quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Os glutões desmascarados

Já aqui critiquei várias vezes a DECO pelo marketing agressivo que pratica na divulgação das suas publicações. No entanto, é justo dizer que quando se trata de defender os interesses e direitos dos consumidores, a DECO vai à luta e consegue obter alguns frutos. Como aconteceu agora, ao denunciar as práticas de alguns bancos que "jogam" na falta de informação do consumidor para garantir para os lesar.

Alertada por alguns consumidores sobre as cláusulas abusivas incluídas nos contratos de crédito à habitação, que salvaguardam a possibilidade de aumentar as taxas de juro, unilateralmente, bastando-lhes invocar alterações da conjuntura económica, a DECO denunciou a situação ao Banco de Portugalque promete agir.

Poder-se-á lamentar o facto de ter sido necessário uma associação de defesa dos consumidores alertar a Entidade Reguladora, para que esta reagisse. Haveria, porventura, outras entidades que o deviam ter feito se não andassem a dormir, mas o importante é realçar que a DECO cumpriu bem o seu papel de informar e defender os consumidores.

O que tem de ser tem muita força...

Ao início da tarde dirijo-me a um serviço público. A entrada está obstruída, porque um grupo de jovens decidiu sentar-se nas escadas de acesso. Não satisfeitas com isso, as jovens espalharam mochilas, sacos e malas em frente à porta de entrada, dificultando a marcha de quem passa na rua. Peço licença para entrar, mas nenhuma delas faz menção de se afastar. Engrosso a voz e repito o pedido. Finalmente, enfadada, uma das jovens levanta-se.
Entro no edifício e de imediato sou barrado por um segurança.Pergunta ao que vou, pede-me identificação e dá-me um papel para ser assinado pela pessoa que vou entrevistar.Não resisto a indagar a razão da presença das jovens na escadaria. obstruindo a entrada. Recebo como resposta um encolher de ombros. Insisto.
- Desculpe, mas não é sua função desimpedir a entrada?
- Não. Só se elas estivessem cá dentro.
- As escadas não pertencem ao edifício?
- Sei lá! Devem pertencer, mas elas estão na rua, não posso fazer nada…
-Não pode porquê? Se estivessem ali a insultar o director desta casa, não as obrigava a sair dali?
- Ah, se fosse assim tinha de ser.

Pausa para publicidade (14)


Afinal, naquele tempo, já havia Viagra!

Piscinas ou escolas, a mesma luta


Quando os dinheiros da Europa começaram a chegar a Portugal, num pré anúncio de jackpot do Euromilhões, foi um regabofe. Todas as vilas, vilórias e aldeias quiseram ter a sua piscina, o seu pavilhão gimnodesportivo, ou o seu fontanário luminoso. Gastaram-se milhões em equipamentos cuja manutenção se tornou altamente dispendiosa para a maioria das autarquias. Chegou-se ao ridículo de construir pavilhões gimnodesportivos com capacidade para o dobro da população de um concelho, quando no concelho vizinho já existia equipamento idêntico, com capacidade para albergar a população inteira dos três concelhos vizinhos. Não pensem que estou a exagerar. É a verdade nua e crua e demonstra à saciedade a maneira de ser e estar dos portugueses.

Um dia, acompanhando a então ministra Elisa Ferreira, numa visita pelo Oeste, ouvi-a pedir, numa reunião com autarcas, sobriedade nos projectos que candidatavam aos Quadros Comunitários de Apoio. Chamou a atenção para o desperdício e para as loucuras que estavam a ser cometidas, investindo em equipamentos sobredimensionados que seriam um sorvedouro de dinheiro para as autarquias, comprometendo gerações futuras. Pediu aos autarcas que se reunissem, cooperassem e planeassem o investimento. Propôs, por exemplo, que dois municípios vizinhos partilhassem equipamentos, em vez de cada um construir o seu. Pediu que investissem os recursos financeiros em projectos que contribuíssem para a melhoria das condições de vida das populações, sem estarem preocupados em obras de encher o olho e chamou a atenção para o facto de a torneira da Europa se fechar inevitavelmente um dia, deixando as autarquias com encargos que não poderiam suportar.
Na sala vi muitas cabeças abanar em sinal de concordância mas, assim que a sessão terminou, assisti a acaloradas discussões. Se o município vizinho tinha uma piscina, eles queriam uma piscina maior e um gimnodesportivo. A ministra que fosse defender isso para Lisboa, mas não pensasse que naquela zona do Oeste as suas palavras seriam ouvidas. ( atenção: estas situações não são exclusividade do Oeste. São um problema nacional).
Aqueles que criticam o encerramento de 700 escolas padecem do mesmo mal. Não estão a defender as crianças. Se o fizessem, aplaudiriam a medida, porque as crianças vão ter escolas com melhores condições, melhores equipamentos e ofertas pedagógicas mais satisfatórias, que lhes darão mais oportunidades de sucesso escolar. Os que são contra o encerramento, fazem-no essencialmente por inveja do vizinho que fica com a escola, ou por questões partidárias. A situação em que hoje nos encontramos é, também, fruto desta forma bairrista de estar na vida que os portugueses cultivam de forma exacerbada. Aplicada ao comportamento individual, resultou no endividamento de muitas famílias ( se o filho do vizinho tem um automóvel, porque é que o meu não há-de ter?) que hoje se debatem com dificuldades financeiras, mas não abdicam de consumos supérfluos.
Desiluda-se quem ainda acredita em algum governo capaz de mudar esta forma de pensar e ser português.

Imagens da nossa Memória (ESPECIAL)


Faz hoje 22 anos que ardeu o Chiado. Mesmo longe, não consegui conter as lágrimas quando soube a notícia. Felizmente, reergueu-se das cinzas.

Imagens da nossa memória (25)


Quando ia ao Palácio de Cristal, à Feira Popular, era obrigatório "fazer um furo". Ansiava pela bola amarela, que era retribuída com um maravilhoso chocolate de Nougat, ou outra ( salvo ero verde) que conferia o direito a regressar a casa com o " Comacompão".

Desculpem se me enganei....

Creio não andar muito longe da verdade se disser que esta candidatura desiludiu muitos comunistas. É, no entanto, uma boa notícia para Manuel Alegre e Fernando Nobre.

Yeeeeessssssssss!!!!


Grande Braga! Em Sevilha os arsenalistas exibiram-se como um grande europeu e prestigiaram o futebol português.
Infelizmente, andam por aí uns amanuenses que detestam futebol e estão empenhados em destruir o trabalho dos clubes. Com tanta erva daninha naquela Horta, não há nada que frutifique.