segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Caderneta de cromos (16)


Numa semana em que tinha grande concorrência,Paulo Rangel aniquilou os principais adversários na última sexta-feira e assegurou um lugar nesta caderneta. Depois de todas as contradições que marcaram a sua candidatura, revelou em entrevista a Maria Flor Pedroso que tinha vivido intensamente o 25 de Abril. Atendendo a que tinha 6 anos em 1974, o candidato a líder do PSD e a putativo Primeiro- Ministro de Portugal revelou-se um menino prodígio. Na senda da sua guia espiritual, MFL, promete ser mais um a cavalgar o refrão da “Política de Verdade”.

A tragédia da Madeira: algumas reflexões (2)

Ainda não é conhecido o número total de mortos na tragédia da Madeira, mas sabe-se que algumas poderiam ser evitadas se, por exemplo, houvesse um Radar Meteorológico que permitisse alertar a população para o que se avizinhava.
No post anterior, já referi que a incúria das pessoas também foi co-responsável pelas dimensões que a tragédia atingiu em termos de vítimas mortais. Li há pouco, no DN, uma notícia elucidativa.
Apesar da intempérie, um casal decidiu deslocar-se ao Funchal, para ver "in loco", aproveitando assim o seu dia de folga. Durante viagem o carro começou a deslizar e o conduor não conseguiu controlá-lo. Mandou a mulher e o filho, de cinco anos, abandonarem a viatura. A criança morreu e a mulher e um homem que tentou salvá-los desapareceram.
A curiosidade mórbida das pessoas que decidiram arrostar a tempestade, para ver o "espectáculo", contrariando todas as indicações da Protecção Civil, motivou a morte de uma criança e o desaparecimento de dois adultos. Calculo a dor do chefe de família que sobreviveu.