sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Os aeroportos são locais de perversão?


Começaram por nos apalpar.Agora já nos despem e,em breve, prometem os alemães, vão começar a cheirar-nos. Quando é que começam a lamber-nos?

Lisboa tem um "Muro da Vergonha"


Durante cinco anos, este estaleiro (foto) das obras da estação do Metro Saldanha II, cortou ao meio a Av. Duque d’ Ávila, no cruzamento com a Av. da República. Uma barreira quase intransponível, impediu a circulação automóvel naquela artéria e dificultou a vida de moradores e transeunte.
Para qualquer peão, atravessar a Av. da República, entre o Saldanha e a João Crisóstomo, tornou-se tarefa ( quase) impossível. Os mais afoitos atravessavam à superfície, correndo o risco de atropelamento, outros iam até à João Crisóstomo, ou atravessavam pelos túneis do metro do Saldanha, única passagem em funcionamento. No entanto, chegados ao outro lado, deparavam com autênticos labirintos que os obrigavam a percorrer enormes distâncias (só para atravessar a Duque d’Ávila de um passeio para o outro, era necessário ir até à Defensor de Chaves e voltar a percorrer o caminho inverso).
Os mais prejudicados com estas obras foram os comerciantes, que viram fugir-lhes uma boa parte da clientela, cansada de tantos trajectos labirínticos para ir aos estabelecimentos aí existentes. É verdade que não me apercebi do encerramento de nenhum dos estabelecimentos mais emblemáticos da zona, mas ouvi muitas vezes os lamentos dos comerciantes, receando o seu futuro. Apesar dos incómodos e prejuízos provocados pelas obras, todos concordavam que, com a abertura da estação Saldanha II, a zona seria revitalizada. Só que…
Em Agosto de 2009, com quase três anos de atraso em relação ao previsto, foi inaugurada finalmente a Saldanha II, cujos benefícios já aqui salientei. Acontece, porém, que o muro continua a existir, impedindo a circulação de peões e automóveis, entre as duas margens da Av. da República . Muitos comerciantes não calam a sua revolta. Continuam encerrados numa espécie de “guetto”, separados por um muro que lhes prolonga a agonia. Os transeuntes continuam a ter de atravessar a Avenida pelas passagens subterrâneas do metro , embora disponham agora de mais escolhas e tenham sido derrubados os taipais que os obrigavam a percursos labirínticos. Os automobilistas é que devem estar satisfeitos pois, com a retirada dos estaleiros, surgiram muitos novos lugares de estacionamento gratuitos, avidamente disputados ao longo do dia.
Perguntei a vários comerciantes o que está projectado para a zona, mas ninguém sabe. Alguns afiançaram-me que estão fartos de telefonar e enviar exposições para a Câmara, mas não obtêm qualquer resposta. Não sabem quanto tempo mais vai durar este inferno, nem se o muro da vergonha que divide a Duque d’Ávila, algum dia será derrubado. Continuam a penar, perante o silêncio da autarquia que se comporta de uma forma vil, desprezando o direito dos munícipes à informação. Até que alguém se digne dar explicações, Lisboa continuará a ter os seus “Muros da Vergonha”. No plural, para lembrar que na mesma Avenida, junto ao "El Corte Inglês", existe uma situação idêntica. Apenas com uma diferença. O Plano de Requalificação da zona é conhecido e está em marcha.O que torna ainda mais estranho o silêncio sobre este trecho da Duque d'Ávila.

Relógio do Apocalipse

O Relógio do Apocalipse foi ontem acertado. Em 2002,depois do atentado às Torres Gémeas,marcava as 11h53m, assim tendo permanecido até 2007, quando foi adiantado para as 11h55m. Ontem passou a indicar as 11h54m. o que parece indiciar que o mundo está agora menos perigoso do que há dois anos.
O momento em que o relógio esteve mais perto da meia -noite ( Hora do Apocalipse, simbolicamente realcionada com o início de uma guerra nuclear) foi em 1953, quando os EUA fizeram os primeiros testes com a bomba de hidrogénio. O relógio foi então adiantado para as 11h58.
Em 1991, depois da queda do Muro de Berlim e com o fim da Guerra Fria, o Relógio do Apocalipse recuou para s 11h43m, mas desde então tem vindo a aproximar-se da meia -noite.
O relógio foi criado em 1947, marcando na altura as 11h53m.