Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Pedro e o Lobo

Os portugueses estão tão fartos de ouvir falar da crise, que decidiram fazer orelhas moucas e, vai daí, passaram o mês de Dezembro a gastar à "tripaforra" Correram para as lojas a comprar presentes de Natal, para os stands a comprar automóveis como não faziam desde 2002 e quase esgotaram os stocks das lojas de artigos de luxo.
Das duas uma: ou os portugueses garantiram a imunidade à crise, graças a uma qualquer vacina, ou se lembraram da história de Pedro e o Lobo e não acreditaram nos avisos.
Há ainda uma terceira hipótese: Sócrates tinha razão para não entrar no cortejo de discursos catastrofistas da direita.

6 comentários:

  1. "O Pedro e o Lobo" uma das histórias que sempre conto à minha filha.
    Só que um dia o Lobo aparece mesmo e depois?? Quem não se preparou é comido..pelo lobo, claro.

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  2. Ouvi qualquer coisa relativamente aos gastos exagerados na época natalícia! Mas fiquei com a ideia de que era uma pequena percentagem da população, aquela que, não obstante a crise, conseguiu aumentar os seus lucros, ou melhor, conseguiu enriquecer. Aumento nos lucros e enriquecer já não significa, necessáriamente, a mesma coisa. : )

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  3. Ainda há outra hipótese: perdido por cem perdido por mil.

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  4. Como nem sei o que escrever, recorro a Catão :
    "Os sábios aproveitam-se dos tolos mais do que os tolos se aproveitam dos sábios, uma vez que os sábios evitam os erros dos tolos, enquanto estes últimos não imitam a prudência dos sábios"

    beijinhos

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  5. "Um povo de cordeiros sempre terá um governo de lobos".
    Dito popular antigo

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  6. Carlos,
    Estive aí uns dias nessa época.
    A sensação que me ficou foi a de gozar os últimos dias, literalmente, de um longo período de abundância.
    Ouvi isto várias vezes - se vêm aí uns aninhos de cinto apertado, vamos gastar agora.

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