quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pausa para publicidade (21)


Copos de vinho e pãezinhos sem sal


Já todos mofámos de e-mails alertando-nos para determinados riscos para a saúde, decorrentes de certas práticas alimentares. Já todos rimos com mails que nos perguntam como terão sobrevivido os nosso avós, arrostando contra os perigos para que hoje nos alertam permanentemente.
Chegou a altura de nos persignarmos perante algumas incoerências da segurança alimentar. Alguém me explica, por exemplo, qual a razão de ter sido imposto um limite para o sal no pão e ter sido permitida novamente a venda de vinho a copo, favorecendo a gula dos mixordeiros e aumentando desmesuradamente os lucros da restauração? E por que razão voltaram os galheteiros às mesas dos restaurantes, depois de uma enorme campanha contra a sua utilização? Há aqui qualquer coisa que não bate certo...
"É a economia, estúpido!" -ouço alguns leitores vozear ao longe

Imagens da nossa memória (32)


O meu primeiro computador era igual a este. Nem imaginam o que me custou trocar o velho Mac pelo PC!

O país a preto e branco


Estação de Metro da Cidade Universitária. O tempo não me permite comer mais do que uma bucha antes de ir ao Hospital. Decido parar no café do Metro. Ao balcão dois homens conversam alto, amparados em minis. Um é preto, o outro branco.
Enquanto sou aviado, ouço a conversa. O preto, de voz enrolada denunciando depósito atestado de álcool, vocifera contra “este país”. Reclama mais apoios do governo. Elogia o governo do seu país, que não deixa as pessoas ao abandono. O branco tem sotaque revelador das suas origens: o leste europeu. Ri-se e abana a cabeça, perante os argumentos do parceiro de conversa. A determinada altura pergunta:
- Onde você nasceu?
- Na Guiné.
- E quando veio para Portugal?
- Faz tempo. Há mais de vinte anos.
- Então porque não volta, se ali é tão bom e aqui tão mau?
O preto balbucia algo imperceptível, numa voz movida a álcool.
-Olhe, quer um conselho? Se isto é tão mau, pegue o metro e vá até ao rio. Lá tem muito barco. Apanhe um e volte para o seu país- recomenda o imigrante de Leste.
-Ah, isso não, que lá tem guerra e as pessoas andam nas ruas aos tiros, responde o africano.
O branco soltou uma sonora gargalhada e pediu mais uma mini.
O tempo escasseava. Paguei e fui em passo de corrida para o Hospital Santa Maria. Com pena de não ter assistido ao desenrolar da conversa.

A Bem da Nação

Mão amiga fez-me chegar a Resolução nº 21/ 2009 ( publicada no DR de 26 de Março ) da Assembleia da República sobre o regime de presenças e faltas ao Plenário em cujo nº7 se pode ler esta pérola preciosa:
“ A palavra do Deputado faz fé, não carecendo porisso de comprovativos adicionais. Quando for invocadoo motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana".
São estes regimes de excepção que credibilizam a democracia e a actividade dos deputados. A bem da Nação.

Pelo país dos blogs (85)

Por mais inesperada que seja, há sempre uma razão atendível que espera por si.