quinta-feira, 8 de abril de 2010

Crónicas de um país pimba (1)

Tive de levar o meu carro ao IPO, ou seja, à Inspecção Periódica Obrigatória. Foi a primeira vez que ele lá foi e ambos íamos nervosos, pois nunca se sabe o que pode resultar de um diagnóstico “médico”, msmo quando se trata de um automóvel. Quando julgamos que está tudo bem, vamos fazer um exame de rotina, o médico manda-nos fazer umas análises e os resultados indiciam uma doença cujos sintomas nunca se tinham manifestado...
Depois de um exame mais ou menos minucioso ( digo eu, porque de mecânica automóvel não percebo um chavo) veio o veredicto:
“Está tudo bem, não há nenhum problema mecânico. Só tem de trocar a chapa da matrícula”.
Esbugalhei os olhos, na esperança de perceber melhor.
“Sabe, a chapa da matrícula tem uma pequena amolgadela e não podemos aprovar a inspecção, porque se for apanhado numa operação Stop vão multá-lo”.
Nunca reparara na amolgadela na chapa de matrícula mas, perante o aviso, fui certificar-me. Na verdade, havia uma pequena amolgadela, quase imperceptível, certamente provocada por um toque durante uma manobra de parqueamento. Toque involuntário de um condutor que estacionou à minha frente, ou mesmo da minha responsabilidade.
“Mas a matrícula vê-se perfeitamente, qual é o problema?”
“Para nós nenhum, mas não podemos aprovar a inspecção se não trocar a chapa de matrícula, senão também somos responsabilizados, se for apanhado pela Polícia”
“ Todos os meses faço milhares de quilómetros por esse país fora e farto-me de ver carros com matrículas dissimuladas, pintadas a tinta fluorescente, e você está a dizer-me que esta micro amolgadela pode ser razão para uma multa? Então e os outros?”
Quarenta euros depois tinha uma chapa nova e o certificado de inspecção: Aprovado.
Fui celebrar a boa nova com uma sapateira nas “Furnas do Guincho”, aproveitando o fim de semana primaveril. No parque de estacionamento lá estava um Audi topo de gama com apenas alguns meses de vida. As chapas de matrícula estavam pintadas a tinta fluorescente, tornando-as quase imperceptíveis. Senti que acabara de fazer figura de parvo, mas sei que a culpa não foi do IPO.

Cidades da minha vida (4)

Rio de Janeiro
Não era esta a cidade que estava agendada para hoje, mas alterei a ordem em homenagem aos meus familiares cariocas e às leitoras brasileiras que visitam frequentemente o Rochedo.
Podia contar várias histórias engraçadas que vivi no Rio de Janeiro, nomeadamente quando lá estive durante um mês, para participar na Cimeira da Terra. Ficará para outra oportunidade. Hoje não escondo a tristeza e preocupação.O Rio continuará lindo.

Conversas com o Papalagui (43)

- Olá tuga! Então já sabes que o tipo que matou a mãe e a congelou às postas na arca frigorífica vai ter a pena atenuada?

- Provavelmente foi considerado inimputável...

- Nada disso... a defesa alega que as postas da senhora ainda estavam dentro do prazo de validade.

As cidades dos outros (4)

Passei apenas uma vez, quase de fugida, pela cidade que a Dulce escolheu para este desafio. A beleza da imagem e o texto que escreve deixaram-me com uma enorme vontade de lá voltar com mais tempo. Acredito que o mesmo irá contecer convosco quando lerem este post

Sugestão do Dia

Chegar a Vias de Facto. Um blog colectivo que privilegia as ideias.