segunda-feira, 26 de julho de 2010

Y Viva España?

Terminou ontem o Tour de France. Mais uma vitória de um espanhol, num ano que em termos desportivos está a correr lindamente a "nuestros hermanos".
Daqui a umas horas têm início, em Barcelona, os Europeus de Atletismo e todas as atenções se voltarão para os nossos vizinhos até final da semana. Quanto a nós, teremos certamente poucas razões para sorrir, já que Nelson Évora- uma medalha garantida- não vai poder estar presente em Barcelona, devido a lesão.
Espanha provoca-nos mesmo alguma azia em termos desportivos...
Depois de termos sido eliminados no Mundial pela Espanha, na semana passada perdemos com os espanhóis no Europeu de sub-19 e no Mundial de Sevens ( Rugby feminino). Quando acaba a malapata espanhola?

Com a verdade m'enganas

Uribe foi aos Estados Unidos exibir mapas que demonstram a actuação de guerrilheiros das FARC na Venezuela, alegadamente sob a protecção de Chavez. Se os mapas forem tão fidedignos como as provas apresentadas por Washington sobre as armas de destruição maciça que “legitimaram” a invasão do Iraque, estamos conversados.

O culpado da crise sou eu!

Depois dos testes de stress aos bancos europeus, todos cantam vitória. Portugueses, espanhóis, franceses, italianos e os restantes parceiros europeus afirmam, orgulhosos, que os seus bancos tiveram resultado positivo no teste e, portanto, não há razões para alarme.
Jornais e jornalistas que apenas há uma semana afirmavam que a Banca portuguesa estava em extertor, baseados em comunicados de um banco inglês, cuja veracidade não se preocuparam em confirmar ( estou sempre a aprender...) fazem títulos a três colunas dizendo exactamente o contrário e enaltecendo o facto de os bancos portugueses terem sido os mais bem classificados nos países do sul da Europa.
Perante tanta euforia cheguei à conclusão que sou burro e não tenho perdão. Acreditei nas noticias que apontavam os bancos como os principais culpados da crise porque, entre outras tropelias, tinham vendido produtos tóxicos.
Acreditei em Obama, quando acusou as instituições financeiras de serem as responsáveis pela crise.
Acreditei na justiça americana que condenou Bernard Madoff a 150 anos de prisão por burla.
Acreitei no condenado, quando assumiu as suas culpas.
Sou uma besta! Afinal era tudo mentira. Os bancos estão todos de boa saúde, é tudo gente honesta e a culpa é dos consumidores que acreditaram nos contos de fadas que os agiotas lhes contaram e cujo protagonista era um heterónimo do Tio Patinhas.

Dia dos Avós


Assinala-se hoje o Dia dos Avós. Ser avô não significa obrigatoriamente ser velho, mas implica um diálogo intergeracional em que o mais novo reconhece o valor da sabedoria do mais velho.
Os avós agora são idosos. Já não chegam a casa dos filhos carregados de chocolates e rebuçados para os netos, nem ouvem a habitual reprimenda "Oh Mãe! Está sempre a trazer estas porcarias ! Não vê que isto lhes faz mal?"... porque muitas vezes já nem há filhos, noras e netos para visitar. Estão longe, ou vivem em casas separadas. E quando há, em vez das guloseimas, levam na carteira um novo jogo para o computador. Nas vésperas de Natal esfalfam-se numa azáfama para receber a família numa casa alusivamente decorada, a brilhar de luz com a lareira a crepitar, e músicas de Natal em fundo. Mas já não têm a Leopoldina "que fazia umas filhoses deliciosas" para ajudar.
Ser avô/avó, significa dores e afectos dobrados. Não sei o que é ser avô mas, diz a minha mãe, é ser pai duas vezes. Parece-me que tem lógica.
Hoje, por todo o país, vão decorrer centenas de iniciativas para assinalar. Amolecido por estes 40 graus, não consegui preparar uma homenagem a todos os avôs e avós que diariamente me visitam. Deixo-vos apenas esta história de uma avó e de uma neta. Não é uma história feliz, mas é uma história de Vida. Tenham um bom Dia dos Avós!

A fonte das sete bicas

Defensor de Moura -ex presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo- anunciou a sua candidatura à Presidência da República. Parece que fica encantado, cada vez que vê passar o Cavaco Silva escoltado por dezenas de motos.
“Aquelas luzinhas sempre me fascinaram” – disse o candidato em conversa privada com o CR. Ele poderá desmentir, mas afianço-vos que a conversa está gravada e só não divulgo a gravação, por se ter tratado de uma conversa com uma fonte.

Postais de férias (8)

O primeiro postal da semana vem de Oxford e foi enviado pelo Paulo. O texto- excelente- é sobre (des) encontros. Frequentes, quando remexemos no báu das recordações. Ao ver este postal, também eu tive os meus. Com Oxford e com gente que por lá conheci.
Obrigado, amigo, e boas férias!

Pelo país dos blogs (63)

Para perceber a parvoíce da proposta de revisão constitucional apresentada pelo PSD - com o inegável mérito de ter sido rejeitada por todos os partidos - basta ler este artigo/post da Fernanda.