terça-feira, 17 de agosto de 2010

Guantanamo com 5 estrelas?

Se a prisão do Tarrafal era assim tão boa, é bem provável que a Cruz Vermelha ainda venha a classificar Guantanamo como Hotel de 5 estrelas.

Conversas com o Papalagui (52)

- Li no jornal que a Coreia do Norte pagou uma dívida antiga à República Checa, com 20 toneladas de Ginseng.
- Isso é uma boa ideia, que Portugal podia aproveitar...
- Como?
- Pagando a dívida externa com a produção excedentária de nabos e carapaus de corrida que por aí andam.

Imagens da nossa memória (17)


Foi há 50 anos que estes patuscos apareceram, para revolucionar o mundo da música, mas eu só os conheci anos mais tarde, com “Twist and Shout” e “She Loves You”. E vocês?
Imagem anterior: Coca Cola
Esclarecimento adicional: o criador da garrafa de Coca Cola foi Alexander Samuelson, um sueco que imigrou para os Estados Unidos e haveria de criar uma das mais carismáticas garrafas de todos os tempos.
Hoje em dia, são muitas as garrafas de Coca-Cola encomendadas a artistas conceituados. É o caso, por exemplo, deste exemplar, criado pela estilista francesa Nathalie Rykiel, para assinalar os 20 anos da Coca- Cola Light.

De Woodstock a Vilar de Mouros ( com passagem pelos Festivais de Verão)


Vilar de Mouros foi um marco na minha vida, no que concerne às relações com os Festivais de Verão. Tive o privilégio de estar lá em 1971 e, quando tudo aquilo terminou, eu e os meus amigos estávamos conscientes de que nunca mais assistiríamos a nada semelhante em Portugal.
Vilar de Mouros não foi - nem de longe nem de perto – um Woodstock à portuguesa. Comparações deste jaez são anedóticas, pois nem numa análise à escala dos dois acontecimentos, a comparação é admissível. Vilar de Mouros foi soft. Uma luz tímida anunciando uma brecha no Estado Novo, que nunca se viria a concretizar, onde as drogas se fumavam tão clandestinamente, que a maioria nem se apercebeu da sua existência.
Woodstock foi hard. Não foi só drogas, a divulgação da pílula, a emancipação sexual da mulher. Foi a crença numa nova forma de vida que levou muitos a acreditar, quando de lá saíram, que mudar o mundo era possível. Em Vilar de Mouros, naquele Agosto de 1971,houve quem acreditasse que ia mudar o país, mas saiu do recinto com a noção de que a escassos metros rondava a PIDE. Saímos de lá felizes, mas com as mãos a abanar, sabendo que nada mudaria no país e quaisquer conversas sobre os enredos colaterais de Vilar de Mouros, teriam de ser travadas entre quatro paredes. Vilar de Mouros foi um epifenómeno do Estado Novo, difícil de explicar no contexto da época.
Em Woodstock, os herdeiros da beatgeneration acreditavam que iam mudar o mundo e quando o Festival terminou partiram anunciando a boa nova do Make Love Not War. Woodstock deixou frutos de Christiania a El Bolsón, ou Goa, que foram apodrecendo, é verdade, mas marcaram uma geração. Vilar de Mouros apenas deixou saudades.
No domingo, ao fim da manhã, enquanto lia os jornais numa esplanada, um grupo de jovens falava das emoções do fim de semana anterior em Zambujeira do Mar. Do desencanto, em comparação com edições anteriores. Houve também quem falasse do flop de Paredes de Coura ou do Meco e quem, de forma determinada, afirmasse que não voltaria a pôr os pés em Festivais de Verão.
Nunca fui a um Festival de Verão da “era moderna”. Para mim, terminaram mesmo em Vilar de Mouros, em 1971, porque sempre tive a sensação de que não voltaria a viver nada semelhante.
Faz hoje 41 anos que terminou Woodstock. Ano passado, nesta data, evoquei-o assim

Pausa para publicidade (7)


O mercado a funcionar


Confirma-se o que eu previra aqui. O médico holandês admitiu- em entrevista ao "Público" que não poderá pagar grandes indemnizações, porque o seguro que tem na Holanda não abrange as operações feitas em Portugal e o seguro que fez em Portugal só permite o pagamento de indemnizações irrisórias. Ali bem perto, no Pontal, Pedro Passsos Coelho terá explicado aos seus fervorosos seguidores que é o mercado a funcionar.

Pelo país dos blogs (78)

Perante a catástrofe que afecta o Paquistão, a comunidade internacional está a reagir lentamente. Ana Paula Fitas coloca algumas questões, sobre as quais vale a pena reflectir.