quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Todos os nomes*

Ao ler a carta enviada por Duarte Lima à polícia brasileira, descrevendo a mulher misteriosa com quem a sua cliente Rosalina Ribeiro se encontrou momentos antes da morte, fiquei a saber que além dos títulos de doutoras e engenheiras, as mulheres em Portugal também se podem chamar Donas. É que, a páginas tantas, escreve Duarte Lima:
“…A reunião demorou cerca de meia hora, após o que a Sra. D. Rosalina Ribeiro me comunicou que ia apanhar um táxi para Maricá, para um encontro com uma senhora de nome D. Gisele (…)”

* Título do post roubado a um livro de José Saramago

Cuidados em tempo de férias

Eu sei que muitos já terminaram as férias, mas para aqueles que as estão ainda a gozar, ou só vão de férias mais tarde, repito o aviso: CUIDADO com o enquadramento das vossas fotografias, para não vos acontecer isto...

Imagens da nossa memória (18)


Eu não sei se ainda se vendem, ou se apenas sobram as imitações, mas estas pastilhinhas coloridas eram um must numa sessão de cinema.

Imagem anterior: The Beatles

Quanto custa um copo de água?


De acordo com o secretário-geral da AHRESP ( Associação de Hotelaria, Restauração e Similares) é possível que, a partir de Setembro, os copos de água deixem de ser fornecidos gratuitamente nos estabelecimentos de restauração e similares. Ao ouvir isto, recuei imediatamente a 1975. Num fim de semana de Julho fui ter com os meus pais que estavam de férias no Hotel Alvor, no Algarve. Ao final da tarde, pedi um copo de água no bar da piscina, que me foi prontamente servido, com a pergunta:
- Paga agora, ou ponho na conta do quarto?
Devo ter arregalado tanto os olhos, que o empregado fez questão de me esclarecer a situação. Havia escassez de água, a água canalizada não era recomendável, por isso os copos de água servidos aos clientes eram de água engarrafada. Logo, teriam de ser pagos.
A AHRESP quer recuperar a prática, mas com a inovação de os estabelecimentos passarem a poder cobrar por um copo de água canalizada. Ora, em minha opinião, tal situação não é só absurda, como ilegal.
Absurda porque revela a mesquinhez a que chegou o sector. Ilegal, porque ao cobrar um copo de água que lhes é fornecida pela companhia, os empresários estão a locupletar-se com um lucro ilícito, cobrando o valor de um copo de água a um custo superior àquele que pagam ao fornecedor, já que o valor mínimo a cobrar ao cliente nunca será inferior a 1 cêntimo.
De qualquer modo, quando pedir um café e um copo de água, o melhor é habituar-se a perguntar quanto custa a água- não vá o seu preço ser superior ao da Bica. E, pelo sim, pelo não, peça a lista. Se lhe responderem que o preço não vem na lista, então recuse-se a pagar e diga que vai chamar a polícia. É que gente assim, só pode ser tratada como delinquente!

Pausa para publicidade (8)


Escola Móvel

A Escola Móvel, criada em 2005 por iniciativa de Maria de Lurdes Rodrigues, é um projecto de grande mérito a que a comunicação social nunca deu o devido relevo. Aliás, essa omissão explica, desde logo, o sucesso de um programa pois, na imprensa diária actual, quem elogiar qualquer programa de iniciativa do governo é logo considerado socrático.
A Escola Móvel destina-se aos filhos dos profissionais de circo e outros trabalhadores itinerantes, é um serviço prestado a uma comunidade com necessidades específicas e – tanto quanto sei- está a ter resultados positivos.O governo, porém, decidiu acabar com o programa, “alegadamente” para poupar dinheiro. Palavras para quê?

Pelo país dos blogs (79)

Há dias escrevi um post sobre as obras na zona do Saldanha, onde afirmava que ninguém sabia o que iam lá fazer. Teria sido mais correcto se tivesse escrito "eu não sei". Na verdade um leitor chamou-me a atenção para o erro e permitiu-me simultaneamente conhecer este seu blog onde podem ler as mais recentes notícias sobre esta zona de Lisboa. Eu errei mas, graças a um leitor atento, descobri um blog com boa informação sobre este assunto. Obrigado Paulo Lopes