quarta-feira, 3 de março de 2010

Manuela Moura Guedes na Comissão de Ética


Desconheço qual é o tipo de doença que mantém Manuela Moura Guedes de baixa há quase seis meses. Presumo que seja grave. Mas não tão grave que a impeça de ser vedeta de revistas cor de rosa, que não se cansam de a fotografar em animadas festas nocturnas e inaugurações.
Apenas por esta razão, não considero surpreendente a presença de MMG, hoje, na AR. ( Terá terminado ou suspendido a baixa?)
Surpreendente é que alguns deputados se disponham a interrogá-la, sabendo que ela está “de baixa”. Desconhecendo a tipologia da doença de MMG, sou levado a acreditar que se trata de uma baixa motivada por doença do foro psíquico ( mania da perseguição?), pois é a única que permite aos doentes ausentarem-se de casa sem problemas com a Segurança Social. No entanto, uma outra dúvida se coloca. Se MMG está de baixa por razões do foro psíquico ( mesmo que de uma ligeira depressão se trate), não deveria ser questionada a fiabilidade das suas declarações?
Seja como for, MMG é uma mulher de sorte. Se a Segurança Social investigasse a sua baixa com o mesmo pundonor com que ela investigou o caso Freeport, talvez já estivesse esclarecido o mistério da sua doença e a tivesse obrigado a regresar ao trabalho, em vez de andar a viver à custa dos contribuintes. Ou talvez não porque, afinal, o jornalismo de investigação de MMG é um fiasco feito de ódios, onde os interesses pessoais estão à frente dos interesses dos espectadores.
É,pois, compreensível, que uma eventual investigação da Segurança Social também resultasse em nada, sob pena de logo um coro de amigos da mulher de José Eduardo Moniz, vir dizer que ela anda a ser perseguida. Coisa que não desagradaria à ex- apresentadora do Jornal de Sexta da TVI, certamente.

Portugal no Feminino (3)

Maria Teresa Horta
Escritora e jornalista, Maria Teresa Horta é uma das mais conhecidas feministas portuguesas. Especialmente nas décadas de 60 e 70 do século XX, destacou-se na luta pelos direitos das mulheres.
Juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, foi uma das “Três Marias” que, em 1972, abalou o regime com a publicação das “Novas Cartas Portuguesas”. Sendo a primeira obra de pensamento feminista de autores portugueses, editada em Portugal, os textos aí publicados foram considerados “pornográficos e imorais”. O arrojo da transgressão contra os “bons costumes” levou-a à barra dos tribunais. Impedida de sair do país, viu também ser proibida a citação do seu nome na imprensa. Com uma vasta obra publicada, o seu último livro, Myra, foi o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa , inserido no âmbito da XI edição da “Correntes d’ Escritas”, que decorreu na semana passada na Póvoa do Varzim.
Errata: Cometi um lamentável erro ao atribuir a autoria de "Myra" a Maria Teresa Horta. Na verdade, o livro é da autoria de Maria Velho da Costa. Obrigado à Teresa por me ter chamado a atenção para o erro. Felizmente, por este Rochedo, passam os melhores leitores do Mundo.

Multas para peões


A polícia vai passar a multar os peões que atravessem fora das passadeiras. Basta ver diariamente o espectáculo de bailado proporcionado pelos peões que atravessam a Fontes Pereira de Melo, na zona entre o Atrium e o Saldanha Residence, para perceber que se trata de uma medida necessária. Faço no entanto duas ressalvas:
Em primeiro lugar, não acredito que a medida avance. Há tempos também foi anunciada tolerância zero ao estacionamento em segunda fila e o resultado está à vista.
Em segundo lugar, a medida devia ser acompanhada com a criação de mais passadeiras e remarcação das já existentes, pois a maioria ão é visível nem por automobilistas, nem por peões . Lisboa não é uma cidade para peões, já todos o sabemos, mas é inconcebível que por vezes se tenha que andar várias centenas de metros para atravessar numa passadeira. É inadmissível, por exemplo, que uma pessoa que saia do Atrium pela porta sul e pretenda ir à Pinheiro Chagas seja obrigada a descer até ao Fórum Picoas, atravessar na passadeira e voltar para trás ou, em alternativa, deslocar-se até ao Saldanha e atravessar quatro passadeiras em passo de corrida. Se é complicado para uma pessoa que se movimenta facilmente, que dizer quando se trata de pessoas com alguma dificuldade de locomoção?
Por outro lado, seria muito oportuno lembrarem-se também de multar os automobilistas que não param nas passadeiras para deixar atravessar os peões.Moro mesmo junto a dois estabelecimentos de ensino e, todos os dias, os atropelamentos são eminentes. Apesar das tabuletas bem visíveis indicando a aproximação de escola, a maioria dos automobilistas ao ver alguém atravessar, em vez de abrandar, acelera!
Não estou a exagerar , acreditem. Ainda há tempos ia a atravessar uma dessas passadeiras, numa pacata manhã de domingo e vejo um carro a acelerar em direcção a mim. Desviou-se no último momento e de lá de dentro saíram sonoras gargalhadas de um grupo de jovens, certamente ufanos pelo extraordinário feito de me terem pregado um valente susto.

Blogs no feminino (3)

O blog que escolhi para hoje traz-nos uns beijos muito especiais. São Beijinhos Embrulhados pela Teresa. Vão lá experimentar