quinta-feira, 8 de julho de 2010

A pergunta do milhão de dólares

Cristiano Ronaldo encomendou um filho, mas ainda não teve tempo de ir a casa comprovar se a encomenda corresponde às suas expectativas, correndo o risco de prescrever o prazo para a resolução do contrato (14 dias úteis). Não podendo fazer a devolução da encomenda, nem exigir a devolução do montante ( ao que consta 12 milhões de euros) o que fará CR 9 se não gostar do puto?

1- Encomenda outro?

2- Guarda-o para oferecer mais tarde a um amigo?

3- Esconde-o a um canto e nunca mais se lembra dele?

4- Oferece à irmã como prenda de casamento?

5- Pede o Livro de Reclamações da empresa fornecedora?

Convido-vos a escolher a resposta correcta, ou avançar com outras hipóteses

Brites e Ronaldo Júnior

Desculpem lá. Eu sei que a notícia já tem barbas e provavelmente o puto até já fez a comunhão solene. Às tantas, uma das revistas de jet set até já anunciou que o rapaz se vai casar e publicou fotografias da namorada que provavelmente será filha da Paris Hilton , mas como deixei de ler revistas dessas por causa da crise, ando muito desinformada sobre os grandes acontecimentos do mundo e só hoje soube que Cristiano Ronaldo foi pai.
Encanita-me não saber quem é a mãe, porque filhos de pai incógnito conheço alguns, agora filho de mãe incógnita é novidade.Li num jornal que o puto é filho de mãe de aluguer, mas não acredito muito nisso. Cá para mim, isso foi ideia de um jornalista para picar o CR, a ver se ele se descose. De qualquer maneira, é notório o amor de CR pelo filhote. Quando ele nasceu, CR estava na África do Sul. Assim que se desenvencilhou da selecção, publicou um comunicado, fez as malas e foi passar férias para os Estados Unidos com a namorada russa.
Sabem que mais? Se o "24 Horas" não tivesse acabado, a esta hora já todos sabíamos a verdade. Assim, vamos ter de esperar que o "jornalismo de investigação" descubra a Conservatória onde o puto foi registado e seguir a pista da mãe. Segundo li noutro jornal, a mãe recebeu uma indemnização para ficar caladinha. Pode dizer-se que é uma mulher sortuda. Foi para a cama com um dos homens mais cobiçados do mundo e saiu de lá com uma fortuna de 12 milhões de euros!
Bem, mas isto são tudo especulações de tablóides, por isso se a verdade não for revelada nos próximos dias, peço à Martinha que vá a um jornal que eu cá sei dizer que é ela a mãe do puto e anunciar que vai pedir uma indemnização choruda. O jornal publica a história, o CR é obrigado a desmentir e depois aparecem mais 20 fulanas a reclamar a maternidade, até que a família se veja obrigada a revelar a identidade da verdadeira Mãe para acabar com o massacre.
Podem crer, meus amigos, isto do jornalismo de investigação tablóide nunca falha… mas se falhar, tenho um trunfo na manga que é infalivel.

Como um castelo de cartas...

Estou sentado na cama a dar uma vista de olhos pela imprensa on line.Ouço o estrondo de um prédio a desmoronar-se. Já o esperava há muito, já lhe imaginava o ruído... é o esplendoroso edifício do liberalismo, emoldurado de néons publicitando a economia de mercado e as cotações das bolsas, construído em alicerces de mentira, de intolerância, de desrespeito pelo ser humano, da exploração do trabalho, da avidez pelo enriquecimento fácil e da especulação, a ruir como um castelo de cartas.
Momentos mais tarde, outro desmoronamento. Vou à janela e vislumbro, na noite escura onde a Lua já não brilha, a queda abrupta dos paradigmas da sociedade de consumo. Na rua, descalços, exércitos de endividados vítimas dos ilusionistas que lhes prometiam o dinheiro fácil de que necessitam para comprar o paraíso, falam ao telemóvel e olham, com ar compungido, para os automóveis de luxo cujas prestações já não têm dinheiro para pagar. Televisores de plasma saem das janelas, mostrando ao mundo o holocausto da sociedade do faz de conta.
Na sala de cinema em frente ao hotel onde estou hospedado, um enorme cartaz anuncia a estreia do mais recente filme dos Irmãos Lehmann, com produção da AIG:A Crise.
Em exibição numa sala perto de si. Em sessões contínuas, para mais tarde recordar.É que dentro de alguns anos a cena vai repetir-se, mas provavelmente já ninguém se vai lembrar.
( Recordo este post, escrito em 16 de Setembro de 2008, a propósito das pevisões de Paul Krugman sobre a Grande Depressão económica que se avizinha)