quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vulcão: notícia de última hora

Especialistas decidiram mandar abrir de imediato os aeroportos de toda a Europa, depois de terem confirmado que a nuvem de pó cinzenta que tem provocado o caos no transporte aéreo não é, afinal, proveniente do vulcão islandês. Trata-se apenas de uma nuvem de pó, provocada pelos cachecóis dos benfiquistas há cinco anos arrumados nas gavetas.

Sebastião e o Dia da Terra

Não me esqueci que hoje é o Dia da Terra e devia ter escrito um post logo pela manhã, mas acontece que o meu computador foi atacado pelo Mc Affee. Não sabem quem é? Então eu explico. É um anti-vírus que ao fazer a actualização, infectou os computadores com um …vírus! Coisas das novas tecnologias. Parece que o problema já está resolvido, mas como agora já não tenho tempo para escrever, remeto-vos, com um pedido de desculpas, para um post que escrevi há quase dois anos, mas que poucos leitores terão lido.

A Viagem do Elefante (2)


Os jornalistas também deram um forte contributo para a associação .que estabeleci entre a viagem presidencial a Praga e o livro de Saramago.
Ana Sá Lopes, por exemplo, terá dito ao entrar para o autocarro, que quando chegassem a Estrasburgo os jornalistas se estariam a odiar uns aos outros. Nas páginas do “Público”, Maria José Oliveira corroborava a opinião, mas contrapnha, afirmando que provavelmente isso aconteceria muito antes. Talvez quando parassem numa estação de serviço para abastecer.
Relatos posteriores, permitiram perceber que a viagem terá sido realmente atribulada, Diálogos do género “ queres parar para fazer xixi? Aguenta que eu estou mas é cheio de fome” terão contribuído para animar os autocarros da comunicação social.
Ao ler as peripécias da viagem, não pude deixar de recordar os tempos em que as redacções eram locais onde se cultivava a camaradagem entre jornalistas, prolongadas noite dentro, até à hora do fecho do jornal, momento que era festejado à volta de um bitoque, ou algo mais… Jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social não eram concorrentes. Eram “camaradas” que se respeitavam confraternizavam e auxiliavam mutuamente.
Não quero dizer que hoje esse espírito tenha desaparecido totalmente mas, como os relatos deste episódio evidenciam, já não são a regra, mas sim a excepção.
Ah, já me esquecia! Parece que o presidente Vaclav Klaus insultou os portugueses ( ou pelo menos escarneceu) perante a passividade comprometida de Cavaco Silva. Mas disto, a comunicação social portuguesa pouco falou. Talvez o efeito da nuvem de cinzas tenha contribuído colapsar a memória de alguns jornalistas ou, então, os tenha levado a inverter as prioridades das notícias.

Cidades da minha vida (14)

Mumbai
O computador onde tenho arquivados os posts sobre esta série pifou, ou está a fazer birra, ( espero que os técnicos descubram) e como o tempo para escrever estes posts escasseia, não tive outro remédio senão apresentar uma solução de recurso.
Bombaim ( actualmente Mumbai) é uma das cidades da minha vida e consta desde o início desta lista, mas não é uma cidade onde tenha sido particularmente feliz.
No entanto, como muito bem escrevia ontem a Turmalina num comentário ao post sobre os 50 anos de Brasília, nem sempre é a beleza de uma cidade que nos marca. Muitas das cidades que conheci também me impressionaram pelos seus aspectos mais negativos e por vezes degradantes.
É o caso de Mumbai, cidade sobre a qual já escrevi vários posts aqui no Rochedo. É para a leitura de dois deles que vos remeto, pois dão uma pálida ideia das emoções que por lá vivi.

A Viagem do Elefante (1)


A erupção daquele vulcão islandês cujo nome nem sequer me atrevo a escrever, tem-me suscitado diversas associações.
Durante o fim de semana, por exemplo, a descrição da viagem de regresso de Cavaco Silva e sua extensa comitiva , desde Praga, trouxe-me à memória um magnífico livro de Saramago: A Viagem do Elefante.
Quem leu o livro e ouviu ( ou leu) a descrição das peripécias da viagem presidencial, não terá deixado, certamente, de estabelecer um paralelismo entre a ficção de Saramago e a realidade que nos foi descrita pelos jornalistas ou relatada na rádio e televisão. Desde a preparação da viagem de regresso- ainda em Praga- onde não faltou uma conferência de imprensa improvisada, à pernoita em Estrasburgo ou ao delicioso pormenor do piquenique na beira da estrada ( que acabou por não se concretizar), passando por outros episódios picarescos envolvendo os diálogos da primeira dama com alguns membros da comitiva, a imaginação de cada um terá certamente levado a estabelecer a comparação. Apenas o pormenor de o trajecto entre Barcelona e Lisboa ter sido feito a bordo de um Falcon e de um C-130 da Força Aérea, terá escapado à imaginação prodigiosa de Saramago.
Parece que também houve um pequeno incidente diplomático, provocado pela arrogância e falta de sentido de Estado do presidente checo, perante a passividade de Aníbal Cavaco Silva. Não era necessário o PR fazeruma declaração de guerra ou responder com a mesma grossrria a Vaclav Klaus mas, que diabo, como português teria gostado de ver Cavaco Silva responder “à letra” e meter o impertinente checo na ordem!

As cidades dos outros (14)

A São escolheu uma cidade fantástica do país vizinho e fez-me sentir saudades.

Sugestão do dia

Sentir este Cheiro a Pólvora