segunda-feira, 1 de março de 2010

Tragédia da Madeira: O rescaldo (final)

Os repetidos elogios de AJJ a Sócrates, depois da tragédia da Madeira, demonstram bem como por vezes as rivalidades políticas assentam em preconceitos, falta de conhecimento mútuo ou mero espectáculo. Por esta hora, deve andar muito boa gente no PSD a torcer-se…
Entretanto, como já tinha referido, este será o momento de reflectir sobre a reconstrução. Recomendo vivamente a leitura deste artigo de um engº silvicultor, publicado no DN Madeira em 1985, pela verosimilhança entre o que ali se escreveu, com o que ocorreu há uma semana no Funchal. ( via Arrastão)
Recomendo igualmente a leitura deste lúcido artigo de Ana Paula Fitas ou o visionamento deste vídeo publicado em vários blogs, e que foi exibido em 2008 no programa da RTP 2 "Biosfera".
Repetir os mesmos erros, será condenar os madeirenses a nova tragédia a breve prazo. Haja bom senso e reconheça-se a necessidade de fazer a reconstrução, tendo como base um criterioso Ordenamento. Sendo o turismo a principal fonte de receita da Madeira, é imperioso lembrar que o turismo do futuro é aquele que se pauta pelas regras da sustentabilidade.

Portugal no feminino (1)

Adelaide Cabete
(1867-1935)

Nascida em Elvas, em 1867, Adelaide Cabete dedicou grande parte da sua vida à luta pelos direitos das mulheres e aos ideais republicanos.De origem humilde, casou com um sargento autodidacta que a incentivou a estudar. Concluiria a instrução primária aos 23 anos, licenciando-se em Medicina 10 anos mais tarde, especializando-se em ginecologia e obstetrícia.Republicana e feminista, foi a primeira mulher portuguesa a reivindicar os direitos das mulheres, nomeadamente a licença de um mês de descanso antes do parto e o direito ao voto.
Defensora acérrima das mulheres mais pobres e dos direitos das grávidas, lutou também contra as touradas, os maus tratos aos animais e os brinquedos bélicos.Entrou para a Maçonaria em 1907 e em 1924, já como presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, seria a organizadora do 1º Congresso Feminista da Educação.
Em 1929, após a implantação do Estado Novo, vai para Luanda, de onde regressa em 1933, já bastante doente, vindo a falecer em Lisboa, em 1935.

Blogs no feminino

Inicio esta rubrica que se prolongará durante todo o mês de Março com um blog que sigo há já uns tempos e já é de leitura habitual: Quiproquo.
Já está na encosta direita do Rochedo. Amanhã, por esta hora, entrará mais um.