segunda-feira, 22 de março de 2010

Portugal no feminino (16)

D. Antónia Ferreira ("Ferreirinha")
( 1811-1896)
Foi a primeira grande empresária portuguesa. Registada na História com o nome de “Ferreirinha”, enviuvou aos 33 anos tendo, a partir desse momento, dedicado toda a sua vida na promoção do Vinho do Porto.
Mulher de grande ousadia e coragem inabalável , introduziu significativas inovações no cultivo da vinha, contra a opinião da maioria dos homens que a rodeavam e lutou contra a falta de apoios dos governos, que por várias vezes confrontou , acusando-os de inépcia, falta de visão e amor a Portugal.
Dona de uma considerável fortuna, D. Antónia era de uma grande bondade e preocupava-se com as condições de vida daqueles que para ela trabalhavam.Um exemplo de empresária que, muito antes do tempo, aplicava nas suas empresas os princípios da Responsabilidade Social. O seu nome ficou para sempre ligado à indústria vinícola em geral e ao Vinho do Porto em particular.

E se a água não brotar das torneiras?


Habituados que estamos ao gesto quase automático de abrir a torneira várias vezes ao dia, irritamo-nos quando delas não jorra nem uma pinga, porque alguma avaria, ou deficiência no abastecimento, a impede de circular livremente, mas não nos passa pela cabeça que um dia a água deixe definitivamente de chegar a nossas casas e das torneiras não brote nem uma pinga. Mas a ameaça é real!
Já em 1995 o INAG ( Instituto da Água) alertava para a necessidade de os portugueses pouparem água, “ corrigindo os maus hábitos de desperdício”. Apesar da meritória intenção da campanha então realizada, os portugueses parecem nem ter perdido os maus hábitos de gastar água desenfreadamente, nem adquirido o bom hábito de beber diariamente em doses regulares cerca de 2 litros de água, quantidade necessária para restabelecer a que perdemos nas nossas actividades quotidianas.O assunto, repito, é demasiado sério para que continuemos a ignorar os sucessivos avisos que nos são transmitidos para pouparmos água.
Na Cimeira sobre Desenvolvimento Sustentável realizada em Joanesburgo, em 2002, os Governos presentes comprometeram-se a diminuir, até 2015, o número de pessoas sem acesso a água potável e saneamento básico. Apagados os holofotes da Cimeira, os Governos parecem ter-se esquecido das suas promessas e, alegando problemas financeiros ou apenas questões políticas, esmoreceram o seu entusiasmo em fazer campanhas para alertar os cidadãos.
A comunicação social, por sua vez, quase sempre apenas preocupada com “os assuntos do momento”, raras vezes trata do tema e demite-se do seu dever de informar sobre questões essenciais à vida, contribuindo assim para que temas que de quando em vez afloram como candentes, caiam no esquecimento.
O problema da escassez de água é demasiado grave para ser remetido “para debaixo do tapete”, ou para fazermos como a avestruz. Mesmo nos países onde o abastecimento de água é abundante, a discussão do assunto é relevante mas, por norma, encarado como uma competência dos técnicos e dos políticos. No entanto, a sociedade civil não pode eximir-se ao debate ou tomar posição sobre temas tão importantes como a propriedade das redes de distribuição ( pública ou privada?), a regulação, o livre acesso, o preço, as políticas públicas ou o impacto de algumas infra estruturas no meio ambiente, susceptíveis não só de destruírem espécies, mas também de acelerarem a desertificação e contribuírem para aumentar a escassez de água. E é bom que todos nos vamos preparando não só para o aumento do custo da água, mas também para a possibilidade ( cada vez menos remota) de a breve prazo sermos confrontados com a imposição de racionamentos.

A propósito do Dia Mundial da Água

Não vale a pena fazer como a avestruz e ignorar que a água constitui um dos problemas candentes das sociedades hodiernas. Escassez e falta de qualidade são ameaças sérias que não podem ser escamoteadas.
Há tempos, alertei aqui para o problema da escassez de água e a necessidade de sermos mais parcimoniosos no seu consumo já que o risco de, num futuro não muito longínquo, das torneiras não brotar uma gota de água potável é bem mais real do que muitos pensam.De uma forma geral pode dizer-se que qualidade da água na origem é satisfatória mas, por vezes, a água que sai das nossas torneiras não se apresenta nas melhores condições.Isso deve-se ao facto de os sistemas de abastecimento de menor dimensão ( responsáveis pela distribuição da água em 18 % dos lares portugueses) apresentarem algumas deficiências, a que a empresa distribuidora é alheia.
Vale a pena referir que nem todos os portugueses são servidos por sistemas públicos de abastecimento. Esta situação é preocupante em termos de saúde pública, mas convém lembrar que a indústria química cria, todos os anos, milhares de produtos novos que não são biodegradáveis, aumentando a necessidade de uma maior vigilância. Acresce, ainda, que o tratamento das águas residuais é deficiente e que muitos rios e outros recursos hídricos estão em degradação evidente, o que já levou a Comissão Europeia a fazer algumas advertências ao nosso País.Torna-se por isso necessária a adopção de medidas tendentes a minorar as fontes poluidoras dos recursos aquíferos, que não raras vezes é provocado pela intervenção do Homem.
O problema, refira-se, não é exclusivamente português e constitui uma preocupação a nível mundial. Melhor distribuição ( mais de dois biliões de pessoas em todo mundo não têm aceso a água potável...), mais qualidade e melhor preservação dos recursos, são questões que urge resolver, sob pena de a água, um recurso natural essencial à vida (e causa de muitas guerras) se transformar num bem escasso, ameaçando a própria vida no Planeta.

Blogs no feminino (16)

São imperdíveis as Fantasias da Natália, mas aconselho-vos também uma visita ao seu blog "Tout sur Nathalie".
Num registo diferente, especilamente aconselhado para quem gosta de culinária, descubra as receitas que ela e as suas companheiras nos oferecem em Histórias e Sabores.
Aviso: a partir de amanhã, por razões que explicarei mais logo, "Blogs no Feminino" poderá ter algumas intermitências.