terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Madeira:o rescaldo (1)

Nota prévia: este post estava agendado para ontem. Não o cheguei a publicar, porque não pude confirmar alguns dados que me pareciam importantes. Não é meu hábito fazer afirmações em matéria tão delicada, sem as poder fundamentar. Entretanto, as últimas ocorrências parecem desfazer dúvidas em relação a um embargo informativo ( não confundir com censura…)
Quanto a outro tema que também abordava no post e está relacionado com as ofertas de apoio de Espanha e França, não consegui obter informação credível, pelo que deixo para próxima oportunidade.
Alberto João Jardim recusou a declaração de estado de calamidade na Madeira, para não prejudicar o turismo. Há notícias contraditórias sobre o número de mortos e desaparecidos. AJJ pede contenção na difusão de notícias sobre o que se está a passar na Madeira. A imprensa fala em mais 6 mortos num parque de estacionamento, o governo regional nega. Fala em 250 desaparecidos, o governo regional contrapõe 30. Entretanto, a TSF confirmou hoje, no noticiário das 13 e no seu site, uns rumores que me haviam chegado: está a ser vedado o acesso dos jornalistas ao CC Anadia. Quando tentei fazer link da notícia, já lá não estava, mas fica aqui a notícia difundida pela RTP.
Estará o governo regional a envidar esforços para esconder o número de mortos, e defender o turismo? Não vou por aí, mas não deixo de registar o facto de estar a ser impedida a entrada de jornalistas no CC Anadia e de estar a ser desmentido o depoimento de várias testemunhas que afirmam ter visto seis cadáveres a ser metidos em bagageiras de carros da polícia.
Como é possível que desde a manhã de domingo o número de mortos tenha estabilizado? Como é que o presidente da junta de Curral das Freiras afirma no domingo haver pelo menos 7 mortos e agora só aparecer 1? Como se explica que ontem tenha sido avançado o número de 48 mortos e horas depois o número tenha voltado a ser de 42?
Há muitas perguntas por responder. É provável que só daqui a uns anos conheçamos a verdadeira dimensão da tragédia. A cortina de silêncio que se está a deixar cair sobre as notícias é um sinal claro disso. Não é facto inédito. Também só muito tempo depois se soube o número de mortos provocados pelos incêndios durante o Verão de 2004 em Portugal.
No entanto, tudo isto me dá a sensação de ter recuado aos anos 60, quando o Estado Novo omitia o número de vítimas dos acidentes ferroviários, das inundações de Lisboa, do desastre do Cais do Sodré e dos mortos em África. Tudo a bem da Nação. Nada que preocupe os alvoroçados com a falta de liberdade de expressão que classificam as providências cautelares como “ exame prévio”. Em causa está a verdade. Não a de factos políticos, mas a de vidas humanas. Isso parece que não lhes interessa nada. Os mortos só servem como arma de arremesso para ataques políticos.
Lembro-me, por isso, daquele presidente da câmara de uma estância balnear polaca que não suportando ver os mendigos esmolar pelas ruas da cidade, pediu aos padres para dizerem aos fiéis que não deviam dar esmolas, porque os pedintes estragam a imagem da estância balnear. O liberalismo tem destas coisas…

Freeport: The End?

Não faltará quem venha criticar a Justiça e pôr em causa a seriedade da Procuradora Cândida Almeida e dos dois Procuradores do Ministério Público que investigaram o caso. Tornou-se habitual, neste país, dizer que a justiça não funciona, sempre que decide no sentido contrário aos interesses de cada um.
Não vale a pena bater mais no ceguinho. Importa é reflectir sobre algum jornalismo que se anda a fazer em Portugal. Confundir jornalismo de investigação, com “vendetta”, só desacredita o bom jornalismo. Todos sabem que já aqui critiquei muitas vezes o PM e continuo a criticá-lo pelas opções políticas que toma e vão sempre em prejuízo dos mais desfavorecidos. No entanto, mantenho a lucidez suficiente para perceber a diferença entre aqueles que fazem jornalismo e os que se servem dele para atingir objectivos inconfessáveis.
Durante meses, Manuela Moura Guedes impingiu-nos insídia, calúnia e histeria, a coberto de jornalismo de investigação. Fez do jornalismo um ataque “ad hominem”. O contrário do que o jornalismo deve ser. E se querem saber a minha opinião, acredito que o PM não esteja envolvido nesta tentativa de controlo de jornais e televisões. A sua culpa é ter-se rodeado de fiéis sem escrúpulos que, tendo contribuído para a sua eleição como secretário-geral do PS, querem agora a sua recompensa, sendo nomeados para lugares para que não têm competências, onde mexem os cordelinhos de acordo com as suas conveniências.
Infelizmente, também estou cada vez mais tentado a acreditar que os interesses de algumas empresas de comunicação social levaram-nas a querer destruir a credibilidade do PM . Alguns jornalistas entraram no jogo, obedecendo aos interesses do patrão. As notícias sobre o caso “Freeport” foram apenas uma tentativa de ajuste de contas.
Estarei errado? Talvez. Mas no clima doentio que se instalou em Portugal, também me sinto no direito de ter a minha opinião e exigir que não me confundam com um apoiante do PM, só porque discordo dos que o querem assassinar politicamente, sem terem quaisquer provas palpáveis. O “feelling” nunca fez prova em Tribunal e nunca deve ser usado em jornalismo.Quando alguém faz acusações e transfere para o visado o ónus da prova, há falta de seriedade e rigor. Ora, isso, é intolerável em jornalismo.

Sabes onde anda a tua Cara Metade?

"O que estará a fazer a tua companheira ou o teu companheiro? Desconfias que poderás andar a ser traída/o? Já alguma vez a/o apanhaste em falso ou em mentiras? Pois através deste sistema de localização via GSM, basta que insiras o número de telemóvel de qualquer pessoa (independentemente da operadora) para que a localização da mesma te seja fornecida, graças a um dispositivo de localização GSM (ATENÇÃO: pode não funcionar com alguns modelos de telemóvel mais antiquados).
É simples: segues os passos iniciais de inscrição, depois inseres o número de telemóvel da pessoa pretendida e passado alguns minutos ou mesmo segundos é-te enviada a localização aproximada. No entanto, experimenta esta aplicação apenas se estiveres preparada/o para conhecer a verdade... a informação e as consequências podem não ser as pretendidas."

Pessoalmente, considero inadmissível que esta publicidade ande por aí a circular. Será velhice?