quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

(In)coerências

Como a maioria dos leitores saberá, sou indefectível adepto do FC Porto e já expliquei, aqui,até onde vai a minha paixão. Isso não impede que manifeste a minha tristeza pela forma como o meu clube ontem conseguiu vencer o Arsenal. É certo que o FC Porto já foi muito prejudicado pelas arbitragens, quer nas comptições europeias, quer a nível interno. (Este ano, então, tem sido escandaloso. Golos limpos anulados e penalties não assinalados, têm sido à fartazana.No entanto, gosto de vitórias sem reticências e sem mácula, como as que temos conseguido ao longo dos últimos anos- apesar de o sr Luís Filipe Vieira as querer manchar). A de ontem, deixou-me um sabor amargo a injustiça. Não entro em euforia com vitórias assim.

Não sigo a bitola comportamental do presidente do SLB nem dos seus fiéis, nem tenho a língua suja de uma Leonor Pinhão, que hoje nas paginas de "A Bola" dá mais um bom exemplo da forma como alguns adeptos encarnados encaram o desporto. Para ela só existe a suspeição e o jogo de bastidores e toda a gente quer o mal do SLB.

Tenho um bocadinho mais de nível e, por isso mesmo, hoje estarei a torcer pelo Benfica, fazendo votos que saia de Berlim com a eliminatória na mão. São coisas que Leonor Pinhão não compreende, porque é uma espécie de Paulo Rangel do futebol.

Censura ou direito ao bom nome?

Como eu gostava de ver alguns dos indignados com a falta da liberdade de expressão, apavorados com o regresso da Censura e defensores do fim das providências cautelares comentarem esta decisão. Estranhamente ( ou talvez não, porque não envolve matéria política) remetem-se ao silêncio.

Worten Sempre? Tá bem, abelha...

Andava a queixar-se de algumas maleitas há coisa de um ano. Lá fui tentando aliviar-lhe a dor e adiar o extertor mas, na semana passada, despediu-se com um último suspiro. Preparei-lhe o funeral, em cerimónia simples. Agradeci-lhe, uma última vez, a forma dedicada com sempre se entregou ao trabalho, sem um único lamento. Já sabia que o passo seguinte seria doloroso. Colocava-se de imediato uma questão: como substituir aquela fiel companheira ? Quem estará melhor habilitado para fazer esquecer os bons serviços que a máquina de lavar de linha branca, comprada no saudoso Carrefour me prestou de forma zelosa e eficiente, ao longo de mais de uma década?
Aturadas pesquisas, envolvendo diversas vertentes, conduziram a uma escolha, mas sempre com a dúvida de ser a acertada. Só o futuro o dirá.
No sábado dirigi-me à Worten para comprar a eleita. Processo rápido. Em poucos minutos tinha feito a pagamento e acertado a data da entrega para a tarde de terça-feira de Carnaval. A hora da entrega seria entre as 14 e as 18. (Gosto destes horários alargados que as empresas marcam para fazer as entregas dos produtos que compramos e pagamos antecipadamente e dos quais temos de ficar à espera uma tarde inteira). Faltavam uns cinco minutos para as seis da tarde quando tocaram à porta. Eram dois fulanos. Um deles, muito antipático, iniciou a instalação, enquanto dizia ao outro para levar a máquina velha rapidamente, porque era a última entrega e já estavam atrasados. O jogo do Sporting em Liverpool tinha começado há poucos minutos e fiquei com a impressão de que era essa a causa da pressa. A instalação foi rápida. Dei uma generosa gorjeta, dizendo que era para dividir pelos dois. O homem olhou para a nota e, sem agradecer, sumiu pelo elevador.
Minutos depois, livro de instruções na mão, ensaio geral para a estreia. Surpresa. A máquina começou a expelir golfadas de água e num minuto a cozinha estava alagada. Poupo-vos à descrição, porque presumo que estejam a imaginar a cena.
Confirmada a deficiente instalação da máquina, ligo para o nº de cliente da Worten e explico o que se está a passar. Pedem-me que aguarde um minuto. Ao fim de 13m 46s dizem-me "Não podemos fazer nada hoje, porque a pessoa que lhe foi fazer a entrega já não está ao serviço. Vou-lhe reagendar a instalação".
Para quando? Amanhã de manhã?
Não, isso não é possível. Agora só na quinta-feira.
Então fazem asneira grossa e levam dois dias a emendar o erro?
A menina lamentou e pediu desculpa em nome da Worten. Compreendo. É para isso que lhe pagam, não pode fazer mais. Já a Worten tinha obrigação de ter maneira de reparar os seus erros de forma mais expedita.
Pronto, eu sei que a culpa é minha, porque ignorei os sucessivos avisos sobre a falta de credibilidade da Worten. É uma empresa pouco fiável, que apenas quer vender e trata mal os clientes sempre que há problemas. Serviu-me de emenda. Nunca mais compro lá nada. Quando ouvir novamente aquele anúncio “Worten Sempre” faço-lhes um manguito. Para já, vou apresentar queixa e espero que a besta que cá veio instalar a máquina tenha o que merece: o desemprego.