sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Imagens da nossa memória (35)


E assim terminam as Imagens da nossa Memória. Com um convite para dançar o Twist.

Pausa para publicidade (23)

Tudo depende para onde se emigre, mas aqui fica a sugestão. Para mim, não dá...

Imagens da nossa memória (34)


Condenado à morte quando rebentou a guerra dos detergentes, protagonizada pelo Tide e pelo Omo, passaram-lhe a certidão de óbito com a descoberta dos "glutões" do Presto. Resistiu nos lavadouros, enquanto existiram lavadeiras, mas desapareceu dos cenários domésticos com a entrada em cena da máquina de lavar que destronou os velhos tanques de pedra.O outrora famoso sabão azul e branco ganhou um novo fôlego, graças à gripe A e à ministra da saúde, Ana Jorge, que o aconselhou para lavagem das mãos, como alternativa aos desinfectantes. Voltou a ser notícia nos jornais. Fico a saber que no Norte se vende em versão rosa. Vá lá saber-se porquê…A maior fatia da produção (seis mil toneladas) destina-se ao mercado africano, garantindo 26 postos de trabalho em Portugal. Depois do conselho da ministra, a empresa aumentou significativamente o volume de vendas em Portugal. É curioso constatar, no mercado das novas tecnologias, a ressurreição de “velharias” com novas potencialidades.
Debelada a gripe A, logo alguém - receoso de que se perdessem as potencialidades do sabão macaco- decidiu utilizá-lo no campo da literatura. O advogado Hugo Marçal lançará na próxima segunda-feira um livro com o sugestivo título "Sabão Azul e Branco". Hugo Marçal foi acusado de mais de 40 crimes no âmbito do processo Casa Pia, cuja sentença foi hoje proferida. Não poderia haver título mais sugestivo e imagem mais adequada ao dia de hoje.
O " Sabão Azul e Branco" - também conhecido como sabão macaco- é multifunções e serve para tudo. Bem... quase tudo... porque apesar das suas múltiplas potencialidades, nunca conseguirá apagar uma nódoa como Laurentino Dias. E é pena, porque sendo ele também secretário de estado da juventude, prestou, com a sua actuação no caso Queiroz um mau serviço prestado ao país e deu um mau exemplo aos nossos jovens, que mereciam ter como representante, alguém que, na sua forma de agir, não revelasse resquícios da Mocidade Portuguesa.

A "Rentrée"

Lembro-me bem de um texto do meu livro de francês com este título. A palavra “rentrée” é uma das palavras francesas que sempre me fascinou. Não pela sua sonoridade, mas pelo seu significado, que não tem equivalência em português.
Li aquele texto vezes sem conta. O que me eriçava a epiderme quando pronunciava a palavra “rentrée” não era apenas a dificuldade da tradução, era também a impossibilidade material de transpor o conceito para o modelo de vida lusa da época, em que muito poucos tinham direito a um mês de férias.
Desde que a imprensa se apropriou da palavra para assinalar os comícios que marcam o regresso de férias dos políticos, que a palavra deixou de exercer em mim o mesmo “glamour”.Hoje, curiosamente, voltei a sentir o fascínio de outrora. Talvez por saber que neste fim de semana em que a maioria dos portugueses regress de férias e a vida volta às suas rotinas, para mais um ano de labuta, é a minha altura de partir. Mas a “Rentrée” continua a ser, inevitavelmente, no primeiro fim de semana de Setembro e continuo a vê-la assim:
Ei-los que chegam! Pele tisnada dos ares algarvios, carregando no acelerador o peso das amarguras, ou ensaiando malabarismos em ultrapassagens acrobáticas, num treino para o equilíbrio do orçamento mensal, desaguam nas ruas da grande cidade com o ar triste de quem regressa às rotinas diárias. Voltam a abarrotar –se os transportes; regressam as filas intermináveis caracoleando nos acessos à cidade; os balcões das pastelarias voltam a animar-se em refeições rápidas de come em pé, num menu “standard” SFB ( sopa, folhado e bica); as escolas voltam a ser palco de disputas entre professores e alunos e a ministra voltará à sua função de árbitro parcial numa contenda interminável.A cidade volta a tornar-se insuportável, os que cá ficaram suspiram pelo próximo Agosto, ou por aqueles dias de Natal e Ano Novo, quando a cidade se volta a esvaziar, para um encontro repetido de famílias, cumprindo o ritual de troca de presentes. Até lá suceder-se-ão fins de semana, num movimento de io-io entre a cidade e a “terrinha”, continuaremos a assistir ao regresso a casa de carros a abarrotar de mantimentos e agruras. Para a maioria das pessoas é assim que se renova a vida. Na sequência repetitiva do asfalto, nas areias de uma praia a abarrotar, no contar de mortos em acidentes de viação, provocados pela incúria e loucura de uns quantos. Para telenovela, o argumento até não me parece mau… mas para modo de vida parece-me curto de ambição!

Obrigado. Muito obrigado!

Ao contrário do que é habitual, o CR não sentiu a baixa de audiências durante o mês de Agosto. Bem pelo contrário... Agosto foi o mês com maior número de visitantes, ao longo destes quase três anos. Foram batidos todos os records, com quase 9 mil visitantes e mais de 17 mil page views. O meu muito obrigado pela vossa paciência em aturar os meus humores e terem, ao longo destes anos, contribuído para que esta maré não parasse de encher. Foi o melhor presente que me podiam dar em vésperas do 3º aniversário do CR. Não há vizinhos como vocês. Mil vezes obrigado.

Pelo país dos blogs (87)

Que não há limites para o ridículo, eu já sabia. Também sempre duvidei que houvesse gente tão estúpida como os conservadores americanos. Agora, fiquei a saber, pela Palmira, que a estupidez no "país mais civilizado do mundo (???)" é uma forma específica de apelar aos votos dos cretinos.