quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Importam-se de me explicar?



Há notícias que leio duas e três vezes, mas não consigo entender. Provavelmente, serei muito burro ou... analfabeto funcional. Peço por isso a vossa ajuda. Expliquem-me, por favor, como é que a substituição da calçada portuguesa, por outro tipo de pisos, "vai ajudar à fixação de mais famílias e empresas em Lisboa."

Já agora, sem querer abusar da vossa paciência, agradecia que me esclarecessem outra coisa. Se a perspectiva é reduzir a área da calçada portuguesa na próxima década, como se justifica que a CML esteja a pavimentar a Duque d'Ávila com essa calçada desde o "El Corte Inglês" até ao Arco do Cego?

Quem atira a primeira pedra?


Hoje é o Dia Internacional do Combate Contra a Corrupção e, como é hábito, foi revelado um estudo da Transparency International sobre o estado da corrupção no mundo.
Os portugueses- como seria de esperar- elegeram os políticos como os mais corruptos. Confesso que tenho as maiores dúvidas sobre esta apreciação dos portugueses. Se cada um olhasse para dentro de si, chegaria à conclusão que, nos seus comportamentos diários ( quando aldraba as Finanças na declaração do IRS, não passa facturas, presta declarações falsas para receber subsídio de desemprego , apresenta atestados médicos quando está são como um pêro, insiste com o polícia para lhe perdoar a multa, etc.etc.etc . está a ser actor de um acto de corrupção).
O que mais por aí há, infelizmente, são corruptores e corrompidos. Eu próprio já vos confessei que fui corrompido. De forma involuntária, mas fui. Por isso, neste dia, convido-vos a (re) ler a minha confissão sobre as circunstâncias em que fui corrompido.

Cavaco contorcionista


A decisão de Carlos César recorrer a verbas do governo regional para compensar os funcionários públicos que ganham entre 1500 e 2000 euros é ilegal? Talvez...
Reagiria Cavaco Silva da mesma forma se a decisão tivesse sido tomada por Alberto João Jardim? Obviamente que não.
Afirmo-o sem qualquer hesitação, baseado em factos. Lembro apenas, à guisa de exemplo, que depois de ter sido enxovalhado por AJJ, o PR foi à Madeira e achou normal ter sido impedido de visitar a Assembleia Regional. Também não reagiu à suspensão do Parlamento madeirense durante uma semana e considerou o facto de Alberto João Jardim ter afirmado que a Assembleia Regional estava cheia de loucos “uma situação normal em política”.
Quando AJJ decidiu classificar todos os professores com “Bom”, zombando das regras de avaliação determinadas pelo governo, Cavaco Silva não se lembrou da Constituição, nem de reclamar igualdade de direitos para todos os portugueses, preferindo remeter-se mais uma vez ao silêncio , mas enxofrou-se com o Estatuto dos Açores, por lhe retirar poderes.
Eu sei que o Natal é época de circo, mas o que eu menos desejava, neste momento, era ver o PR a desempenhar o papel de contorcionista. Agora já não me admiro se , no Carnaval, Cavaco for à Madeira desfilar ao lado de AJJ. Só tenho dúvidas é quanto à máscara que irá usar. Mas tenho um palpite...

Pelo país dos blogs

Quando regressei, tinha na minha caixa de correio um convite para tomar um café aqui. Fui com muito gosto e, como esperava, fui muito bem recebido pelo anfitrião e pelo Jorge Palma. Ide lá, porque a vida continua mesmo com esta invernia.