segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pausa para publicidade (13)


Sangue do meu sangue

Nelson Olim é o único homem que comercializa, em Portugal, um equipamento para a realização de testes de medição de hemoglobina. Este equipamento é inovador e mais barato do que os métodos actualmente usados em Portugal. O Instituto Português do Sangue (IPS) abriu um concurso para comprar estes equipamentos e poupar assim algum dinheiro.
O que parecia uma boa ideia, mas não mereceria sequer uma nota de rodapé em nenhum jornal, virou manchete de primeira página. Porquê? Porque Nelson Olim é filho do presidente do IPS. Azar!
O Estado português está proibido de poupar dinheiro e modernizar-se, quando os equipamentos são produzidos ou comercializados por um familiar de um dirigente de um organismo público. Mesmo quando esse familiar seja o único a comercializar ou produzir esse equipamento. Qual será então a melhor solução?
Despedir o presidente do IPS ou entregar ( por decreto) a comercialização do produto a um familiar de Pedro Passos Coelho?

Pedro e o Lobo*

A OMS declarou o fim da pandemia de Gripe A. No dia seguinte era anunciada a chegada iminente de uma superbactéria resistente a todos os antibióticos existentes no mercado. Alguns dias depois, um cidadão paquistanês era anunciado como a primeira vítima da bactéria na Europa. Adivinhem lá quem vai descobrir o antibiótico milagroso que há-de derrotar esta superbactéria. Os laboratórios são uns sortudos. Todos os anos ganham o Euromilhões!

* Espero que entre os responsáveis da OMS haja alguém que se recorde da história de "Pedro e o Lobo". É que com a saúde não se brinca, tá?

Imagens da nossa memória (23)


Combate aos incêndios: uma solução (im)possível?


No dia 21 de Março- Dia Mundial da Floresta- divulguei aqui as propostas apresentadas pela Fenaflorestas visando a diminuição dos riscos de incêndios. Manifestei, então, a minha concordância em relação à possibilidade de os terrenos baldios abandonados pelos proprietários virem a ser geridos por cooperativas que assegurem a sua manutenção.
Na sequência dos incêndios que têm devastado a floresta portuguesa, com prejuízos incalculáveis e perda de vidas humanas, têm surgido diversas propostas com um denominador comum: a gestão dos baldios abandonados deverá ser assegurada pelo Estado.
Nem a proposta do Bloco de esquerda, nem a do governo me parecem apresentar soluções capazes de resolver o problema. Não seria mais curial aproveitar a estrutura da Fenaflorestas e implantar as medidas propostas por aquela organização cooperativa? Tenho a impressão que seria uma solução mais fácil, mais eficaz e menos dispendiosa para os contribuintes.

Sem comentários

Quando estão em causa figuras do jet set, as decisões dos tribunais têm estes resultados. Esta senhora também gosta de se exibir com peles de animais. Elucidativo!