sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Amanhã em (quase) todo o mundo


Não acredito que haja algum leitor do CR que não conheça a história desta mulher mas, na eventualidade de isso acontecer, sugiro-vos que leiam aqui

Pausa para publicidade (16)


Os animais são os nossos melhores amigos

O governo vai contratar 150 mil cabras para combater incêndios. Devo dizer que concordo em absoluto, porque os inconscientes que andam por aí a atear fogos são mesmo uns c…. e pode ser que as cabras os amansem.
Permito-me, no entanto, sugerir outras medidas complementares que teriam, entre outras, a virtude de contribuir para o repovoamento do país, onde não faltam animais, mas falam todos muito alto e não se ouvem uns aos outros. Assim, a minha proposta ínicial seria a seguinte:
- Contratar 9, 9 milhões de baratas para combater a carestia de vida.
- Contratar 5 milhões de cigarras para a luta anti-tabágica.
- Contratar um número indeterminado de cadelas , para combater o alcoolismo. ( Não esquecer que ao fim de semana é necessário reforçar a vigilância)
Quanto ao animal a quem deverá incumbir o combate à sinistralidade, aceito as vossas sugestões, mas permito-me avançar com a hipótese de serem contartadas umas tartarugas, para combater o excesso de velocidade. Só que isso não chega...

Olhos nos olhos


O painel plantado na parede da sala emitiu um sinal sonoro. Olhei. Era a minha vez. Avancei resoluto, cumprimentei , a senhora retribuiu o cumprimento sem tirar os olhos do computador. Expus-lhe a primeira questão. Imperturbável, respondeu-me sem desviar os olhos do ecrã. Segunda questão mais complexa. Depois de uma pausa respondeu com uma pergunta que me pareceu descontextualizada. Era notório que não percebera a questão que lhe colocava. Repeti a pergunta.
- Ah! Não lhe sei responder ao certo.
Como não podia responder a uma questão que, obviamente, só podia ser sim ou não? Pedi-lhe:
- Por favor, preste atenção. Olhe-me nos olhos. Não percebeu a minha questão pois não?Finalmente tirou os olhos do computador. Olhou-me e disse:
- Estava a pensar na sua pergunta.
Voltou a fixar os olhos no computador. Pausa. Ao fim de uns 30 segundos perguntou:
-Mais alguma coisa?
- Sim, mas só lhe posso fazer a pergunta seguinte se me responder a esta.
Sorriu. Qualquer coisa tinha corrido bem no que estava a fazer no computador. Finalmente olhou-me nos olhos.
-Então, diga lá. Qual é exactamente a sua questão?
Respirei fundo e repeti a pergunta.Voltou a colar os olhos ao ecrã e sugeriu:
-Porque não consulta o nosso site na Internet? Eu dou-lhe o endereço…
-Fui ao vosso site na Internet antes de vir aqui. Não encontrei resposta para a minha pergunta, porque a resposta depende de dados que eu lhe estou a dar e no site da Internet não é possível introduzir. Lá mesmo diz para consultar um balcão e colocar a questão, porque a resposta depende da situação de cada um.
- Espere um momento, por favor…
(Levantou-se a contragosto e foi falar com um colega. Voltou passado meio minuto com a resposta).
-Então, sendo assim, quero mudar o valor do seguro.
Finalmente tirou os olhos do ecrã.
- Nesse caso terá de tirar outra senha, para ser atendido pelo meu colega. Eu não posso fazer a alteração.
- Tirar outra senha? Esperar mais meia hora para ser atendido, porque a senhora não pode fazer a alteração? Isto é de loucos, não lhe parece?
- São ordens superiores, não posso fazer nada…
O colega com quem ela estivera a falar, para responder à minha questão, deve ter ficado atento ao desenrolar da conversa. Levantou-se com um papel na mão. Murmurou-lhe qualquer coisa ao ouvido que a deixou incomodada. Voltou-se para mim e começou a pedir-me os dados.
- Olhe, pensei melhor. Afinal, o que vou fazer é anular o seguro e tratar do assunto com outra companhia.

Imagens da nossa memória (27)

Eu odiava isto. E vocês?

Pelo país dos blogs (83)

Este vídeo, apesar de bárbaro, deu-me algum conforto. Eu explico. Há tempos escrevi isto e houve quem pensasse que a cena tinha sido fruto da minha imaginação. O video vem demonstrar que, por muito que nos custe acreditar, a realidade é, por vezes, muito mais violenta do que a ficção.