O significado de um recorte labial, na sua PlenitudeSexta-feira, 30 de Abril de 2010
Upgrade, ou downgrade?
O significado de um recorte labial, na sua PlenitudeExpo 2010 abriu hoje

Cidades da minha vida ( 20)
Medina de Alhambra ( Granada)Falta imperdoável da RTP
Os defensores da privatização da RTP 1 ganharam novos aliados. Zangados com a televisão pública por não ter transmitido a final de uma taça europeia de futsal , vencida pelo seu clube do coração, os benfiquistas com assento nas colunas de alguns jornais, vieram manifestar a sua repulsa pelo desprezo a que a RTP votou tão relevante modalidade. Entre outras coisas, os militantes encarnados da imprensa lusa esqueceram que a final se realizou no dia 25 de Abril , dia em que a RTP 2 dedicou toda a sua programação ao filme documental português ( como aliás já se tornou hábito).
Esperemos que o SLB não vença uma qualquer taça europeia de berlinde, caso contrário, lá teremos os mesmos fãs a acusar a RTP de desrespeito pela nação benfiquista e por essa nobre modalidade que é o "carolo", engrossando o coro dos que exigem a privatização do canal público. A propósito... houve algum canal privado que tivesse transmitido a prova? Ai não? Então qual é a vantagem de a RTP ser privatizada?
Foi bonita a festa, pá?
Referindo-se ao fim dos tempos do crédito fácil e barato, Santos Ferreira- presidente do Millenium BCP- veio dizer que "Terminou a Festa". Fiquei sem saber se ele se referia à festa dos consumidores que durante quase duas décadas foram aliciados para o endividamento fácil e barato, se ao regabofe dos bancos que, à custa de consumidores incautos, enriqueceram de forma fácil. Creio, porém, que Santos Ferreira se deveria referir aos consumidores que, convidados para a orgia consumista, não se fizeram rogados.
Se esta interpretação estiver correcta, convém lembrar ao presidente do BCP que a festa deveria ter terminado com o alvorecer do século XXI, quando a taxa de endividamento dos consumidores portugueses tinha ultrapassado os 90 por cento. Nessa altura, porém, os bancos em vez de lançarem o alerta para os perigos do endividamento excessivo, convidaram os consumidores a prolongar a festa jogando na roleta dos créditos acumulados que apenas serviu para adiar o problema e ´provocar a insolvência de milhares de famílias portuguesas. Agora, reconfortados com os milhões que o Estado lhes concedeu,usando dinheiro dos contribuintes, os bancos vêm com discursos moralistas, falar de boas práticas. Tá bem abelha!
As cidades dos outros (20)
Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Democracia do caraças
E entre esses indignados, não estarão também uns patuscos que convocaram uma manifestação em defesa da liberdade de expressão? Por acaso até me parece que estão. Estes democratas são uns gajos do caraças!
( Via Jugular)
Eu só queria entender...
Na Praça do Saldanha, onde é preciso pagar à EMEL para estacionar, andam moedinhas a pedir dinheiro e a incentivar quem por lá aparece a não pagar o parquímetro. O negócio é rentável. Há quem lhes pague uma "mensalidade" para evitar o pagamento dos parquímetros. Deixam-lhes a chave da viatura e, quando aparece um fiscal da EMEL, eles encarregam-se de meter uma moedinha, evitando assim a multa.
Um destes dias, uma frequentadora diária deste espaço dizia-me, orgulhosa da sua esperteza, que assim o parqueamento lhe sai muito mais barato.
Eu gostava de perceber a mentalidade de gente que age assim. É que a pessoa que me contou esta história é uma crítica feroz da classe política que frequentemente apelida de "cambada de gatunos e corruptos". No próximo Natal vou-lhe oferecer um espelho.
Façam um esforço e acordem!

Cidades da minha vida (19)
Não podia deixar de referenciar Cape Town por ser o exemplo de uma daquelas cidades que apenas nos marca pela sua beleza. Aconteceu-me o mesmo com muitas outras, mas escolhi esta cidade sul-africana, por estar ligada aos Descobrimentos e, para mim, viajar ser uma constante descoberta. Dos outros, mas também de mim próprio.
O melhor Portugal de sempre?
As cidades dos outros (19)
Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
10 medidas de combate à crise
1- Reduzir o número de deputados a metade e acabar com as suas mordomias sumptuárias.
2- Reduzir os gastos dos gabinetes, cortando 25% no número de assessores, secretárias, consultores, etc.
3- Acabar com as boleias, em carros do Estado, às esposas e restantes familiares. As criancinhas podem ir para a escola de transportes públicos e quando for necessário levar o cão ou o gato ao veterinário, podem ir de táxi.
4- Fiscalizar os consultórios de médicos , advogados e outras profissões liberais.
5- Controlar de forma mais eficiente as fugas ao IVA e a facturação das empresas.
6- Obrigar os bancos a pagar tributação idêntica à das restantes empresas.
7- Taxar a 70% os prémios de gestores.
8- Taxar a 45% as despesas com jantares, festas, férias e similares, apresentadas pelas empresas.
9- Acabar com o forró da compra de carros e outros bens imobiliários, em nome das empresas, quando toda a gente sabe que servem, na maioria das vezes, para outros fins.
10- Reduzir o outsourcing na Administração Pública.
Convido os leitores do CR a acrescentar mais propostas a esta lista.
A coisa está a ficar preta...

Assim nasce um boato

Cidades da minha vida (18)
Como a maioria dos leitores já terá reparado, sou um bocado anarca. Ou, como diria o Jorge Coelho, referindo-se aos independentes que militavam à época no Partido Socialista, sou imprevisível. Por outras palavras, tomo decisões que são irracionais aos olhos dos outros, mas para mim são a escolha acertada. É assim que decido as minhas férias e não me tenho dado nada mal.
Ir à Sardenha em pleno Inverno não é a escolha mais sensata e perder três dias em Cagliari uma perfeita estupidez, porque é das cidades mais feias e porcas que vi em dias da minha vida. O problema é que fui para a Sardenha “às escuras”, sem previamente me documentar sobre a ilha e achei que o mais sensato seria reservar hotel em Cagliari para a véspera e dia de Ano Novo.Cheguei num dia 27 de Dezembro tenebrosamente cinzento, mas sem chuva. Ao fim de duas ou três horas estava farto e decidi iniciar, logo no dia seguinte, a volta de reconhecimento à ilha.
Em três dias tinha percorrido a ilha quase toda e preparava o regresso a Cagliari, no dia 31, para passar a noite de fim de ano, descendo pela costa Oeste. De tudo o que até então vira nada me deixou de “água na boca”. Nem a badaladíssima Costa Esmeralda, com luxuosos “aldeamentos” turísticos de gosto mais ou menos duvidoso onde coabitam vedetas do espectáculo e jogadores de futebol ( Luís Figo incluído) me deixou roído de inveja.
(A História está sempre a dar provas de que os contos de fadas são muitas vezes traiçoeiros e quase sempre ilusórios. O coche de cristal tuga está transformado numa carcaça velha que a qualquer momento pode ser abatida por um qualquer sucateiro cotado nas bolsas de Tóquio ou Nova Iorque e dos “puro sangue” nem sinais. Quanto aos passageiros tugas, depois de viverem durante algum tempo a ilusão do fausto, estão agora a desfazer-se ao longo do caminho das jóias com que a sociedade da hiperescolha os embelezou, a troco de promessas de endividamento fácil e barato.
Quando acordei percebi que as liras já não serviam para nada e os escudos ainda menos, fiz fila para levantar os primeiros euros numa caixa multibanco e de seguida pensei em dar um mergulho naquela água de cores convidativas mas, como animal de climas quentes, afastei a ideia logo que pisei a areia e senti uma leve brisa marítima anavalhar-me o nariz. Olha que dois!


Não é novidade, mas...
As cidades dos outros (18)
Sugestão do dia
Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Venham mais greves de transportes!

Objecção de consciência e casamento

Os Conservadores têm o dever de obediência e- apesar das notícias veiculadas por alguma imprensa- não me parece razoável que pretendam obter o estatuto de objectores de consciência, que lhes permita recusar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se esse estatuto lhes for concedido, colocará situações de difícil compreensão. A singularidade do estatuto de objector de consciência não pode ser banalizada, sob o risco de criar conflitos na sociedade portuguesa, cada vez menos tolerante.
Estavas linda Inês posta em sossego...

Cidades da minha vida (17)
MaputoAs cidades dos outros (17)
Sugestão do dia
Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
A insensibilidade liberal
Cidades da minha vida (16)
Apesar da numerosa população de esquilos, não é a saga destruidora destes roedores que ameaça a Terra do Fogo, mas sim a cobiça das indústrias (especialmente a farmacêutica) e a incúria dos turistas que começavam, embora ainda em reduzido número, a procurar aquelas paragens, onde se desfrutam paisagens de rara beleza e de onde se pode demandar Cape Horn e a Antártida. Gente gira...
Cuidado com os abutres de 26 de Abril!
As cidades dos outros (16)
Domingo, 25 de Abril de 2010
Contradições de Abril
Temos um PM que escarnece dos direitos dos trabalhadores e bajula o grande capital.
O 25 de Abril da Martinha
Eu sei que não apareço por aqui há muito tempo, mas quem me conhece também sabe que sou tímida e escrevo mal e ambas as coisas me impedem de vir cá mais vezes dizer o que me vai na alma, mas neste dia 25 de Abril não podia deixar de vos vir dizer que celebro esse dia com a minha mamã como se fossemos portuguesas. Martinha
Sebastião e o 25 de Abril
Talvez ainda haja muita gente que se comporta de forma pouco civilizada em relação às questões ambientais.Ninguém pode dizer “ não sabia”.
Brites e o 25 de Abril
Se não tivesse havido 25 de Abril eu nunca teria tido a oportunidade de conhecer essa maravilha da literatura e do jornalismo que são as revistas cor de rosa.No tempo do Estado Novo ninguém sabia nada das pessoas ilustres deste país. Agora sabemos tudo. Mesmo que a maioria das vezes aquilo que se escreve nessa revistas seja mentira, fico muito entusiasmada quando tenho a possibilidade de partilhar a vida dos ilustres portugueses. São fofocas? Quero lá saber! O importante é poder descobrir os segredos dessa gente que vive em mundos de ilusão que nós acreditamos serem reais.
Longa vida às revistas cor de rosa que nos transportam a um mundo de ficção. É que a realidade é muito dura!
Figurões de Abril

Rua da Saudade
Recordações de Abril
Há 36 anos estava preso aqui. Depois de umas horas sofridas, encontrei finalmente a Liberdade. Vivi 19 meses a acreditar na Utopia. Num país melhor, mais justo, mais atento aos problemas dos mais desfavorecidos. Sim, acreditei no PREC, na sinceridade das pessoas que nos prometiam um futuro melhor.
Hesito antes de lhe perguntar se o 25 de Abril foi feito para termos Cavaco como presidente, Sócrates primeiro ministro ou Passos Coelho líder da oposição.Ela reage. Aponta-me os exemplos de alguns miseráveis líderes europeus como querendo desculpabilizar a mediocridade dos nossos líderes políticos que copiam aqueles exemplos para defender o grande capital, o regresso às práticas laborais do século XIX, a redução dos trabalhadores a meros instrumentos, que o capital explora para assegurar o seu enriquecimento. Sou obrigado a concordar e, num assomo de clarividência reconheço a dura realidade da mentira global. No entanto...Sábado, 24 de Abril de 2010
Esta noite a Liberdade
Há 36 anos, por esta hora, os capitães de Abril ultimavam os preparativos para a Revolução que nos restituiu a Liberdade. Estarei eternamente grato a esses homens, especialmente a esse eternamente esquecido capitão Salgueiro Maia. Poderíamos ( e merecíamos) estar melhor e ter melhores governantes, mas também todos tínhamos a obrigação de ser melhores pessoas.
Ao 25 de Abril estão ligadas diversas canções. Sugiro-vos uma visita aos blogs A Carta a Garcia e Abril, Abril, que ao longo deste mês nos têm recordado algumas das mais belas canções daquela época em que tivemos o direito ao sonho e alcançámos a Liberdade.
( volto pouco depois da meia noite, para vos falar do meu 25 de Abril)
Pelo país dos blogs (49)
Funcionário exemplar
A Direcção do Hospital reportou o incidente ao Ministério Público.
"Mulher, 32 anos, inconsciente, não reage a nenhum estímulo - COMA"
Pérolas sem brilho
"Não te caíram os parentes na lama por andares a trabalhar de concelho em concelho"
( Judite de Sousa na entrevista a Herman José)
Sugestão do dia
Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
Quem se lixa é o...

Direito ao silêncio

Cidades da minha vida (15)
Pude constatar- sem muita surpresa- que continuam a viver lá muitos ingleses e que os chineses de Hong –Kong estão cada vez mais ocidentalizados- os bares de Lan Kwai Fong demonstram-no à saciedade.
Talvez como nenhum outro local na China, Hong –Kong é o espelho das sociedades ocidentais. Um dos exemplos mais marcantes é a febre anti-tabágica. Não se pode fumar em edifícios públicos, restaurantes, centros comerciais, nem... na rua! As excepções estão devidamente assinaladas por cinzeiros à volta dos quais se reúnem funcionários “topo de gama” numa escapadela do local de trabalho.Portugal ao espelho
Toda a gente na blogosfera faz chacota do discurso de Evo Morales sobre a relação entre o consumo de frangos e a homossexualidade, mas só no Jugular vi alguém insurgir-se contra esta indignidade de um Professor da Faculdade de Direito. Os portugueses gostam muito de se rir dos outros, mas incapazes de se ver ao espelho.
As cidades dos outros (15)
Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
Vulcão: notícia de última hora
Sebastião e o Dia da Terra
Não me esqueci que hoje é o Dia da Terra e devia ter escrito um post logo pela manhã, mas acontece que o meu computador foi atacado pelo Mc Affee. Não sabem quem é? Então eu explico. É um anti-vírus que ao fazer a actualização, infectou os computadores com um …vírus! Coisas das novas tecnologias. Parece que o problema já está resolvido, mas como agora já não tenho tempo para escrever, remeto-vos, com um pedido de desculpas, para um post que escrevi há quase dois anos, mas que poucos leitores terão lido. A Viagem do Elefante (2)

Cidades da minha vida (14)
MumbaiA Viagem do Elefante (1)

As cidades dos outros (14)
Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
Conversas com o Papalagui (46)
- Então porquê?
- Agora decidiu gozar com a Igreja Católica e foi comungar, nas cerimónias fúnebres de um actor qualquer
- Mas o que é que o impedia de comungar?
- Então não sabes que os divorciados que voltam a casar-se não podem comungar?
- Olha que essa é boa! Os padres pedófilos comungam todos os dias, porque é que o Berlusconni não pode?
- Não achas que foi uma afronta?
- Eu não! Se ele comungou é porque o padre que estava a rezar a missa lhe deu a hóstia
- E que querias que ele fizesse? Que se recusasse a dar a comunhão ao PM italiano? Já viste a bronca ?
- Olha lá e se fosse um cidadão comum a ir comungar e o padre se recusasse a dar-lhe a comunhão? Se a Igreja diz que somos todos iguais perante Deus, não pode infringir as regras só porque quem as viola é um primeiro-ministro.
- Já estou a ver que se estivesses na assistência ainda começavas a cantar “Come a papa, Berlusco, come a papa!”...
O último ditador

Cidades da minha vida (13)
Viana do CasteloParabéns, Brasília!

As cidades dos outros (13)
Terça-feira, 20 de Abril de 2010
Emoções
Cidades da minha vida (12)
Macau

