terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República?


Assinala-se hoje o Centenário da implantação da República. Entre festejos que, presumo, estejam a decorrer em todo o país, com pompa e circunstância, não se pode ignorar que o PM anunciou há dias ao país a recessão económica, o que me parece obnubilar as comemorações. Para além de um brutal aperto do cinto que atingirá quem trabalha, mas dará a folga de mais um furo no cinto dos barrigudos da alta finança nacional e internacional, as medidas anunciadas por Sócrates irão diminuir o consumo interno, gerando dificuldades às empresas e aumentando o desemprego. É tão óbvio, que nem é preciso explicar.
O que festejamos então na República? O fim da sucessão dinástica? Também não. O poder continua a ser plebiscitado nas urnas, mas a escolha vai invariavelmente para membros da mesma família do Centrão. É certo que não será o filho de Sócrates a suceder-lhe no trono de S. Bento, mas ninguém tem dúvidas que será um seu primo, chame-se ele Coelho ou qualquer outro nome. Não é novidade para ninguém, que o poder em Portugal está há muito nas mãos da mesma família política. Que se vista de laranja ou rosa, é hoje em dia indiferente a um grand número de portugueses, que os vêem como primos unidos pelo casamento, com o propósito comum de os espoliar. Ora eu sempre ouvi dizer que devemos desconfiar dos casamentos entre primos, mas o povo português parece não dar importância a isso , continua a acreditar que assim é que estamos bem e recusa-se a dar oportunidade a outros para governar. Sendo assim estão bem lixados, mas cada um sabe da sua vida e quem sou eu para os contrariar…
Há quem afirme que a República fortaleceu a nossa independência. Que independência? De Castela? Talvez… mas entre Castela e as agências de rating, venha o diabo e escolha. Fatal como o destino é que dentro de alguns meses, por imposição desses agentes espúrios que comandam a economia mundial por detrás de um biombo e da toda poderosa Alemanha que vendeu ao senhor Portas submarinos contrafeitos e recuperou a sua economia e a credibilidade internacional obrigando os países em dificuldades a comprar-lhe material de guerra, a troco de um aval para os empréstimos que se viram obrigados a contrair, junto dos grandes exploradores internacionais, os portugueses estarão confrontados com uma recessão económica e a sujeição a novas medidas draconianas que os atirarão, irremediavelmente, para a cauda da Europa durante longos anos.
Daqui a uns meses as agências de rating aumentam novamente os juros, farão novas exigências, com sorte há um ou dois bancos portugueses a ir à falência, o governo lança-lhes a tábua de salvação, atirando-lhes com mais dinheiro dos nossos impostos e vamos ficar muito pior.
Eu já vos avisara, ano passado, que 2010 iria ser muito pior do que 2009. Agora é melhor prepararem-se para mais quatro ou cinco anos de míngua. Pelo menos…
E viva a República! (Os reizinhos, viscondes, bobos da corte e concubinas que pululam por aí já são suficientes para nos azucrinar)
PS: Ainda não me é possível visitar-vos mas espero, em breve, voltar a bater-vos à porta para vos saudar e matar saudades. Sempre que possa, vou dando notícias.