quinta-feira, 5 de agosto de 2010

C'os diabos!

Tenho de começar a ter mais cuidado com o que escrevo. Então não é que depois de ter escrito este post, aumentou o número de vítimas?

O exemplo grego

A Grécia está a ferro e fogo. Poderá argumentar-se que a reacção dos trabalhadores coloca em perigo o turismo, uma das principais fontes de receita da Grécia, mas quem poderá criticar a revolta daqueles que vêem os seus salários cortados drasticamente, para pagar armamento comprado à Alemanha e França, para diversão dos miltares gregos, enquanto as instituições financeiras se empanturram de lucros?
A Grécia está a servir de tubo de ensaio da UE. Bruxelas, Berlim e Paris esticam a corda, na expectativa de poderem alargar as medidas draconianas a outros países europeus, como Espanha e Portugal. Devemos por isso estar gratos à revolta dos trabalhadores gregos. A sua luta é um sinal a Bruxelas: parem, antes que toda a Europa seja assolada por uma onda de revolta que dizimará ainda mais a economia deste continente à beira do estertor.
Esperemos que os líderes europeus ( Durão Barroso incluído) percebam a mensagem.

Imagens da nossa memória (5)


A RDP está a comemorar 75 anos. Boa oportunidade para recordar este aparelhinho. Foi num igual a este que passei bons momentos na companhia da Rádio. Foi porém, num bem mais pequenino que levava para a cama às escondidas, que ouvi alguns dos melhores programas de rádio do meu tempo, como o “Em Órbita”. E nunca perdia, às 23h30m os “ Cinco Minutos de Jazz”.Quais eram os vossos programas de rádio preferidos?
Imagem anterior: nota de 100 escudos

Bom jornalismo (também) é isto!

" Cabeças cortadas. Cadáveres atirados para o deserto. Gente raptada, violada, baleada, todos os dias. Esta é a história de como se destrói uma sociedade de fronteira. Primeiro, é o bordel dos EUA. Depois, fica escrava do comércio livre. E então o narcotráfico entra a matar, porque se tornou fácil e o dinheiro é muito. A cidade mais violenta do mundo é Juarez, fronteira do México com os EUA."

Este é o texto de entrada para a reportagem "Juarez entre a vida & a morte" , da autoria de Alexandra Lucas Coelho, que tive o imenso prazer de ler na "Pública" do último domingo. Quando cheguei ao fim, fiquei a pedir mais e, quando isso acontece, é porque gostei e me revi no jornalismo que eu amo.
As melhores refeições não são aquelas que nos deixam empanturrados, a reclamar por um Kompensam e um digestivo alcoólico, são as que nos deixam com aquela necessidade de repetência, uns dias mais tarde, porque não ficamos saciados.
Com o jornalismo passa-se a mesma coisa. O mau jornalismo ( ou jornalismo sanguessuga que agarra uma presa e só a larga depois de lhe ter sugado o sangue todo) deixa-nos enfartados, mas as boas peças transmitem-nos a sensação de que ficou a "faltar um bocadinho". E se esse "bocadinho" vem dias mais tarde, ainda melhor. Foi o que me aconteceu hoje, quando comprei o "Público". Na capa fazia-se uma chamada para mais uma reportagem de Alexandra Lucas Coelho sobre Juarez, no P2 e, claro, foi a primeira coisa que fui ler ( não as notícias sobre o caso Freeport e as guerrinhas na justiça que já me provocam náuseas). Ganhei o dia. Foi um euro bem gasto, porque li uma reportagem sobre a vida, não sobre especulações jornalísticas de profissionais da treta que andam à procura de um lugar ao sol na política.
Alexandra Lucas Coelho- a quem o Clube de Jornalistas atribuiu o Prémio Gazeta em 2005- é uma jornalista "de mão cheia". Não é por acaso. Além de excelente profissional, "tem mundo". Quando viaja, não o faz apenas para ter carimbos no passaporte e exibir em roda de amigos a sua vivência. Guarda memórias, aprende com o que vê- coisa que alguns jornalistas do internacional nunca conseguirão fazer, mesmo dando três voltas ao mundo- e depois transmite aos leitores de uma forma que nos faz sentir a fazer a reportagem ao lado dela.
Felizmente, além de Alexandra Lucas Coelho, há mais (mulheres) jornalistas de excelência em Portugal que honram o jornalismo. Já aqui tenho feito referência a algumas. Procurarei, nos próximos tempos, trazer aqui referência sobre reportagens e artigos que me reconciliam com o jornalismo.
A maioria será de mulheres, porque o jornalismo macho anda mais preocupado com "tricot político" do que com o relato da verdade.

Submarino ao fundo

Está um calor danado. Apetecia-me mesmo dar uma voltinha no Tridente!

Sem comentários...

Deixo a análise desta notícia ao vosso critério. Já não tenho pachorra para comentar estas habilidades.

Pelo país dos blogs (71)

Tanta candura, enternece-me.