quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quando as máquinas têm razão...

Na reportagem , emitida em horário nobre e canal aberto, um jovem é entrevistado à porta de uma discoteca. Com o ar triunfante de quem vai dizer aos amigos “vejam a entrevista que dei para a televisão”, pergunta sem qualquer rebuço:
Se vier para a noite e não beber, que venho cá fazer?” Outro assegura “sei muito bem até onde posso ir” e outro ainda, incrédulo face à fiabilidade das novas tecnologias e escarnecendo da legislação em vigor, garante “a máquina pode acusar, mas que me interessa, se estou perfeitamente sóbrio?”.
Nessa mesma noite de terça-feira, o trânsito é escasso. Na Avenida da República, a Brigada de Trânsito intercepta um condutor que acabou de fazer uma manobra perigosa a altíssima velocidade. O condutor tem 19 anos e faz-se acompanhar de alguns jovens com idades aproximadas. Tenta convencer o agente que está perfeitamente sóbrio - “apenas bebi umas cervejas na festa de anos de um amigo”-, mas este não se deixa iludir. Feito o teste, o resultado é de 1,3 mg. A viagem continuou, mas noutro meio de transporte e com outro condutor, para um destino que os jovens não tinham planeado para aquela noite.

Pelo país dos blogs

Hoje proponho-vos uma viagem até ao Brasil, para ouvir estes barulhos. Não, não são ruídos, são mesmo barulhos melodiosos que me fazem lembrar o gorgeio das aves na Primavera.