domingo, 14 de fevereiro de 2010

Brites e o Dia dos Namorados

Tinha pensado ir passar o Dia dos Namorados a Inglaterra, mas estava a ler uns posts atrasados aqui no Rochedo e ao ler isto, desisti.
Acabei por ficar por cá e fui almoçar fora com o Sebastião. Não é que sejamos namorados ( onde é que se viu uma cotovia namorar com um mocho? Eu sei que o mundo mudou muito, mas não tanto que me permita essas poucas vergonhas)mas lá fomos como dois bons amigos depenicar umas coisitas aí pelas janelas de Cascais, para assinalar o Dia dos Namorados.
Não deu para conversar muito, porque tivemos um bocado de azar com o restaurante que escolhemos. Estava lá um juiz mascarado de jornalista, a conversar com um jornalista mascarado de juiz e, nestas circunstâncias, comemos em silêncio para evitar sermos apanhados a conversar sobre alguma coisa que despertasse a curiosidade de ambos.O Sebastião diz que sou parva e estou sempre a ver calhandrices em toda a parte. Diz que são as más influências do jet set. Eu deixo-o falar, coitado, porque ele ainda não percebeu que a informação em Portugal só nos traz calhandrices a toda a hora.
Amanhã espero que esteja menos frio porque, se continuar assim , ninguém me tira do quentinho do Rochedo. É pena, porque amanhã é o Dia dos Encalhados e eu queria comemorar. Ninguém me apresenta um cotovio jeitoso? A PresidentA bem podia dar uma ajuda… em vez de pôr lá aqueles vírus às sextas –feiras , podia começar a divulgar fotografias de cotovios. Talvez eu arranjasse um jeitoso, quem sabe?

É Carnaval, ninguém leva a mal ...(1)

Num avião, o piloto informa:
- Senhoras e senhores, o avião está perdendo a altitude e toda bagagem deverá ser atirada fora!
Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continuou perdendo altitude.
- Estamos ainda perdendo altitude! Teremos que atirar fora algumas pessoas! Avisa o piloto!
Há, neste momento, um grande rebuliço entre os passageiros.
E continua o piloto:
- Para fazer isso, de forma imparcial, os passageiros serão jogados para fora por ordem alfabética. Assim, começamos pela letra 'A'. Há algum 'Afro' a bordo?
Ninguém se move!
- 'B'... Algum 'Black' a bordo?
Nada!
- 'C'... Algum 'Crioulo' a bordo?
Continuou e... Nada!
- 'D'... Alguém 'De cor?'
De novo ninguém se mexeu!
- 'E'... Algum mais 'Escurinho'?
Nada!
Nisto, um pequeno menino negro pergunta ao pai:
- Pai, afinal o que nós somos???
- ZULUS, meu filho! Somos ZULUS!