terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Monopoly Games (2)


Há quase duas décadas que a China é uma observadora meticulosa destes Monopoly Games. Atenta aos comportamentos dos jogadores que se sentaram em volta do tabuleiro, percebeu depois de Tian An Men que ganharia facilmente o jogo se utilizasse a sua principal arma: a paciência.
Não precisou de muito tempo para compreender que a globalização era um jogo viciado que, a curto prazo, permitiria aos mais ricos engolir os mais fracos. Inteligentemente, foi jogando dos dois lados. Apoiando os ricos que lhe poderiam vir a fazer frente quando decidisse entrar no jogo e defendendo os mais fracos da gula dos mais vorazes. Foi esta estratégia que a levou a comprar, inicialmente, parte da dívida dos EUA..Quando a luta ameaçava reduzir-se a dois, pensou que seria a altura de ir a jogo. Apoiou pouco discretamente alguns jogadores em risco de cair na bancarrota, porque lhe interessava mantê-los em jogo. Depois começou a fazer as suas jogadas. Marcou posições no tabuleiro comprando portos, bancos , hotéis e empresas estratégicas no sector da energia.
Antes de começar a construir blocos de apartamentos e arranha céus, vai ficar à espera que os adversários caiam nas suas propriedades e lhe paguem chorudas rendas. Não tem pressa. Sabe que o tempo joga a seu favor e que a vitória está garantida, porque os adversários estão ensonados e ainda não perceberam que a estratégia da China não é a convencional, adoptada pelos jogadores ocidentais.

A grande dúvida

O actual e futuro PR será Pinóquio, ou sofre de Alzheimer?

A Bela e o Monstro


Deixou a terra Natal para vir trabalhar para Lisboa. Foi viver sozinha, mas mantinha contactos diários com a família. Um dia, num desses atalhos da vida, encontrou um príncipe encantado. Apaixonou-se. Contou vagamente aos pais a sua paixão.
Um dia não telefonou. No dia seguinte, também não. Ao terceiro dia os pais estranharam a falta de notícias e entraram em contacto com a PJ que, apesar dos escassos dados fornecidos pela família, conseguiu encontrá-la. Estava no apartamento do seu príncipe.
Tudo acabaria bem, se a estória terminasse aqui, mas…
A mulher terá percebido que afinal o alvo da sua paixão não era propriamente um príncipe e acabou com a relação. Despeitado, o príncipe tê-la-á conseguido atrair a sua casa. Sequestrou-a. Durante três dias, espancou-a e violou-a. Quando a PJ chegou ao local, em vez de um casal apaixonado, encontrou um cenário de violência, bem visível no corpo da mulher. O agressor era conhecido por antecedentes criminais e foi detido mas a mulher, em pânico, gritava:
“ Eu vivo sozinha em Lisboa. Ele vai matar-me, ele vai matar-me”.
A PJ tentou acalmá-la e prometeu que tudo iria acabar em bem. Aparentemente, assim foi. Presente ao juiz de instrução criminal, este decretou a prisão preventiva do agressor.Resta saber se será suficiente para a mulher ficar descansada. Na melhor das hipóteses , o mais provável é estar cá fora daqui a um ano. E depois?
(Post escrito a partir de uma notícia do DN)
Contra a violência doméstica, apoio esta proposta.

Ah, pois é...

Se estes dois decidem começar aos tiros, todos vamos olhar para a crise como uma minudência.