segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Caderneta de cromos (13)


São demasiadas confusões e embrulhadas para um ainda tão curto mandato. Depois das indecisões quanto à inclusão de casais homossexuais nas cerimónias dos casamentos de Santo António, ficou a saber-se que António Costa desconhece os termos do protocolo que assinou com a Red Bull. Pior… parece ter ficado surpreendido quando a oposição lhe demonstrou que o negócio era ruinoso para a Câmara.
Desde a candidatura à Câmara de Loures, em que protagonizou aquela corrida entre o burro e o Ferrari, percebi que António Costa tem uma noção circense da política que me desagrada. Entretanto, como passaram vários anos, acreditei que tivesse crescido. Enganei-me.
O presidente da maior autarquia do país ainda pensa que as pessoa querem é circo. Não é. António Costa fez da palavra "Rigor" o mote da sua campanha e prometeu que, postas as contas em dia, resolveria os problemas da cidade. É isso que os lisboetas também querem, e de forma célere. No entanto, disciplinadas as contas, continuam à espera. Os lisboetas estão-se marimbando para os aviões. Querem é maior disciplina no trânsito, melhores transportes públicos, parques gratuitos nos terminais do Metro e a aplicação das 10 medidas que prometeu resolver em 100 dias, quando foi eleito pela primeira vez em 2007. Os lisboetas esperam e desesperam. Pelo Rigor e pelo cumprimeno das promessas.Por isso, pedem-lhe menos folclore e mais acção.
Como é o caso da (para muitos desconhecida) figura da semana.

Crying Games

Era um belo dia de Abril. Dois irmãos ingleses, de 11 e 12 anos, estavam em casa aborrecidos, sem nada para fazer. Foi então que um deles teve uma ideia. Foram ao encontro de dois outros miúdos, com 9 e 11 anos, e convidaram-nos para “brincar”. Eles aceitaram. Deixaram-se conduzir até um local ermo e aí foram agredidos violentamente pelos dois irmãos e obrigados a abusar sexualmente um do outro. Não satisfeitos, estes amorosos manos ainda enfiaram com um lavatório na cabeça de um dos companheiros de "brincadeira".
Presentes a tribunal, as adoráveis criancinhas, sem ponta de remorso,lá justificaram a brincadeira com o aborrecimento. Compreende-se… isto de ser criança e não ter nada para fazer é muito chato. Principalmente quando se pertence a uma família disfuncional, onde o pai é violento, e o único prazer que tinham em casa era ver filmes pornográficos e fumar cannabis na companhia dos pais. O juiz também deve ter compreendido a situação, por isso aplicou-lhes uma pena de cinco anos numa casa de correcção.
Dizem os psiquiatras que os irmãos têm personalidades anti-sociais, sem retorno. Eu pergunto: então, quando saírem da casa de correcção, como vai ser?
O facto de pertencerem a uma família disfuncional não explica tudo, até porque dos outros cinco irmãos não se conhecem proezas idênticas.
Não será, obviamente, fácil a um juiz fazer mais do que fez. Para já aplicou-lhes cinco anos e no final da pena logo se vê. Pois, aí é que está o problema…