quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Deixa-me rir!

Os senhores do FMI- com quem Pedro Passos Coelho, seguindo o estilo de Miguel de Vasconcelos, diz estar dipsonível para governar- defendem que a principal causa da crise que estamos a viver é fruto das desigualdades sociais e da injusta disribuição de riqueza promovida pelos Estados.
Curiosa esta postura do FMI que, nos países onde é chamado a intervir, tem precisamente contribuído para o aumento dessas desigualdades, aplicando a receita da diminuição das despesas sociais do Estado e aumentando a riqueza das empresas. Bem prega Frei Tomás...

Lá vai Lisboa...


“ … E mesmo que esteja frio
Que os barcos fiquem no rio,
Parados sem navegar,
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar.”(…)
( Recado a Lisboa)
Concedo que montar um Luna Park no Rossio, durante a época de Natal, não foi das melhores ideias do executivo de António Costa. É certo que Lisboa tem saudades de uma Feira Popular, mas aquilo é uma mostra pouco digna para quem nos visita durante esta época do ano.
Vendo a coisa por outro prisma, percebo a bondade da iniciativa. Numa época de crise, o Luna Park improvisado irá animar a baixa e o comércio local, tão carente de consumidores dispostos a gastar uns cobres nos estabelecimentos que definham, à espera de uma morte anunciada .
Entretanto, Lisboa moderniza-se com um parque hortícola no Vale de Chelas, o que lhe irá conferir, certamente, aquele ar picaresco das nossas aldeias. O Circo Chen está instalado nos terrenos da antiga Feira Popular que, lá para o Verão, talvez se transforme em “drive-in” se para tal houver engenho e arte da vereação lisboeta.
Aguardemos a inauguração de novos fontanários na Praça da Figueira e de um coreto nos Restauradores, ou no Parque Eduardo VII, onde nas tardes de domingo actuará a orquestra filarmónica da GNR.
No Terreiro do Paço, aproveitando a sinergia com os palhaços que andam nas imediações, será instalado um circo permanente. Para completar o ramalhete, ficará apenas a faltar a instalação, nas faixas laterais da Avenida da Liberdade, de barracas de tirinhos, farturas e couratos. Na faixa central, funcionará o mercado de hortícolas, onde os agricultores do Vale de Chelas desfilarão, recriando os pregões para publicitar os seus produtos.
O Marquês de Pombal será transformado, nas tardes de domingos e feriados, em pista de dança, onde decorrerão animados bailes populares. Um diligente disc-jokey passará incessantemente música de Tony Carreira, Marco Paulo, Emanoel, Mónica Sintra e outros artistas portugueses do agrado dos dançantes que, além do farnel, levarão garrafões de cinco litros e grades de cerveja, para manterem a boa forma.
Ao cair da noite, ouvir-se-á o ribombar de foguetes, mesclado com o toque dos sinos, anunciando aos lisboetas que é hora de regressar a casa, porque na segunda-feira a crise continua.

A esmola

Repesco este post só para lembrar que a Alemanha não deu nenhuma esmola aos países em dificuldades. Apenas fez um negócio de "brinquedos de guerra". Tem video aqui, para quem tiver ficado com dúvidas.

Adenda: Neste post, por razões óbvias, que nada têm a ver com ignorância sobre a formação académica de Ângela Merkel, contabilista devia estar entre aspas. Lapso meu, de que me penitencio.

Pelo país dos blogs

Tencionava aproveitar o feriado para escrever sobre as previsões das organizações internacionais em relação a Portugal, relembrando os seus sucessivos falhanços. No entanto, depois de ler este post em "A Carta a Garcia", já não tinha quase nada a acrescentar. Leiam, porque me parece indispensável.