domingo, 13 de junho de 2010

Que tédio!

Até agora apenas vi um jogo do Mundial- o Inglaterra – Estados Unidos. Espectáculo decepcionante, mas que não terá fugido à regra, a avaliar pelos resumos e pelos resultados.O futebol contido, onde a táctica e o calculismo se sobrepõem ao risco, perde beleza e torna-se num espectáculo entediante. Não penso perder muito tempo diante da pantalha durante esta fase de grupos.
O primeiro Mundial de Futebol realizado em África merece, porém, ser visto para além dos relvados. É uma boa oportunidade para mostrar ao mundo uma parte da realidade do continente africano. Independentemente de quem ganhe, o importante era que a partir de 12 de Julho o mundo olhasse para África de uma forma mais solidária e não com aquele espírito predador que caracteriza a sociedade ocidental que se desenvolveu, em boa parte, à custa da exploração dos povos daquele continente.
Amanhã, começarei a publicar alguns posts sobre o Lado B do Mundial. Entretanto, lembro aos leitores que continuam abertas as apostas até à meia noite. Aqui

Santos Populares: a cada um seu paladar


Nunca fui grande fã das noites de Santo António. Quando cheguei a Lisboa, com apenas 17 anos, a primeira noite de Santo António foi uma grande desilusão.Durante muitos anos carreguei com o estigma de ser vítima de um bairrismo que não me permitia assumir o Santo António. O tempo demonstrou quão errado era o juízo dos que pensavam assim.
Levei muitos amigos lisboetas ao S. João do Porto. Num ano - já longínquo - aluguei um autocarro e levei 40 amigos lisboetas para viverem, in loco, uma noite de S. João. Começámos com o alho porro e o irritante martelinho nas ruas da cidade e terminámos, madrugada alta, com uma cabritada e caldo verde no jardim da minha casa.
Obviamente que não faltaram os típicos balões sãojoaninos- que os deixou a olhar para o ar como pategos- e o “cachaporrão” que lhes conferiu o direito a uma valente ressaca. No dia seguinte ninguém sentiu a falta das sardinhas nem das marchas populares, mas alguns perceberam, depois de uma volta pela cidade às primeiras alvoradas, a razão de o mês de Março ter sido, durante muitos anos, o mês de maior natalidade no distrito do Porto.
Os tempos mudaram e o S. João perdeu o seu encanto, mas tenho amigos lisboetas que ainda hoje recordam aquela noite de S. João e alguns, sempre que o calendário o permite, rumam ao Porto para recordar.
Tenho algumas boas recordações das noites de S. João, mas de Stº António, apenas uma.
Sou fanático do S. João? Encontram a resposta aqui.

Ó meu rico Santo António!


Hoje é noite de sardinhadas, manjericos, marchas populares e arraiais. Confesso que a noite de Santo António nunca me atraiu mas, quando acordarem, venham até cá que eu explico porquê.