sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Pelo país dos blogs

Querem dar uma boa gargalhada? Então leiam isto.

Blair, ou B.liar?


Num mundo justo, Blair estaria neste momento a ser julgado, ao lado de Bush, no Tribunal de Haia. A mentira que ambos engendraram para justificar a invasão do Iraque, com o conluio de Durão Barroso e Aznar ( é bom não esquecer) não contribuiu para a paz, como prometeram, mas sim para o recrudescer do terrorismo, o aumento da insegurança mundial e a morte de centenas de milhar de inocentes.
Se Bush, com as mãos sujas de sangue, continua a dormir descansado e a gozar uma reforma dourada, Durão Barroso foi recompensado, pela sua conivência ,com o mais elevado cargo da União Europeia e Aznar se eclipsou da cena política mundial, Blair está a ser alvo de um inquérito, em Londres. Os ingleses querem saber qual é o seu grau de responsabilidade na morte de soldados ingleses, numa guerra que o povo inglês nunca apoiou.
É isto que distingue um povo e um país. Os ingleses reconhecerão o papel desempenhado por Blair num dos períodos mais prósperos do seu país e até lhe perdoarão os caminhos ínvios de uma “Terceira Via” que destruiu o Labour e vai entregar de mão beijada ( provavelmente por muitos anos) os destinos da Inglaterra à oposição conservadora, nas legislativas deste ano. Não lhe perdoam é a mentira que ajudou a construir para justificar uma guerra insana.
Num clima de grande tensão, Blair começou esta manhã a responder ao inquérito. E começou mal, com esta afirmação: “Foi-nos dito que utilizariam armas químicas ou biológicas se as conseguissem obter. E isto mudou por completo a nossa avaliação dos riscos"
Ora, se bem se lembram, Blair disse, na altura, que tinha visto provas de que o Iraque tinha armas de destruição maciça. (No que foi secundado por Barroso- é bom não esquecer). Esta afirmação deve contribuir para aumentar o número de ingleses que o apelidam de B.Liar( mentiroso) e justificar os pedidos do número crescente de ingleses que querem ver o ex-primeiro ministro acusado por crimes de guerra. Na realidade, só nessa altura se começará a fazer justiça. Mas para que a justiça realmente seja feita, Blair não poderá sentar-se sozinho no banco dos réus.