terça-feira, 10 de agosto de 2010

Digam-me que não sou anormal, please!!!

Já vos expliquei que vou cada vez menos ao cinema, porque detesto o cheiro das pipocas e os arrotos da Coca-Cola. Agora encontrei outro motivo para pensar duas vezes antes de entrar numa sala de cinema: as mulheres sozinhas.

Alto lá, nada de conclusões precipitadas... O que aconteceu é que este fim de semana fui ver o "Ghost Writer" ao King, sala de cinema que considerava imaculada, resistente aos modernismos mal cheirosos, mas enganei-me. Não havia ninguém a comer pipocas nem a beber Coca -Cola, é certo, mas havia pelo menos três senhoras sozinhas na sala que decidiram descalçar-se assim que alaparam os rabos nas cadeiras. Por azar, uma estava mesmo à minha frente e tive a oportunidade de constatar que enquanto lia o "Ypsilon" cortava as unhas dos pés...com os dedos das mãos! Durante o filme prosseguiu a sessão de corte.

Felizmente não consegui perceber se cheirava mal dos pés ( eu tenho um péssimo olfacto, devo confessar...) porque ao meu lado o elemento masculino de um casal - em pose de quem está na sala de estar lá de casa - tresandava tão mal do sovaco, que me tive de afastar ligeiramente. Foi então que deparei com a quarta senhora descalça. Tinha os pés apoiados nas costas da cadeira da frente, em pose imperial. Devia estar à espera que alguém lhe colocasse uma bacia de água quente para amolecer as unhas, antes de começra o corte, sei lá!

Pronto, desculpem o desabafo, talvez seja a idade que me leva a considerar estes procedimentos anormais.

Imagens da nossa memória (10)


Que belas recordações me traz esta garrafa. E a vocês?
Imagem anterior: Comunhão solene

Preso por ter cão...

Muito se tem discutido a instalação de câmaras de vigilância nas ruas, como tentativa de travar a violência. O argumento de violação da privacidade tem sido esgrimido pelos que se opõem a tal medida, enquanto os defensores da instalação das câmaras de vigilância, justificam a sua posição com o interesse público.
Independentemente das razões de ambas as partes, importa lembrar que a privacidade dos cidadãos portugueses – e do mundo em geral- está constantemente a ser violada na Internet. Ainda há dias, numa das suas crónicas domingueiras, Catarina Carvalho, directora executiva da Notícias Magazine, dizia que um amigo tinha colocado fotos dela de tempos da juventude no Facebook, o que a obrigou a “desamigar” da sua lista uma série de pessoas que não conhece.
São incontáveis os vídeos que circulam na Internet, expondo pessoas sem o seu consentimento. É um dos preços que temos de pagar pelas novas tecnologias.
Vem isto a propósito de um pedido de indemnização ao Estado português, feito por um casal que, navegando na Internet, encontrou a sua imagem no “Street View”, a passear numa rua do Lumiar( Lisboa). Não cabe aqui tomar posição sobre esse serviço. Importa, no entanto, reflectir até que ponto é compreensível que, estando o Estado impedido de colocar câmaras de vigilância nas ruas, com o objectivo de defender a nossa segurança, essa possibilidade não seja vedada a uma empresa privada.
Mais incompreensível ainda- em minha opinião- é que, confrontados com a queixa apresentada pelo casal, a Comissão Nacional de Protecção de Dados tenha decidido não autorizar as câmaras da Google a tirar fotografias para a aplicação Street View e um magistrado do DIAP ( Departamento de Investigação e Acção Penal) tenha mandado arquivar o processo, com o argumento de que as imagens foram captadas num espaço público. Os argumentos do magistrado do DIAP estão em consonância com os da empresa que alega não serem as suas imagens diferentes daquelas que qualquer pessoa pode facilmente recolher ou visualizar ao passear na rua. Cada um terá a sua opinião sobre este assunto e eu tenho a minha. No entanto, não queria deixar de colocar à vossa consideração uma questão:
- Se o Estado proibir a Google de captar imagens não faltarão os que o acusem de estar a interferir na actividade da empresa e, quiçá, a fazer censura. Deixarão, para estes, de existir razões para proibir as câmaras de vigilância. Se a decisão do Estado for no sentido de permitir a captação de imagens, não se percebe por que razão deverá ficar impedido de instalar as câmaras nas ruas e os argumentos dos que se opõem à medida cairão por terra.
A discussão em torno deste tema levar-nos-ia longe e por caminhos que agora não pretendo trilhar, mas aqui ficam as minhas dúvidas, à consideração de quem queira opinar sobre este assunto. A última coisa que eu queria era viver numa sociedade dominada pelo “voyeurismo” que viola a minha privacidade. Mas será possível, nas sociedades hodiernas, escapar a essa inevitabilidade?

Neste triste mês de Agosto

Nos próximos dias, com muita pena minha, não poderei visitar-vos. Os posts que por aqui vão surgir, estavam todos pré -agendados e optei por não os retirar. Lá para o final da semana, quando as penas assentarem, espero regressar ao vosso convívio. I'm sorry!!!
Bem hajam!

Pelo país dos blogs (74)

Nunca é demais lembrar...