sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Criativos, precisam-se!

A campanha eleitoral na Catalunha tem demonstrado que a criatividade dos catalães, em termos políticos, está nivelada abaixo de cão.
Os jovens socialistas, cada vez mais afastados da realidade e talvez inspirados na campanha da JS portuguesa dos anos 90 que gerou grande polémica ( “Deixa-me Seduzir-te”) produziram um vídeo onde uma eleitora simula um orgasmo no momento em que introduz na urna o boletim de voto.
Os jovens do Partido Popular ( a quem Pedro Passos Coelho correu a beijar a mão, pouco tempo depois de ter sido eleito líder do PSD) foram mais pragmáticos e, quiçá, sintonizados com a sua ideologia. Produziram um jogo de computador em que a sua candidata vai acumulando pontos, à medida que dispara contra os independentistas e imigrantes ilegais.Dois bons exemplos da falta de sanidade mental que parece ter atingido, inexoravelmente, “nuestros hermanos”.
No dia 28, de acordo com as sondagens, a CiU regressará ao poder.

Aduzinda, aliás, Maria


No tempo em que as empregadas domésticas se chamavam criadas, usavam fardas e grinaldas, trocavam a casa dos pais pela casa dos patrões e havia mais candidatas a criadas de servir do que hoje em dia há candidatos a jornalistas à procura de um emprego, Aduzinda foi oferecer-se a casa de D. Amélia.
Levava uma carta de recomendação de D. Benvinda, amiga de D. Amélia desde o tempo em que tinham andado a estudar para boas mães, no colégio do Rosário. D. Amélia despedira na véspera aquela que há dez anos a servia fielmente, por ter cometido o crime de deixar esturrar a carne do jantar e salgado as batatas fritas.
Aduzinda- lia-se na carta de recomendação que deveria usar, no caso de não agradar a D. Amélia -era honesta, de uma fidelidade canina (sic) e cozinhava maravilhosamente. Estava desempregada, porque D Benvinda, a anterior patroa, se ia mudar de armas e bagagens para Lisboa, acompanhando o marido convidado para ministro de Salazar.
D. Amélia não precisou de ler a carta de recomendação. Olhou para Aduzinda, lembrou-lhe com ar severo as regras da casa e disse:
- Terei muito gosto em que trabalhes aqui, mas há um problema…
-….???
- Todas as criadas que trabalharam cá em casa, anteriormente, se chamavam Marias. Se quiseres que eu te aceite, terei que te chamar também Maria, porque o teu nome é muito difícil de pronunciar.
Aduzinda agradeceu com um brilhozinho nos olhos e apenas respondeu, de olhar baixo:
- Não faz mal, minha senhora. Eu também não gosto do meu nome.
E foi assim que Aduzinda foi crismada, para o resto da vida, sem necessidade de ir à Igreja, nem formalidades burocráticas.

Pelo país dos blogs

Se já havia sobejas razões para visitar o Rogério, agora à sexta-feira há uma razão suplementar para passar por lá.