
Isilda Pegado é uma figura bizarra da nossa Democracia. Enquanto em todo o mundo democrático vão sendo reconhecidos os direitos das minorias e a maioria luta por mais direitos, ela luta contra os direitos de alguns. Lutou contra a despenalização do aborto, exige um referendo sobre a liberdade de casamento entre homossexuais e um dia destes, provavelmente, vê-la-emos na linha da frente a protestar contra a eutanásia. Não se pode dizer que a senhora não seja uma lutadora, mas vale a pena lembrar-lhe que há mais de um século, milhares de mulheres lutaram – e muitas morreram- pela igualdade de direitos com os homens e em Portugal, antes do 25 de Abril, as mulheres só podiam trabalhar, ou deslocar-se ao estrangeiro, com autorização do marido. Já depois do 25 de Abril, mulheres que lutaram pela liberdade, foram enxovalhadas por grupos de machões no Marquês de Pombal, que as apalpavam e insultavam.Se não tivesse havido mulheres a lutar pela dignidade, Isilda Pegado ainda não teria direito a votar e talvez estivesse a tomar chá com as amigas, realizando-se em reuniões de "tupperware".
Eu só queria perceber o que leva Isilda Pegado a esta luta desbragada contra os direitos dos outros. Em que medida é que os seus direitos são afectados com a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Porquê palavras tão azedas e anti democráticas contra os direitos dos homossexuais?
Eu só queria perceber o que leva Isilda Pegado a esta luta desbragada contra os direitos dos outros. Em que medida é que os seus direitos são afectados com a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Porquê palavras tão azedas e anti democráticas contra os direitos dos homossexuais?
Quando alguém me explicar, com razoabilidade, as razões da luta de Isilda Pegado, talvez eu retire o seu nome desta caderneta de cromos. Até lá fica aqui muito bem. Como também ficariam aqui alguns homofóbicos, mas isso é outra história. Eu prefiro mulheres que lutam e ficam na História. Ou mulheres como a que escolhi para figura da semana.