quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O regresso de Miguel de Vasconcellos...

A estratégia de Paulo Rangel para chegar à liderança do PSD parece-me linear. Ataque a Portugal no Parlamento Europeu, baseando-se em escutas ilegais, acusações a Sócrates de ser director do JN, pondo em causa a dignidade de um jornalista impoluto, alertas pela destruição do Esatdo de Direito, baseadas no vazio absoluto e, cereja no topo do bolo, anúncio da candidatura à liderança dos laranjas.
Paulo Rangel abandonará o seu exílio dourado em Bruxelas e regressará a Portugal para dirigir o PSD, com a auréola de ter denegrido a imagem do país. Depois de Nuno Melo se ter gabado de enxovalhar Constâncio, parece que denegrir Portugal lá fora é o que está a dar, para fazer carreira em Portugal. Muitos irão votar em Paulo Rangel ( que já não se lembrava ter sido militante do CDS) e talvez dentro de pouco tempo o tenhamos a dirigir os destinos de Portugal. Em tempo de crise, nada melhor do que um Miguel de Vasconcellos, vazio, para traçar o nosso destino.
É em defesa deste futuro cristalino que amanhã se organiza um baile de máscaras, à porta da AR.
Quem manifestar a sua discordância, já sabe que será proscrito do reino dos defensores da liberdade de expressão. Viva o Carnaval!

Dia da Internet Segura

Assinalou-se, ontem, o Dia da Internet Segura. A divulgação de um estudo europeu realizado online pela Microsoft, através do portal MSN, salienta novos riscos para adolescentes num mundo de redes sociais.
No estudo participaram 14 100 pessoas, sendo 60% pais e 40% adolescentes com idades entre os 14 e os 18 anos. Alguns dos dados agora revelados merecem reflexão, embora nem sempre sejam surpreendentes, como é o caso de 45% dos pais terem “parcos ou nulos” conhecimentos das temáticas ligadas à Web.
Em relação a Portugal, são estes os dados divulgados pela Microsoft através do portal MSN:
• 68% dos adolescentes em Portugal usa activamente sites de redes sociais.
• 39% dos adolescentes considera que é seguro publicar informações pessoais online.
• Quase um quarto (23%) dos adolescentes em Portugal divulga o nome da escola que frequenta em perfis pessoais online e mais de um em cada oito publica a morada de casa.
• Quase dois terços (68%) dos adolescentes em Portugal foram já contactados por um estranho através da Internet e metade (49%) respondeu por curiosidade.
• Dois terços (61%) dos adolescentes afirmam que os seus pais não fazem nada para limitar ou controlar a sua utilização da Internet e 39% dos pais em toda a Europa admitem que não supervisionam as actividades dos seus filhos online nem o que publicam na Internet.
• 45% dos jovens portugueses indica que os pais têm conhecimentos muito limitados, ou mesmo nulos dos temas ligados à Internet.
• Apenas metade dos pais Portugueses (52%) admite controlar os movimentos online dos seus filhos, embora 69% manifeste confiança de que os seus filhos tomam as precauções necessárias.

Entretanto, a UE revelou que,um ano após ter concluído um acordo com 18 empresas, para maior reforço da segurança na Net, a maior parte das empresas oferece agora a opção de bloquear utilizadores, remover conteúdos indesejados e decidir quem pode visualizar o quê. A maioria fornece também dicas destinadas aos menores, embora nem sempre seja fácil encontrar ou perceber as informações dadas.
O relatório da Comissão, que assinala o Dia da Internet Segura, mostra também que mais de metade das empresas não cumpriu as promessas no sentido de garantir que os perfis em linha e as listas de contactos dos utilizadores com menos de 18 anos sejam considerados «privados» por defeito. Além disso, muitos sítios ainda permitem que motores de busca pesquisem perfis de menores.
Finalmente, embora a maioria dos sítios forneça uma ligação para denunciar casos de assédio, poucos respondem com regularidade às denúncias.

Cada um tem a liberdade que merece

“A III República criou as condições ideais — o desastre nuclear de Portugal — para que uma espécie de gente reles, sem o menor sinal de carácter, conquistasse o poder. O primeiro passo é livrar o Estado das suas garras, mas depois há que fazer algo pelas débeis instituições. Caso contrário, voltarão em força. Como as baratas.”
Carlos M. Fernandes, um dos promotores iniciais da Manifestação de dia 11 (via Arrastão)