sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Step by step


Há dias o Miguel Esteves Cardoso, numa das crónicas diárias do “Publico”, manifestava o seu deslumbramento por um podómetro que comprara numa loja especializada em artigos de desporto. Li a crónica com um sorriso nos lábios, mas também com alguma nostalgia.Com um sorriso porque, tal como ele, também eu, durante muito tempo, chamei “pedómetro” ao podómetro e só corrigi o erro quando alguém me avisou (tal com a ele) que o nome técnico do aparelho que mede os passos é podómetro e não “pedómetro” ( embora também seja possível encontrar no dicionário a palavra pedómetro, com o mesmo significado).
A crónica do MEC também me provocou alguma nostalgia, porque tenho um podómetro, herdado do meu pai, que ainda hoje utilizo para medir os passos percorridos diariamente. Tendo o meu pai falecido há 30 anos, facilmente deduzirão que o meu podómetro é um aparelho muito rudimentar, quando comparado com alguns modelos hodiernos, dotados de tecnologias sofisticadas, incluindo rádio e MP3.
Para além do valor estimativo, o podómetro que herdei do meu pai, comprado na Rua das Flores, continua a cumprir plenamente a sua função: medir os meus passos diários. As mesmas funções que desempenha o podómetro do MEC, comprado numa loja especializada.
Pode parecer um exercício inútil medir os passos que percorremos diariamente. Não é bem assim. Não sendo apreciador do ambiente dos ginásios, nem estando disposto a pagar as quantias exorbitantes que eles cobram, para poder castigar o corpo em exercícios que considero dispensáveis, optei há muito pelas caminhadas ( progressivamente fui abandonando as bicicletadas) para manter o físico em níveis mínimos de sobrevivência saudável. Prefiro mil vezes passear à beira-mar, na Quinta das Conchas, ou pelas ruas de Lisboa, do que enfiar-me num ginásio, de onde saio invariavelmente estafado e com a sensação de ter sido vítima de uma punição.
Passear dá-me prazer e, afiançam-me os médicos, é um exercício muito saudável. De qualquer modo, este exercício alternativo também tem regras. Quando o comecei a praticar para além do mero prazer, fiquei a saber que três mil é o número de passos dados diariamente por uma pessoa sedentária. Chegar aos cinco mil, significa que não ficou à espera que a mulher lhe trouxesse a cerveja ao sofá, enquanto está refastelado a ver o jogo de futebol na televisão e que almoçou a mais de 200 metros do emprego. Aos sete mil e quinhentos, já se pode dizer que o cidadão se mexe um bocadinho, mas só a partir dos 10 mil está em condições de poder dizer que caminha o suficiente para poder ser considerado um cidadão activo.
Excepto em dias de muita chuva e nos fins e semana de Inverno, ultrapasso com normalidade os 10 mil passos diários. A partir da Primavera, aos fins de semana, chego com facilidade aos 20 mil, especialmente quando pela manhã vou pelo paredão até Cascais, para comprar o jornal. Quando estou em turismo em cidades que me encantam, ultrapasso com frequência os 50 mil passos. Não julguem que é demais, é perfeitamente atingível, sem grande esforço e até com muito prazer, chegar a estas marcas. O grande problema é que à medida que se vai caminhando, habituamo-nos a dar passadas cada vez mais largas e, a partir de determinada altura, não há mulher que queira passear connosco.
Já agora… quantos passos é que vocês dão por dia?

20 comentários:

  1. Carlos
    Mas por que medem os passos?
    com carinho MOnica

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  2. Carlos.... acaba de me convencer a comprar um podómetro... devia pensar em vender este texto a uma das empresas que vendem o aparelhinho.

    Eu também adoro caminhar.. ainda que esteja cada vez mais um sedentário, está na altura de resolver isso.

    Jorge

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  3. Carlos
    Boa pergunta!
    Já agora e se fizessemos uma "vaquinha" e oferecessemos ao "Passos" um desses conta passos, mas com direcção definida...

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  4. Sou muito demodée!
    Imagina que o 1º que vi foi a uma amiga que teve a gentileza de me desafiar para uns dias no Hotel do Caramulo, há cerca de cinco anos, com SPA e tudo!
    O bem que aquela estadia me fez, mas enquanto ela dava passos sem fim, eu ficava deitada à beira da piscina!
    E se cada deputado fosse obrigado a usar um aparelho desses para que a tal história dos "Passos Perdidos" ficasse mais completa? :-))

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  5. Xiiii... olha que não sei bem. Isto tudo somado, o que caminho só de casa ao trabalho e vice-versa sem contabilizar as caminhadas mais curtas, as voltas que as minhas pernas dão aos pedais da bicicleta e as corridas que faço no tapete do ginásio acho que se tivesse um rebentaria a escala do aparelhómetro.

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  6. Também detesto ginásios, mas não dispenso a bicicleta.
    Quanto aos passos não sei, mas estou a pensar em comprar uma coisa dessas. Tendo em conta que trabalho em casa, deduzo que seja bastante sedentária. :-p

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  7. Fiquei cheia de curiosidade em saber a quantos passos equivale uma caminhada diária entre os 30 e os 45 minutos, aqui pela aldeia...
    Tens alguma tabela de equivalências? Ou tenho mesmo que comprar um podómetro??

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  8. Só agora percebi porque que é que não acompanho o meu marido lol lol
    Ele adora andar e apesar de não ter pedómetro deve dar os 50 mil necessários, ora eu estou aqui sentada no computador... logo não tenho pedalada para ele :))
    Adorei o texto, como sempre ;-)

    Beijinhos e boas caminhadas

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  9. Não faço ideia Carlos.
    Mas, conhecendo Macau como conhece, deve imaginar que não são muitos.
    Não estou a culpar Macau pela minha preguiça, atenção.
    As duas juntas é que formam um cocktail explosivo.

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  10. Não faço a mínima ideia! Sou realmente sedentária e também não sou de ir a ginásios. Se me inscreve, desisto logo depois.
    Parabéns pelos seus passeios. Também gosto de passear à beira mar. Que sensação de bem estar e liberdade!!!

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  11. Dou poucos, frequento o ginásio, embora não se trate desses tipo de ginásios massificados a preços proibitivos, é quase um ginásio privado.
    Deixo as caminhadas para a reforma...
    :)))

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  12. Passos?!
    Quilómetros, meu amigo!
    Pelo menos 5km diários.
    Ainda ontem, caminhei toda a tarde na floresta.
    Com ou sem podómetro, caminhar é uma grande paixão minha, já o meu marido prefere a bicicleta.
    Mas como o povo diz, gostos não se discutem.

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  13. Preciso marcar meus passos, que são muito poucos, para ver se me animo a aumentá-los...
    O meu único e exclusivo exercício é o Pilates.

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  14. É desta que vou comprar um! tenho muita curiosidade de saber quantos passos passos darei por dia.
    A ver se é mesmo amanhã que o compro!!

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  15. Não faço a menor ideia, mas tenho a certeza que estou nos sedentários. Sei lá, se não forem muito caros, também compro um, para ver se me mexo mais... :)

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  16. Por falar em Quinta das Conchas... não sei se há mais com o mesmo nome, mas costumo passar com o meu garoto naquela que fica, antes do Lumiar em Lisboa... um belo sítio para um step by step :)
    Quanto a número de passos nunca os contei... mas já me deu na maluquice de ir do Campo Grande ao Rossio a pé... uma dúzia de paragens de autocarro... mas quem anda por gosto não cansa. Ultimamente, com a mania da net... já andava a abreviar... com mais transportes públicos e menos a andar e foi o suficiente para começar a engordar... voltei a andar e a ter menos tempo... para estar sentada ;)

    Bjos

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  17. Pois eu, também gosto muito de caminhadas, só não as faço com regularidade diária porque há uma preguiça latente em mim que por vezes me domina. Agora, ao ler este seu post, fiquei com uma vontadae danada de ir a correr comprar um podómetro.

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  18. Precisamente por me ter rendido às caminhadas há já alguns anos, também tenho um, mas confesso que não o tenho usado. Vou começar a usá-lo, agora que li este post e depois saberei a resposta a tal pergunta.

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  19. Não tenho noção do número mas são alguns milhares diariamente.

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