quarta-feira, 5 de maio de 2010

Considerandos...

Considrando que são nove os economistas que se vão encontrar com Cavaco ;

Considerando que apesar de serem nove, nada têm a ver com o Grupo do Nove criado no tempo do PREC;

Considerando que a experiência governativa dos Nove não suscitará quaisquer expectativas quanto à apresentação de propostas credíveis ao PR para salvar o País;

Considerando que o encontro se realiza na véspera da chegada do Papa a Portugal...

Creio ser legítimo acreditar que o encontro se destina a rezar uma "novena" ao Papa, solicitando a sua mediação na intervenção divina que possa salvar o país da bancarrota.

Dolce Vita: um pequeno gesto pode marcar a diferença


Não raras vezes, a mensagem de responsabilidade social e compromisso com a sustentabilidade que as empresas procuram passar aos consumidores é uma mera operação de cosmética que não corresponde à realidade e ilude os consumidores.Publicar anualmente um relatório de sustentabilidade pode não passar de uma operação de marketing.Poderia citar alguns exemplos de empresas cujas práticas não correspondem ao compromisso ecológico que assumem perante os consumidores. Limito-me, porém, a relatar um caso ocorrido há dias num centro comercial Dolce Vita.
No intuito de enaltecer a sua política de sustentabilidade, a empresa divulgou em Março, no seu site, os seguintes dados:
"Nos últimos 4 anos os Dolce Vita reduziram em 42,5% o consumo de água por convidado.
Nos últimos 4 anos os Dolce Vita reduziram em 41,4% o consumo de energia por convidado.
Nos últimos 4 anos os Dolce Vita aumentaram em 54,1% a taxa de reciclagem de resíduos".
Não ponho em causa a veracidade destes dados, mas quando há dias entrei no Dolce Vita Monumental para comprar uma pilha e, na loja onde a adquiri pedi um pilhão para colocar a pilha gasta, responderam-me que não tinham e no centro comercial não havia nenhum.
Perante isto gostaria apenas de dizer à empresa ( e fiz-lhe chegar esta opinião por escrito) que há gestos extremamente simples que podem marcar a diferença. Se o Dolce Vita não quer colocar um pilhão em cada um dos seus centros comerciais, devia pelo menos exigir aos lojistas que vendem pilhas, que tivessem um daqueles minúsculos pilhões de cartão, igual ao dos consumidores domésticos ( foto).
Por vezes, não são as grandes acções de encher o olho as mais importantes. Basta um pequeno gesto para ser amigo do ambiente garantir o compromisso com a sustentabilidade. No Dolce Vita tinham obrigação de saber isso.

Este exemplo aplica-se também a cada um de nós. Os pequenos gestos individuais são um grande contributo para uma alteração no comportamento ecológico a nível global.

A lição ambiental de um vulcão


Aquele vulcão islandês, de nome impronunciável, voltou a jorrar lava das suas entranhas, expelindo para os céus nuvens de cinza que perturbam o transporte aéreo. É previsível que estas erupções se prolonguem durante meses, de forma intermitente, afectando diversas zonas do globo, consoante o lado para que os ventos decidam soprar. O tráfego aéreo talvez volte a sofrer interrupções, afectando a vida de milhares de pessoas, especialmente se decidir agitar-se nos meses de Verão.
Estamos bem lembrados das peripécias do prof Cavaco ou da Senhora Merkel que se viram “ à nora” para regressar a casa, quando "a coisa" decidiu enviar sinais de fumo para dizer ao mundo que estava viva. Uma reunião de ministros da União Europeia acabou por se fazer em videoconferência, dada a impossibilidade de deslocação dos ministros a Bruxelas.
Ora se foi possível fazer essa reunião por videoconferência, não seria altura de começar a pensar em adoptar esse modelo no futuro, poupando a emissão de gases para a atmosfera? Além disso, os responsáveis governativos dos 27 países da UE teriam mais tempo para tratar dos problemas dos seus países e não se esfalfariam tanto em vigens de avião que lhes provocam "stress".
O deputado Jorge Seguro Sanches parece partilhar da minha opinião, ao lembrar que também muitas das reuniões do Parlamento Europeu poderiam ser feitas por videoconferência, diminuindo drasticamente as emissões e contribuindo para a melhoria da qualidade do ar. Eu sei que não será fácil convencer os eurocratas a prescindir das suas viagens semanais a Estrasburgo ou Bruxelas e que ainda mais difícil será incutir o hábito das videoconferências nas práticas da governabilidade europeia, mas seria uma dupla demonstração de bom senso cortar cerce nos voos da classe política. Poupar-se-ia dinheiro e dava-se uma demonstração inequívoca das preocupações ambientais da União Europeia. Além disso, seria uma forma de mostrar aos cidadãos europeus que as novas tecnologias, quando aplicadas à política, podem trazer inúmeras vantagens.
Vendo a questão numa perspectiva ambiental, este vulcão islandês pode contribuir para a melhoria do ambiente. Assim os políticos europeus estejam pelos ajustes e saibam ler a “mensagem divina” ( este foi o meu momento criacionista) que o vulcão envia para os céus em forma de nuvens de cinza.

A brigada do reumático

Quando soube que o Presidente da República iria receber um grupo de economistas que vão pedir a sua intervenção ( não sei bem em quê…) lembrei-me logo da “brigada do reumático”.
Quando vi os seus nomes, reparei que todos foram ex-ministros das finanças. Entre eles encontram-se Eduardo Catroga , Manuela Ferreira Leite e João Salgueiro,responsáveis pela degradação das finanças públicas enquanto exerceram o cargo.
João Salgueiro foi também presidente da associação nacional de bancos e não se cansou de criticar os que alertavam contra os perigos do endividamento excessivo.
Não sou economista e não percebo nada de Economia, mas tenho a sensação que os economistas são os grandes responsáveis pela crise que atravessamos. Algum deles alguma vez, por acaso, falou em crise?Se bem me lembro, quando Paul Krugman lançou o alerta, até se apressaram a desvalorizar os avisos do prémio Nobel.
Durante o tempo em que ocuparam os seus cargos, algum deles tomou medidas para controlar a despesa?Então que vão lá fazer? Dar conselhos, ou fazer política, com o beneplácito do PR?
Não é por acaso que Nogueira Leite ou Silva Lopes se recusaram a integrar a comitiva.

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