quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nobel da Economia: mais uma injustiça!



Infâmia! Vergonha! A Academia Nobel voltou a cometer uma tremenda injustiça, agora na atribuição do prémio da Economia. Que fizeram de útil Peter A. Diamond, Dale T. Mortensen e Christopher Pissarides ( atentem bem no nome deste cipriota...)?. Claro que houve politiquice na escolha. Se houvesse justiça, o prémio teria sido atribuído a Medina Carreira, esse brilhante cérebro que já foi ministro das finanças, mas se esqueceu de aplicar as receitas que diariamente vomita aos microfones da rádio ou diante das câmaras de televisão.

É verdade que a concorrência era muita, pois não faltavam brilhantes economistas portugueses candidatos ao cargo, todos eles com experiência de cargos governativos, todos responsáveis pelo belíssimo estado da economia portuguesa.

Como é que em Oslo ninguém reparou em nomes como João Salgueiro, Braga de Macedo, Ernâni Lopes, Daniel Bessa, o próprio Cavaco Silva ( e muitos outros) que tanto incentivaram os portugueses a viverem acima das suas possibilidades recorrendo ao crédito e endividando-se?

Como é possível que o juri do Nobel da Economia não tenha reconhecido o grande empenho dos ministros das finanças que nos governaram nos últimos 30 anos em presentear a alta finança com "benesses" sucessivas, reclamando não poderem ter sido mais magnânimes porque os funcionários públicos são um estorvo?

Todos estes ex-ministros das finanças mereciam o galardão ex-aequo, pelo facto de terem excelentes ideias para salvar o pais da bancarrota, apesar de nunca as terem posto em prática quando ocuparam o cargo. No entanto, se a Academia apenas quisesse premiar um, Medina Carreira seria o homem indicado. O homem sabe tudo, tem receitas para todos os problemas, faz uma dupla magistral com Mário Crespo, mas é um incomprendido e um injustiçado. Então não se lembram como ele elogiou profusamente as medidas tomadas pela Irlanda, aconselhou o governo português a seguir exemplo e prognosticou, do alto da sua sabedoria, a recuperação do país em dois ou três anos?

É verdade que o défice irlandês em vez de descer, subiu de 13 para 32 por cento, mas isso é apenas um pormenor e até os génios como Medina Carreira podem cometer um errozito.

Daqui proponho a Paulo Portas ( também ele um grande admirador do milagre irlandês) que seja o primeiro subscritor de uma petição reclamando o Prémio Nobel da Economia para Medina Carreira, pela sua perspicácia na análise da situação económica da Irlanda. Só assim será possível reparar a tremenda injustiça cometida pela Academia Nobel, que ignorou a genialidade de um português e premiou uns tipos quaisquer que ninguém conhece.