terça-feira, 20 de abril de 2010

Emoções

Amanhã estou de regresso a Lisboa e com acesso normal à Internet ( pelo menos assim o espero), mas hoje consegui vir aqui para vos dizer que estou muito emocionado com as declarações de Alberto oão Jardim sobre Sócrates. Num ápice, Sócrates passou de mentiroso a professor de ética. Qualquer dia ainda vamos ver AJJ a dizer aos madeirenses para votarem Sócrates.

Cidades da minha vida (12)

Macau

Nunca alinhei naquela história de que não se deve voltar a um lugar onde fomos felizes. Diz-me a experiência que isso é uma grande mentira. Macau é a excepção que confirma a regra. Durante os anos que lá vivi fui muito feliz, mas na minha última ida a Macau , fiquei decepcionado. Como estou com pouco tempo,remeto-vos para este post que escrevi quando regressei da minha última visita a Macau.

Empresários à portuguesa, concerteza...

Todos sabemos as dificuldades com que se debatem muitas empresas nestes tempos de crise. Ninguém ignora também que algumas empresas, à boleia da crise e de um Código do Trabalho permissivo, aproveitam a oportunidade para se “desfazerem” de alguns trabalhadores com contrato, para os substituir por trabalhadores a recibo verde, mais jovens, mais qualificados e … mais baratos. O verdadeiro 3 em 1, a que se devem acrescentar os apoios que o Estado tem dado às empresas.
No entanto, há muitos empresários que, não satisfeitos com estas janelas de oportunidade que a crise e a legislação laboral- aprovada pelo governo com o apoio do PSD e do CDS - se comportam como verdadeiros crápulas. Para que se faça uma pequena ideia da selva em que se transformou o mundo laboral, aqui deixo alguns números:
- A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) recebeu, em 2009, 11 mil pedidos de intervenção por parte dos trabalhadores ( o dobro de 2008) grande parte dos quais ( cerca de três mil) se queixava de estar privado do subsídio de desemprego, porque as empresas não participaram os despedimentos ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
- Cerca de duas mil queixas denunciavam situações de incumprimento salarial
- Cerca de mil acusavam a empresa de não ter feito seguros de acidentes de trabalho ( situação muito comum nas empresas de construção civil, que têm por hábito só fazer seguro para um em cada quatro trabalhadores.
- A ACT estima que as dívidas salariais aos trabalhadores, durante o ano de 2009, ronde os 15 milhões de euros.
A crise não justifica estes números. Não comunicar os despedimentos de 2700 trabalhadores ao IEFP nada tem a ver com a crise, mas sim com um aviltante desrespeito pelos trabalhadores, por parte de muitos empresários. Como também não se justificam os despedimentos colectivos feitos em 24 horas, sem cumprimento dos requisitos exigidos pela lei.
Mais do que a crise, estes números explicam o comportamento do empresário português, cujo perfil coincide, em muitos casos, com o de um explorador de vão de escada. Gente sem formação ( lembro que mais de 80 por cento dos empresários tem a 4ª classe e a maioria do patrões tem formação académica inferior à dos trabalhadores que contrata) sem princípios e sem moral, que sabe que estes processos se arrastarão na justiça, sem que sejam alvo de qualquer punição. Duvidam? Então aqui fica a confirmação dada pela própria ACT: desde 2008 o Ministério Público apenas deduziu duas acusações. Mais palavras para quê?

As cidades dos outros (12)

Hoje a Teresa leva-nos a mais uma cidade italiana. Não sei porquê, sempre que me falam desta cidade lembro-me de França. Porque será? A resposta é fácil...

Sugestão do dia

Que tal ir hoje conhecer uma Formiguita Bipolar?