Reeleita primeira- ministra do Bangladesh em 2008, Sheikh Hasina foi galardoada pelo governo indiano com o prémio Indira Gandhi, como reconhecimento pelo seu contributo para a paz e democracia, durante o seu primeiro mandato, entre 1996 e 2001.
Afastada do poder nas eleições de 2001, viria a ser alvo de um atentado em 2004, que mataria muitos dos seus apoiantes. Escapou ilesa, como acontecera em 1975. Nesse ano a sua família foi dizimada por uma facção do exército, tendo escapado do massacre, por estar com a irmã em visita à Alemanha.
Em 2007 foi acusada de envolvimento na morte de um influente empresário do Bangladesh. Viria a ser libertada e, em 2008, voltou a ser nomeada primeira-ministra, depois da vitória esmagadora da Liga Awami.
Talvez movida pela vontade de demonstrar que a atribuição destes prémios tem um mérito relativo, Shakira Hasina decidiu comprar uma guerra dentro do seu próprio país. O visado é Muhammad Yunus, o criador do microcrédito e do banco Grameen, que manifestou a intenção de criar um partido político. Hasina não terá gostado e, desde então, começou a mover uma perseguição a Muhammad Yunus, a quem acusa de ter desviado fundos destinados ao Grameen Bank para auxílio humanitário.
A inexistência de irregularidades veio a ser confirmada pela agência Norad, que disponibilizara essas verbas, e pelas próprias autoridades norueguesas, mas Hasina ordenou que o caso fosse investigado pelas autoridades do Bangladesh.
Defensora do microcrédito como sustentáculo para a sua política de erradicação da pobreza no Bangladesh, Hasina é hoje uma crítica feroz do Grameen Bank e, segundo alguns analistas, pretende transformá-lo num banco estatal. O objectivo será eliminar a influência de Muhammad Yunus que, entretanto, desistiu da formação de um partido, mas se vê obrigado a enfrentar a justiça do seu país.
Aviso: as minhas escolhas para figura da semana, nada têm a ver com os acontecimentos que ocorreram na semana anterior. São apenas pessoas, cujas histórias decidi trazer aqui, em breves linhas. Uma por semana...

Todos os voos são improváveis
ResponderEliminarse não forem sonhados
Essa animosidade com Muhammad Yunus não me parece nada saudável...ele há egos que se dão mal com a concorrência directa...
ResponderEliminarSer-se isento começou a ser muito difícil... Quase toda a gente tem um "odiozinho" de estimação.
ResponderEliminarGostei de ler sobre a figura desta semana, um antegosto às suas crónicas em Março.
ResponderEliminarSaudação da amiga de longe.