domingo, 19 de dezembro de 2010

Diz-me com quem andas...

O MMS foi um daqueles partidos, mais ou menos irrelevantes, que surgiram ano passado com propostas para credibilizar a política em Portugal. No seu manifesto declarava ser “ Um partido político da frente” porque não se revê na “lateralidade” que estabelece diferenças entre direita e esquerda e definia como sua ideologia “a qualidade de vida das pessoas”. O “slogan”, relembro, era “Mudar Portugal”.
Sempre pensei que o objectivo fosse mudar para melhor mas há dias, uma pequena notícia no “Público” deu-me oportunidade de rever a minha posição.Com efeito, o Tribunal da Lourinhã condenou o candidato do MMS à câmara da Lourinhã por ter mentido à GNR e em Tribunal, “ao dizer-se vítima de agressões físicas e roubo por um adversário político”. Não satisfeito com isso, o candidato do MMS pegou num megafone e desatou a insultar as pessoas do partido a que pertencia o acusado.
Para dar mais credibilidade à cena, João Nunes Alves declarou ter sofrido lesões na cabeça e nas costas, facto que foi desmentido por uma perícia médico-legal.Perante a confirmação da calúnia, o Ministério Público ordenou a abertura de um processo crime contra o candidato do MMS, “por denúncia caluniosa e perjúrio”.
Não se pode daqui inferir qualquer suspeição sobre o MMS, mas vale a pena dizer aos responsáveis do partido que antes de apresentarem a candidatura de um dos seus membros a um cargo político, tenham o cuidado de investigar a sua conduta e comportamento cívico.

O mundo mudou mesmo... desde Hannover

Quando fazia pesquisas para um trabalho sobre o desenvolvimento sustentável e os modos de vida urbano, encontrei a Declaração de Hannover, um documento assinado em 2000 por cerca de um milhar de presidentes de municípios europeus durante a III Conferência Europeia das Cidades Sustentáveis.
Não resisti a transcrever este pequeno excerto do apelo dos munícipes inscrito na Declaração de Hannover e que, em minha opinião, traduz de forma bem explícita algumas importantes mudanças verificadas na última década. Em relação ao poder local, à ideia de construção europeia e ao conceito de desenvolvimento sustentável.

" NÓS, PRESIDENTES DE MUNICÍPIOS DA EUROPA E REGIÕES VIZINHAS REUNIDOS EM HANNOVER, APELAMOS À COMUNIDADE INTERNACIONAL PARA:

(...)
b) parar o "dumping" laboral e ambiental incorporando em acordos de comércio internacional e multilateral normas sociais e ambientais, contribuindo assim para a redução da pobreza;(c) eliminar as dívidas externas de países terceiros, através de programas de redução da dívida;
(d) encorajar maior autonomia do governo local e apoiar o desenvolvimento de políticas ambientais locais através de acordos multilaterais;
(e) proporcionar fundos adequados para as organizações financeiras internacionais para o desenvolvimento sustentável, em particular, estabelecendo um fundo para o desenvolvimento urbano sustentável no âmbito do programa "Global Environmental Facility"."

Uma prenda de Natal



O Rogério, com a generosidade que lhe conhecemos, ofereceu a todos os participantes no conto colectivo de Natal promovido pela Fê, esta belíssima árvore de Natal que não resisti a partilhar convosco. São estes gestos que distinguem a blogosfera e incentivam a permanecer por cá. Obrigado amigo!