sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Prémios Gazeta


Embora não me fique bem falar em causa própria ( como muitos saberão sou membro da Direcção do Clube de Jornalistas, entidade que atribui os prémios) não resisto a fazer uma referência aos prémios Gazeta -os mais prestigiados galardões atribuídos em Portugal, no âmbito do jornalismo.
Na última segunda feira, Miguel Carvalho ( jornalista da Visão) recebeu o Grande Prémio Gazeta 2009, pelo seu trabalho “ Os Segredos do Barro Branco”, que gira à volta de Joaquim Ferreira Torres, figura polémica da oposição violenta ao 25 de Abril, que viria a ser assassinado em 1979.João Paulo Guerra foi galardoado com o prémio Gazeta de Mérito, destinado a distinguir jornalistas que, ao longo da sua carreira, têm prestigiado o jornalismo.
Habitualmente é também atribuído o prémio Revelação, que destaca ao trabalho de jovens promessas do jornalismo em Portugal. Este ano, pela primeira vez ( pelo menos desde1998, data em que passei a integrar a direcção do CJ) este prémio não foi atribuído, porque o júri não encontrou trabalhos que merecessem essa distinção. Uma decisão que exige uma séria reflexão sobre o futuro do jornalismo em Portugal.

Blogosfera 1- DN - 0

Na sequência das dúvidas que deixei expressas neste post, o leitor (a?) Wildrose esclarece na caixa de comentários o que se passou em Verdelhos e a razão da reacção popular. Devo dizer que fico muio satisfeito por ter havido quem repondesse ao meu pedido e esclarecesse a situação, coisa que infelizmente o DN não fez. Fica assim demonstrado que a blogosfera é capaz de fazer aquilo que a imprensa às vezes não faz: repôr a verdade dos factos. Parece-me que a conclusão a tirar, depois de ler o comentário do referido leitor, é que teria sido melhor o DN não dar a notícia, a tê-lo feito da forma desconchavada como fez.Ter-se-ia evitado a confusão. No entanto, vale a pena ver o outro lado da situação. A blogosfera pode ajudar a esclarecer aquilo que às vezes os jornais não fazem. Isso é, em minha opinião, serviço público.

Ex-libris de um Porto Sentido

Livraria Lello ( fachada)

Ano passado, a Livaria Lello, no Porto, foi considerada pelo “The Guardian” uma das três mais belas do mundo. Este ano, foi a Lonely Planet a fazer igual distinção. Ainda há dias estive lá e pude constatar o ar de admiração dos inúmeros turistas que a visitavam e se detinham a tirar fotografias para a posteridade. Mais bonita do que a Lello, em minha opinião, só mesmo a Ateneo, em Buenos Aires, que na classificação da Lonely Planet ficou em segundo lugar. A mais bela das mais belas, segundo a LP é a City Light Books em S. Francisco. Que também conheço mas, em minha opinião, perde para as duas.
Depois de a Casa da Música ter sido classificada pela Times como um dos cinco mais belos edifícios da década e de o Buhle ter sido um dos cinco finalistas do concurso “Best New Restaurant” promovido pela Wallpaper, pode dizer-se que no trinómio leitura, cultura e gastronomia, não há cidade em Portugal que se assemelhe ao Porto.

Dia de Santa NATO

Hoje, alguns milhares de funcionários públicos não vão trabalhar. Muitos aproveitarão para fazer compras de Natal, outros gozarão um fim de semana prolongado num qualquer estabelecimento hoteleiro, ou aproveitarão para ir à terra. Ficarão gratos por esta tolerância de ponto, típica de um país subdesenvolvido que, apesar de estar à beira da bancarrota, se continua a comportar como a cigarra de La Fontaine. Alguns perguntarão: quem é essa NATO que nos deu folga hoje? Deve ser uma gaja importante! Será alemã? Outros irão à Missa para agradecer a benesse à Santa Nato ( apenas um irá agradecer à Santanette)Quantos perceberão que esta tolerância de ponto é um sinal de um país à beira da demência?