sexta-feira, 7 de maio de 2010

Importa-se de repetir?

"Bento XVI não é uma figura querida nem popular, e só isso deveria ser suficiente para levar católicos e não católicos a respeitá-lo"

( Carla Quevedo - auto denominada Bomba Inteligente)

Desculpem lá, caros leitores, mas como sou um bocadinho desprovido de inteligência não percebi as palavras da Bomba. Alguém é capaz de fazer o favor de me explicar?

Somos uns sonhadores...


Em 1974 sonhávamos que íamos ser felizes. O sonho durou menos de dois anos.
Em 1986, com a entrada na Europa, sonhávamos que seríamos ricos. O sonho durou menos de 20 anos.
Foi um sonho induzido pelos anti-depressivos consumistas que nos criou a ilusão de sermos iguais aos outros europeus. Mas os portugueses são adictos aos soporíferos por isso, na ânsia de mais e melhores sonhos, começaram a ingerir doses excessivas de crédito que lhes permitiu viver acima das suas possibilidades e dormir felizes.
Os médicos deviam ter avisado que o anti-depressivo do sobreendividamento provoca alucinações e o despertar é doloroso mas, em vez disso, foram alimentando o sonho dos portugueses, enquanto viam aumentar as suas contas bancárias. Quando os portugueses começaram a ter dificuldade em arranjar dinheiro para comprar as doses diárias do anti-depressivo milagroso, em vez de lhes darem Metadona, os médicos suspenderam o fornecimento de forma abrupta e acusaram-nos de dependência.
A recusa dos médicos em fornecer os anti-depressivos, ou a dose de Metadona, deixou os portugueses deprimidos, a olhar para as embalagens vazias.Hoje lamentam a sua pobreza e percebem que viveram em sono induzido durante duas décadas.
Os médicos, com um sorriso sarcástico, ameaçam enfiá-los num asilo e vão em romagem a casa do chefe, pedir para os meter na ordem.
Os portugueses, sempre confiantes mas pouco activos, ficam à espera que o Papa traga consigo um milagre.

Cuidado com os gatos...


Já tínhamos um Cherne a dirigir a Comissão Europeia, agora temos um Cameron a guiar os destinos dos ingleses. Não tarda nada, os europeus viram peixinhos de aquário...

O Senhor ACNUR

Sempre tive apreço pela faceta humanista de António Guterres, mas nunca me entusiasmei com António Guterres Primeiro Ministro. Problema meu, certamente. Lidei demasiado de perto com alguma da sua “entourage” e, conhecendo alguns traços da sua personalidade, percebi que seria deglutido num lugar para que não estava “talhado”.O primeiro mandato ainda aguentou sem grandes ondas mas, no segundo, percebeu que os abutres estavam a preparar o banquete e bateu com a porta a pretexto do desatre autárquico.
Conhecemos bem o que se seguiu a Guterres, principalmente depois de o último escolho que obstava à ascensão de Sócrates (Ferro Rodrigues) ter sido afastado da liderança do PS, em circunstâncias que vale a pena manter em arquivo para memória futura. Temos bem presentes no baú das recordações os episódios burlescos no PSD, a começar pela fuga de Durão Barroso, (que recebeu a liderança da Comissão Europeia, como recompensa pelo seu papel de mordomo na cerimónia do chá onde foi decidida a invasão do Iraque) e a terminar nas fugazes lideranças de Santana Lopes, Luís Filipe Meneses, Manuel Ferreira Leite e , agora, o beato Coelho.
Entretanto, Guterres foi para o ACNUR- lugar que alguma comunicação social considerou “menor” - e nós arrumámo-lo no sótão. De vez em quando, alguém vai lá limpar o pó, encontra a sua fotografia e decide falar dele. Foi o que fez a “Pública” no último domingo.
Acabei de ler há pouco a excelente reportagem de Teresa de Sousa nos campos de refugiados da Tanzânia e a entrevista que fez a Guterres. Fiquei reconfortado e simultaneamente deprimido. O trabalho que desenvolveu no primeiro mandato à frente do ACNUR foi verdadeiramente notável, mas como Guterres lida com pessoas e não com números, não lhe é dado o devido valor em Portugal. Lá fora pensam de modo diferente. A revista Forbes colocou-o entre as pessoas mais influentes do mundo e a ONU reconduziu-o no cargo.
Quem não sabe, tem oportunidade, através da leitura das duas peças, de conhecer a estatura humana de Guterres e perceber porque não poderia ser um bom primeiro-ministro nos tempos que correm. Quem põe as pessoas à frente dos números não pode ter sucesso neste mundo cão regido pelo poder do dinheiro. Guterres foi o último homem com coração a ocupar o lugar de primeiro-ministro num país europeu. Desde então, a “qualidade” dos políticos portugueses e europeus tem baixado de forma assustadora. Num plano inclinado que conduz ,a uma velocidade vertiginosa ,a uma fossa putrefacta onde os excrementos se mantêm à tona.

Nova medida de combate ao desemprego.

Uma empresa de trabalho temporário está a recrutar apoiantes do Papa. Esperemos que as claques dos "No Name Boys", "Juvel Leo" e "Super Dragões" não respondam ao anúncio.

Em tempo: a empresa veio agora anunciar que se tratou de um lapso. Muito elucidativo sobre o modo de funcionamento das empresas de TT...

Os cafés dos outros (1)

A Teté aceitou o repto dos cafés e conta-nos aqui a sua história

Sugestão do dia

Salvoconduto