terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Canção do Dedinho


Um manjerico que entabulava conversa com mulheres em discotecas e depois as violava, foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão. Recorreu e em boa hora o fez. O Tribunal da Relação do Porto reduziu-lhe a pena em 20 meses, porque considerou que sendo as violações feitas com os dedos e apenas por momentos, o crime não é assim tão grave.
A decisão deve ter sido proferida por um daqueles juízes que consideram que bater na mulher na medida certa não é crime. Fico na dúvida se o juiz teria mesma opinião no caso de ser ele a vítima...
Dediquemos então esta canção ao senhor doutor juiz
Cantem comigo em coro a "Canção do Dedinho":
( Música de Herman José e Carlos Paião
Letra adaptada do Original: Canção do Beijinho)
"Ora põe cá um
E a seguir põe outro
Mete só mais um
porque dois é pouco.
Ai que eu gosto tanto
é tão gostosinho
ser violado
só um minutinho"

16 comentários:

  1. Realmente, a justiça portuguesa está podre. Há coisa de três semanas pude constatar isso em pessoa, mas falarei disso noutra lado.

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  2. Carlos, antes isso que aparecerem petições na net e contas de apoio para ajudar o pagamento das custas judiciais, não acha?

    estou de acordo consigo, esse juiz deveria passar uns tempinhos na cela com o gajo.

    Jorge Soares

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  3. Há sempre a tendência de acusar a justiça portuguesa como podre, quando há casos repugnantes como este. Verdade é, que encontrar um juíz perverso não tem nada a ver com Portugal, há juízes perversos em todo o mundo.

    Quanto esse juiz passar uns tempinhos na cela com o gajo, não tinha piada nenhuma.
    Dois perversos numa cela a contar as perversidades de cada um fêz a mulheres indefesas, dava um prazer à brava a ambos.

    Eu sabia muito bem o que fazer aos dois, mas não digo aqui!!!

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  4. Já é o segundo caso que vejo em Portugal sobre presos que são soltos facilmente.
    Será como é no Brasil?
    com carinho Monica

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  5. Infelizmente é assim a nossa justiça!
    Neste caso e em outros mais!
    O que está a dar é ser ladrão, violador, homicida...
    Abraço, Carlos!

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  6. Leis maradas
    Juizes adequados
    interpretações benevolentes
    Criminosos crentes
    Mas será que se merece
    outra justiça?
    Já nem sei,
    chiça!

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  7. Mas que raio de formação têm estes juízes?! :-((

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  8. Mas que raio de formação têm estes juízes?! :-((

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  9. Eu imagino a delicadeza do dedilhador, pois chegou a arrancar um dente de uma de suas vítimas.
    Tempos atrás aqui discutiu-se a castração química. Meus amigos do Direitos Humanos protestaram.Mesmo assim continuo pensando que um animal deste tem que ser detido de qualquer jeito, mesmo que seja com remédios, o que eu até considero dos males, o menor.

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  10. Talvez fosse interessante que o violador enfiasse os dedos num determinado sitio do meritíssimo doutor juiz. Talvez assim ele percebesse. Há gente que só percebe mesmo "com desenho".

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  11. Este juízes que têm mentalidades destas - ainda há pouco houve um que considerou que dois estalos na mulher não era violência doméstica - deviam ser corridos dos tribunais! Mainada!

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  12. Então a pena passou a ser de sete anos e dez meses.

    Pelo que tenho visto em grande parte dos casos em que os arguidos recorrem para o Tribunal da Relação, há diminuições de penas. Isto acontece também nos crimes de furto, burla, etc.


    Se pensarmos nas vítimas parece pouco, mas quem aplica a justiça tem de pensar
    - Nas vítimas;

    - Nos limites da pena previstos na lei (por exemplo para o homicídio a pena máxima é de 16 anos, sem haver uma agravante, não pode o juiz aplicar uma pena superior)

    - Nas circunstâncias mais graves e menos graves que justificam penas superiores ou inferiores;

    - Na Reintegração futura do arguido - imaginemos por instantes que o arguido é um nosso irmão ou filho;

    E por último. se não conheço o processo, quando julgo esta decisão (e uma frase fora do contexto pode ter um sentido não pretendido) ou todos os juizes ou a justiça, estou a julgar sem ter conhecimento do processo, de outros processos, de outras decisões por outros juizes, etc.

    Como seria se um juiz também julgasse assim?
    Ouvia apenas o arguido que dizia que era inocente e absolvia-o, ou ouvia apenas a vítima e condenava o arguido sem o ouvir.
    Ou num processo cível, ouvia apenas o autor e condenava no pedido, ou ouvia apenas o réu e absolvia-o do pedido.

    Há sempre pelo menos duas versões, depoimentos de testemunhas divergentes ou completamente contraditórios, e uma lei a aplicar.

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  13. Lembrei-me de um outro argumento dizer que algo é menos grave não significa afirmar que o não é.

    Se tivermos uma moldura penal por exemplo de 2 a 5 anos para a violação e dois arguidos, o A e o B.
    O A sequestra a vitima, sujeita-a às maiores violências e deixa-a com sequelas físicas para o resto da vida.
    O B atira-se para cima dela e viola-a com um dedo.

    Que pena aplicaremos a cada um?´

    Dizer que a conduta do B foi menos grave que a do A, não é a mesma coisa que dizer que não é grave.

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  14. Carlos,
    Nauseada e, escandalizada pela sanção do crime em questão. Triste lei vigente, interpretação manifesta e, sanção protagonizada.

    O acto “violação” é um acto que é praticado contra a aceitação de outrem. É uma violação do direito de qualquer cidadão. Entendo-o como crime gravoso e, como tal deveria ser punido severamente sem complacência.

    Ana

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  15. Então, para esse senhor doutor os fins não justificam os meios! É simplesmente vergonhoso.

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