domingo, 21 de fevereiro de 2010

A tragédia da Madeira: algumas reflexões (1)

Ontem, a RTP 1 e a Antena 1 provaram a razão daqueles que defendem a existência de uma televisão e de uma rádio públicas. Durante muitas horas, foram as únicas fontes de informação nacionais sobre a tragédia que assolou a Madeira na madrugada de sexta para sábado. A SIC e a TVI só “acordaram” para as dimensões da catástrofe a meio da tarde, através dos seus canais de cabo.
Enquanto já se podiam ver muitas imagens no You Tube e a CNN dava grande destaque à tragédia, nos seus noticiários, os jornais on line portugueses continuavam silenciosos, demonstrando a sua quase inutilidade.
À mesma hora em que a CNN e a RTP-N estimavam o número de mortos em cerca de rês dezenas, os jornais on line anunciavam apenas 8 e a TVI – essa fábrica de bom jornalismo estava remetida ao silêncio.
O que aconteceu na Madeira foi, infelizmente, uma tragédia anunciada, a que muitos ambientalistas cépticos nunca deram importância. Deveria ser uma oportunidade para pensarmos nos atentados que , diariamente, se estão a cometer contra a Natureza, ao abrigo de PIN’s ( Projectos de Interesse Nacional) e do sôfrego apetite pelo lucro a qualquer preço.
Se não aprendemos nada com o que aconteceu na Região Oeste, em vésperas de Natal, ou a semana passada no Algarve, que ao menos aprendamos alguma coisa com a terrível tragédia da Madeira, que vá um pouco mais longe, do que o mero aproveitamento político. Isso é hipocrisia de gente obcecada, que não perde uma oportunidade para criticar o PM.
Pensar que as mortes ocorridas na Madeira foram culpa da chuva é fácil, mas primário. Importante, neste momento, é reflectir sobre as causas desta tragédia e evitar que, no futuro, ocorram situações semelhantes.
Adenda: Uma semana depois de lhe ter chamado repetidas vezes mentiroso, Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu o sentido de Estado do PM. Como não acredito que MRS se tivesse repentinamente transformado num apoiante de Sócrates, esta afirmação devia ser bem digerida por quem aproveitou a tragédia para fazer ataques políticos completamente descabidos. Nas próximas vezes que me disserem que defendo Sócrates, vou exibir esta declaração do Professor.

Férias na Paróquia

Dois padres resolveram passar férias numa bela praia.
No entanto, decidiram que deveriam ser mesmo férias e portanto nada deveria identificá-los como membros do clero.
Logo que desceram do avião, dirigiram-se a uma loja de surfistas e compraram o último grito em calções, sandálias, óculos de sol, etc...
Na manhã seguinte, foram até à praia vestidos como verdadeiros turistas.
Estavam sentados nas cadeiras de praia a tomar cerveja, enquanto gozavam o calor do sol, quando uma loura em topless, de fazer qualquer um perder a cabeça, se dirigiu na sua direção.
Os dois padres não conseguiram evitar segui-la com os olhares.
Quando a jovem passou por eles, sorriu e cumprimentou-os:
- Bom dia Senhor Padre Alberto, Bom dia Senhor Padre Mário, com um ligeiro aceno de cabeça e continuou o seu caminho.
Os dois padres ficaram perplexos, como era possível que ela os reconhecesse como padres?
No dia seguinte, dirigiram-se de novo à loja de surfistas e compraram roupas ainda mais berrantes.
De novo na praia, para gozar o sol, as vistas e... eis que aparece a mesma loura de fazer perder a cabeça a qualquer distraído.
Vinha com uma tanguinha ultra reveladora, aproximou-se deles e oscomprimentou:
- Bom dia Senhor Padre Alberto. Bom dia Senhor Padre Mário.
O padre Mário não se conteve e chamou-a:
- Um momento, menina.
- Sim. Respondeu ela, com um sorriso nos lábios bem definidos e sensuais.
- Nós de facto somos padres e temos orgulho em sê-lo, mas como conseguiu descobrir isso ?
- SENHOR PADRE, SOU EU, A IRMÃ ÂNGELA!! Também estou de férias !!