões é que ficam no ouvido e na retina.Fui ler alguns blogues coelhistas e não fiquei admirado com a declaração de vitória de PPC. . Quem anda a papar almoços com o líder laranja, não poderia ter outra opinião. Pena é que alguns se esqueçam que são jornalistas e nos seus comentários não tenham a ombridade de fazer uma declaração de interesses. Todos ficaríamos a perceber que não há almoços grátis.

Sabedoria popular

Lá diz o ditado que "quem tem amigos, não morre na cadeia"...

Os filmes da minha vida (16)





Sei que há pelo menos uma leitora do CR que elegeu este filme como o filme da sua vida. Será que ela se acusa? Sempre que se fala deste filme, lembro-me dela...

Para além dos Pirinéus

Ao atravessar os Pirinéus, volto a sentir aquela sensação que já não vivia desde o 25 de Abril. Quando digo que sou português, olham-me com desprezo. Como um meliante, um vagabundo, talvez um caloteiro?

Lembro-me do finlandês que na Madeira disse a Passos Coelho, num restaurante "espero não ter de ser eu a pagar o seu almoço".

PPC calou-se. Como se calara Cavaco quando Portugal foi enxovalhado pelo presidente checo. Lembro-me de o PR pedir aos portugueses para tratarem bem os mercados financeiros e sermos bem comportados e agradecidos aos credores.

O espírito do Estado Novo está de regresso à mente dos nossos governantes e lá por fora já perceberam. Nós é que ainda não. Ultrapassem os Pirinéus e comprovem. Mas não deixem que vos faltem ao respeito. Respondam-lhes:

- Se estamos neste estado, a culpa também é vossa. Foram vocês que nos roubaram. Poderei ser um dos PIGS, mas vocês são os matadores sequiosos pela hora da matança.

Devíamos pensar nisso mais vezes...



É curta a distância entre a glória e a vergonha.

Grandes realizadores (16)

Pier Paolo Pasolini



"Decameron" , ou "Os 120 Dias de Sodoma" são filmes que ficam para sempre na memória de quem os viu. Em 1974 recebeu , em Cannes, o Grande Prémio do Júri e no ano seguinte morreu em circunstâncias nunca esclarecidas. Era homossexual assumido e muitos acreditam que tenha sido um crime passional a causa da destruição de uma carreira promissora.

domingo, 22 de maio de 2011

Do not disturb








Surpresa em Cannes

Notícia em cima da hora:

O vencedor da Palma de Ouro foi “The tree of life” de Terrence Malick. Uma surpresa que deixou quase toda a gente boquiaberta. Não deixa de ser curioso que nenhum dos apostadores deste almoço tenha sequer mencionado o filme. Boa surpresa foi “Le Havre” de Aki Kaurismaki que, como disse, era o meu favorito, mas não tinha hipóteses. Venceu, no entanto, o prémio da crítica internacional.E por agora é tudo… até já!

Ementa da semana

Pedro Passos Coelho pede maioria absoluta, porque não quer salada russa no governo. Eu gosto muito, principalmente em dias quentes. E como a temperatura vai estar elevada nas próximas semanas, é mesmo o prato ideal, não vos parece?


Carta à senhora Merkel








Cara , (aliás caríssima €€€€€), senhora Merkel
Escrevo-lhe para tentar explicar-lhe que a senhora anda um pouco afastada da realidade, mas aproveito esta missiva para lhe dizer que estou farto de receber ordens suas e umas verdades que precisa de ouvir.
Já não lhe chega ter roubado gregos e portugueses ( não falo do senhor Kadhaffi e de outros ditadores a quem a senhora vende armamento, para depois os destituir e vender material reciclado aos seus sucessores) com essa merda dos submarinos que deviam ter ido para a sucata, mas que a senhora convenceu o Portas a comprar, depois de ter pedido ao seu ministro para se encontrar com ele num hotel perto do Marquês de Pombal?
Que moral tem a senhora para exigir aos portugueses que tenham menos férias e salários e vão para a reforma mais tarde? E por alma de quem quer padronizar a vida de todos os europeus pela do seu país? Já comparou os salários dos seus súbditos com os dos restantes europeus? E por acaso sabia que os trabalhadores portugueses trabalham mais horas do que os alemães, mas recebem salários muito mais baixos? Feche a boca, senhora Merkel! Se está assim tão espantada com as notícias que lhe dou, aproveite para pedir aos portugueses que escolham gestores mais competentes para as suas empresas e acabem com os subterfúgios dos cartões de crédito, dos automóveis de luxo e outras mordomias com que engordam os seus salários.
Permita-me que lhe lembre uma frase de Victor Hugo ( não sei se sabe quem é…)
“ Virá um dia em que todas as nações do continente, ( europeu) sem perderem a sua qualidade distintiva e a sua gloriosa individualidade, se fundirão estreitamente numa unidade superior e constituirão a fraternidade europeia. Virá um dia em que não haverá outros campos de batalha, para além dos mercados abrindo-se às ideias. Virá um dia em que as balas e as bombas serão substituídas pelos votos”.
Esta frase foi proferida em 1849 e foi com esse espírito que Robert Schuman e o chanceler Konrad Adenauer criaram, por inspiração de Jean Monet, as bases da União Europeia que a senhora pretende abocanhar como se fosse pertença sua.
A senhora está a pôr em causa um projecto solidário e de unidade, porque é casmurra e pensa que é dona da Europa. Não é! A senhora é líder de um dos mais jovens países europeus, com apenas 20 anos de História, enquanto nós andamos por cá há quase 900 e os gregos são uma civilização milenar.
A senhora não é só egoísta. Também é mesquinha. Eu sei que a culpa dessa postura arrogante é, em parte, do caniche português que, sendo incapaz de governar o nosso país se alistou como lacaio de Bush e, quando se viu no desemprego, tornou-se seu fiel servidor. Mas isso não lhe dá o direito de querer colonizar a Europa, percebeu? Não se esqueça que nós, portugueses, também temos um cão de água infiltrado na Casa Branca, a quem podemos pedir para dar uma palavrinha ao Obama. Dizem-me que ele se dá muito bem com as miúdas e a senhora sabe o que um pai faz pelas filhas, não sabe?
De acordo com notícias que de lá recebi recentemente, o sr Obama tem problemas em casa e não anda lá muito satisfeito com o que se está a passar na Europa. Basta enviar-lhe um mail e ele é bem capaz de mandar o cão de água falar com o seu caniche, para a meter na ordem.
É que Obama já percebeu que os alemães, em questões bélicas, são sensíveis àquele ditado
“ quem faz um cesto faz um cento" . Vocês pelam-se por uma boa guerra, mas nós aqui somos pacíficos e o Obama , coitado, já tem de alimentar guerras que chegue, não está interessado em atravessar o Atlântico, para meter os europeus na ordem.
A sua sorte é que os governos europeus em apuros são liderados por gente sem tomates, caso contrário, em vez de estarem à espera que a desgraça se abata sobre o vizinho, na esperança de salvarem o seu quintal, já se teriam unido e proposto, em conjunto, a saída do Euro.
Muito gostava de ver a sua cara se Portugal, Espanha,Grécia, Irlanda, Itália e Bélgica decidissem sair da zona euro e boicotassem os produtos alemães. Já fez as contas a quanto iria perder?
Não estique demasiado a corda, senhora Merkel! Um dia ela rebenta-lhe nas mãos e pode magoar-se . Já sei, já sei… a senhora tem os seus trunfos e não enjeitará a hipótese de os jogar no dia em que se vir à rasca. Mas isso vai custar muitas vidas e derramar muito sangue, enquanto a medida que eu preconizo é indolor. Quer dizer… só vai mexer nos bolsos dos seus contribuintes.
Tenha juízo, senhora Merkel. Se os portugueses são pacíficos e os protestos dos gregos não lhe causam mossa, não menospreze os espanhóis. Ao contrário de nós, eles são bravos e a mostarda está a chegar-lhes ao nariz. São gente muito capaz de mostrar aos turistas alemães aquilo a que estão dispostos, se a senhora insistir na ideia de se tornar uma Czarina da Europa, ditando ordens aos europeus submissos. No dia em que quiser pôr-lhes a pata em cima eles vão morder-lhe e atiçar os ânimos dos europeus em dificuldades. Digo-lhe, ainda, que querer tornar-se na manda chuva da Europa, não é boa ideia. Seria apenas líder de um cadáver e a sua função seria servir de coveira. Sempre a tive em melhor conta…
Só mais uma coisinha. Disseram-me que anda entusiasmada com o seu parceiro Sarkozy. Permita-me que lhe lembre um ditado popular português que diz “ homem pequenino ou é velhaco, ou bom dançarino”. Posso garantir-lhe que bom dançarino, ele não é. Por isso, cuide-se, vá beber umas bejecas para se distrair e deixe-nos em paz, tá?
Com respeito e nenhuma consideração
O tuga

PS: Desculpe não lhe agradecer a “ajuda” ao meu país. É que essa ajuda vai hipotecar o futuro de, pelo menos, duas gerações de portugueses. Vão ficar dependentes dos agiotas que a senhora protege.








Bate, bate, coração (8)

Patricia Kaas

"Conheci" esta mulher quando passeava na Rue Sainte Catherine, em Montreal. Assim que comecei a ouvir esta música, foi amor à primeira vista. A seguir a Françoise Hardy é a francesa que me provoca mais pele de galinha. Não tenho todos os discos dela, mas quase...





sábado, 21 de maio de 2011

Saturday night ( on the rock)

Lembram-se de Peter Paul and Mary? Pois foi uma canção deles que escolhi para este fim de semana. Como podem ver, até as criancinhas gostam! Vá, quero todos a cantar...

E o Sol brilhará para todos nós?

E se depois da primavera árabe tivéssemos uma primavera europeia, com epicentro nas Puertas del Sol?



Humor fim de semana

O presidente de uma empresa, casado há 25 anos, está com uma grande dúvida: fazer amor com a própria mulher, depois de tanto tempo de casamento,é trabalho ou prazer?!



Na dúvida, ligou ao Director Geral e perguntou. Por sua vez, o Director Geral ligou ao Sub-Director e fez a mesma pergunta.O Sub-Director, também em dúvida, ligou ao Gerente e fez a mesma pergunta.E assim se seguiu a corrente de ligações, até que a pergunta chegou ao Sector Jurídico e o Advogado, como é normal, perguntou ao Estagiário que estava todo atarefado a fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo:



- Rapaz, quando o Presidente da empresa faz amor com a mulher dele,é trabalho ou prazer?
- É prazer, Doutor!! - respondeu prontamente o estagiário.
- Como é que podes responder com tanta segurança e rapidez?
- Se fosse trabalho, já me tinham mandado a mim!...

Namoradinhas de Portugal (8)

Inês Castelo Branco

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Descubra as diferenças















Strauss –Kahn era putativo candidato a ocupar o Eliseu, com uma vantagem confortável sobre Sarkozy.

Fernando Nobre foi candidato a Belém, sem hipóteses de ocupar o lugar.

O ex-presidente do FMI tem historial de assédios sexuais que culminaram numa alegada tentativa de violação de uma empregada de hotel em Manhattan.

O ex-presidente da AMI começa a ter um historial de violador de consciências, que culminará em 2016 quando se candidatar de novo a Belém, jurando ser independente e só pensar em servir o país.

Strauss Kahn talvez venha a ser julgado em Tribunal por violação de uma mulher.

Fernando Nobre talvez venha a ser ilibado, nas urnas, por violação de consciências.


Têm uma coisa em comum. Ambos desacreditaram as instituições onde trabalham.



As minhas apostas




Hoje, à hora do almoço, fizemos as nossas apostas.
Estas foram as minhas escolhas:

Gus Van Sant, com " Restless", será o vencedor do prémio "Un Certain Regard"

Quanto à Palma de Ouro, a escolha foi mais difícil. Apesar de "La Piel que Habito" de Almodovar estar entre os favoritos, até ontem eu apostava em Melancholia de Lars von Trier, mas depois do episódio que vos relatei esta madrugada, inclinei-me para "Habemmus Papam" de Nani Moretti. Não me admiraria se "Drive", de Nicholas Refn, muito aplaudido, fosse o vencedor. O meu favorito seria "Le Havre" de Aki Kaurismaki, mas não tem hipóteses.

Entretanto, meus amigos e amigas, se ouvirem dizer que fui preso porque assediei a Penélope, acreditem. É a mulher perfeita para me acompanhar no jantar, se eu ganhar a aposta.

Happy Birthday






Meio século de vida só se comemora uma vez, por isso ele quis preparar uma grande festa, para lhe agradecer os 28 anos de casamento e os dois filhos maravilhosos que lhe dera e estavam prestes a iniciar-se no mundo do trabalho.Ela recusou. Aceitava apenas um jantar íntimo. A dois. Pediu-lhe que escolhesse o restaurante.



Levou-a a um restaurante 10 estrelas Michelin incluídas, refúgio do jet set quando quer ser “incomodado” pela imprensa cor de rosa.Durante o jantar recordaram os 28 anos de casamento. Ela respondia com um sorriso forçado aos episódios que ele recordava com enlevo.



No final do jantar ela disse que lhe apetecia ir dançar. Foram ao Vangogo, onde se tinham conhecido, 30 anos antes. Ao fim do terceiro whiskey ela ganhou coragem e disse-lhe:



- Quero divorciar-me!



Ele ficou sem pinta de sangue e apenas balbuciou um entaramelado “ mas porquê?”.



-Já não te amo. Temos os filhos criados, chegou o momento de cada um de nós ir à sua vida e ser feliz.



- Tens outro?



- Não, não tenho outro. Apenas estou apaixonada por outro, mas não temos nenhum caso. Creio que ele tem medo de ti...



- Medo porquê? Posso saber quem é?



- É um amigo do nosso filho Miguel, mas não te vou dizer quem é por enquanto.



- Estás louca?



- Não, estou só apaixonada.



Acabaram de beber à pressa. Regressaram a Lisboa em silêncio.Dez minutos depois de chegarem a casa ele perguntou:~



- A tua decisão é irreversível?



-É…



- Está bem... vou sair.



Já dentro do carro telefonou à amante de quase uma década.



-Marta, posso ir aí?



-Claro! Mas não estavas a comemorar os 50 anos da tua mulher?



- Estava,mas já acabou.



Quando chegou a casa da amante contou-lhe o que se tinha passado.



- Agora já posso vir viver contigo, meu amor!



-Viver comigo? Não deves estar bom da cabeça, Alfredo! Achas-me com cara de samaritana para aturar um gajo com dor de corno dia e noite?

Os filmes da minha vida (15)






Este não vi sete vezes, como o "Pedro o Louco", mas vi mais de sete filmes deste realizador.
Pensavam que me tinha esquecido? Não!!!!!!!!!!!.

O problema é que depois da vitória em Dublin andei a festejar e a tentar perceber aquela declaração de Lars Von Trier- um dos realizadores que escolhi para esta selecção do mês- durante a conferência de imprensa que decorreu minutos antes do jogo e depois da exibição de “Melancholia”.
Quando já pensava estar recomposto , cai-me em cima a declaração de Peter Fonda “Obama é um traidor filho da puta” a propósito do documentário “The Big Fix” ( sobre o desastre petrolífero provocado pela BP no Golfo do México) e,vai daí, deitei-me entre o eufórico e o acabrunhado, quando acordei tive de ir trabalhar.

Só agora, recomposto de tantas emoções, tive oportunidade de vir à Internet procurar este belo presente para oferecer a todos que têm tido a paciência de me aturar.

Na próxima semana regressarei ao activo e às visitas aos vossos blogs. Por agora limito-me a vir ler os vossos comentários e a tentar responder a algumas perguntas que me colocam. Sorry!

Grandes realizadores (15)

Manoel de Oliveira


Goste-se ou não de Manoel Oliveira, ninguém negará a justiça de o incluir nesta galeria. No seu centenário escrevi um post e não me vou repetir. Quem quiser recordar, pode ler aqui.






quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uma verdade inconveniente

A aposta nas energias renováveis foi uma das medidas mais positivas dos governos de Sócrates. Gerou emprego e criou riqueza.No PSD há quem denigra a aposta nas energias alternativas. Poderia avançar com muitas explicações para que tal aconteça, mas esta é suficiente para que se percebam as razões.

Os filmes da minha vida (14)

Como o de ontem era um bocado difícil, para hoje escolhi um facílimo.



Inimigo Público: casting para um novo thriller

O Ocidente não consegue viver sem inimigos.
Derrubado o muro de Berlim e afastado o fantasma do perigo comunista, teve de inventar outro. Fez um ensaio com a China, depois de Tian An Men, mas Pequim olhou a Europa e os Estados Unidos com o mesmo desprezo com que um pastor alemão olha para o chiuhahua que o desafia num ladrar furioso, mas impotente.
Bush percebeu que um homem misterioso, sem paradeiro certo, seria ideal para recuperar o inimigo público de que os Estados Unidos necessitavam. Bin Laden era a pessoa ideal mas, para que todo o Ocidente tivesse medo dele e os cidadãos estivessem dispostos a abdicar de uma fatia da sua liberdade, em troca da sua segurança , era preciso que Bin Laden fizesse alguma coisa terrível. Assim sacrificou Bush mais de três mil vidas, no dia 11 de Setembro de 2001.
Michael Moore tentou explicar isso ao mundo com o seu documentário Farenheit 9/11, mas logo a comunicação social o classificou de louco e o mundo voltou a dormir descansado.
Uma década depois, o efeito Bin Laden estava a esfumar-se. Desde o ataque ao metro de Londres que não fazia nada para empolgar os cruzados ocidentais. Apesar dos esforços em manter vivo o ódio contra o infiel, com guerras no Iraque e no Afeganistão, ou na aposta em derrubar o ex-amigo Kadhaffi, os líderes ocidentais não conseguiam empolgar os cidadãos.
Foi então que Obama teve uma ideia ( já todos começamos a perceber como as ideias de Obama são desastrosas): ressuscitar Bin Laden, matando-o. A ideia inicial seria exibir as imagens da morte ao mundo, para que os cidadãos exultassem e se rojassem aos pés do presidente americano em ritual de agradecimento. As manifestações parolas dos americanos e o receio de que a exibição das imagens desencadeasse uma tempestade no mundo islâmico, refrearam os intuitos de Obama.
Os Estados Unidos têm pressa em encontrar um novo inimigo que empolgue o Ocidente. Kadhaffi não serve, porque é demasiado fraco.
Na Casa Branca decorrem os “castings” para encontrar um inimigo credível. Do júri fazem parte a União Europeia, o FMI e os grandes grupos financeiros. Afiançam-me que o anúncio do vencedor está para breve. Aguardemos.
Entretanto, aproveitem para dizer que enlouqueci. Talvez tenham razão…

Memórias do cinema (conclusão)

Com o aparecimento da televisão, primeiro, e com a proliferação dos “Clubes de Video”, depois, foram muitos os que prognosticaram o fim do cinema. Aliás, Louis Lumière nunca deu grande importância ao cinema e afirmou mesmo que “ é uma invenção sem futuro”.

Felizmente, não tinha razão.Várias gerações se deixaram embalar pela magia da sua Arte. Muitos jovens trocaram o primeiro beijo “no escurinho do cinema”. Muitos outros saíram das salas de cinema sonhando transformar o mundo, ou simplesmente trocando juras de amor eterno.Hoje o cinema já não será, como no século passado, uma forma de cultura popular. Compreende-se. Não só porque deixou de ser um meio de comunicação privilegiado, mas também porque mesmo os maiores sucessos são perenes. Já não há divas e galãs que façam suspirar uma geração, porque a indústria cinematográfica está constantemente a produzir novos ídolos que preencham os gostos de “nichos de mercado”.Não é possível reeditar Marlon Brandos, Fred Astairs, Greta Garbos ou Rita Hayworths de êxito mundial assegurado durante décadas, porque o mercado cinematográfico e suas industrias complementares precisa de fabricar ídolos " à la minute". Nem que seja necessário um casamento de conveniência com a televisão para fazer "reality shows" onde o ídolo é fabricado à custa de chamadas de valor acrescentado.
No cinema, como na música, ou na literatura, a oferta é vasta e o sucesso efémero. Um bom filme já não está em cartaz um ano. Ao fim de dois ou três meses é normalmente velharia. O seu sucesso prolonga-se pouco tempo para além do período de exibição. As superproduções são raras, porque os produtores não arriscam o investimento. As reposições escasseiam, porque o DVD permite guardar em casa, para ver na altura oportuna, o filme que não tivemos tempo de ver em exibição nas salas de cinema.
O cinema é, hoje em dia, o retrato da sociedade em que vivemos: um produto de consumo para usar e deitar fora, porque há pouco tempo para reflectir sobre o que se viu e o espaço para sonhar está reduzido a uma conta bancária. Já ninguém quer transformar o mundo. Todos ficam à espera que alguém se dê ao trabalho de o fazer.
O cinema, porém, resiste. O anúncio da sua morte foi manifestamente exagerado.

Grandes realizadores (14)

Jean Luc Godard



"O Acossado" é um dos filmes de referência da "nouvelle vague", mas "Pierrot le Fou" é um dos filmes da minha vida. Mais um dos injustiçados de Cannes, mas várias vezes galardoado em Berlim e em Veneza. Em 2010 recebeu um Óscar honorario. Digam lá "Duas ou três coisas..." sobre Godard...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

De olhos bem fechados

Garantem-me que está a ser o melhor festival de Cannes dos últimos 15 anos. "Midnight in Paris", de Woody Allen, recebe aplausos unânimes, enquanto "Restless" de Gus Van Sant - que abriu a secção "Un Certain Regard" - é alvo de controvérsia.

Ontem, todos os olhares se concentraram em "O abismo Prateado", o filme de Karim Ainouz inspirado na canção de Chico Buarque "Olhos nos Olhos". Apontam-se favoritos para vencer a "Palma de Ouro". Fala-se muito de cinema mas, nos bastidores, há rostos fechados denotando preocupação.

Conversas que vão de encontro ao que escrevi aqui há precisamente um ano.

DSK é visto pela maioria como vítima de um complot com contornos bem mais alargados e perversos do que afastá-lo da presidência francesa. Há rangeres de dentes contra Sarkozy e a senhora Merkel. Mas também aplausos para o editorial de Jean Daniel no Nouvel Observateur- uma dura crítica às imagens de DSK algemado, que o condenarão para sempre à luz da opinião pública. Compara-se com a recusa da administração americana em exibir as fotografias de Bin Laden.

Fala-se do epílogo da crise de 1929 à luz do momento que actualmente se vive na Europa. Muitos admitem que o pior está para vir, mas ninguém arrisca pronunciar a palavra maldita.

Na Croisette a vida segue animada. Pelo tapis rouge desfilam vedetas. Mas não só...Fala-se outra vez de cinema. "Le Havre", de Aki Kaurismaki, recebe aplausos e liberta sorrisos. Discorre sobre a vida de um homem derrotado, mas optimista. Tendo por cenário a cidade da Normandia bombardeada durante a II Guerra. Sim, aquela guerra que pôs fim à crise de 1929. Os rostos voltam a fechar-se. Lá fora, passam duas alemãs. Vão formosas e seguras.